Crianças mal-educadas ou hiperativas? Por Içami Tiba

setembro 2, 2013

Muitas crianças e adolescentes mal-educados estão tomando cloridrato de metilfenidato (Ritalina®), medicamento que se destina ao tratamento do distúrbio do déficit de atenção e hiperatividade (DDAH). É essa uma disfunção psiconeurológica que provoca dificuldades de concentração, “viver no mundo da lua” (deficit de atenção), “não parar quieta” (hiperatividade). Descrito há apenas poucos anos, esse distúrbio foi por muito tempo menosprezado e malconduzido.

Agora, no entanto, está havendo exageros e confusões a esse respeito. A Ritalina® não atua sobre mal-educados. Ainda assim, diagnósticos apressados e equivocados têm feito pessoas mal-educadas ficarem à vontade para continuar mal-educadas sob o pretexto de que estão dominadas pelo DDAH. O fato de serem consideradas “diferentes” facilita a aceitação de seu comportamento impróprio. Portanto, antes de os pais lidarem com o filho como apenas um mal-educado ou como apenas um portador de DDAH, é importante que consultem um médico e recebam a orientação correta.

Há, porém, diferenças notáveis entre um portador de DDAH e um mero mal-educado. O portador de DDAH continua agitado diante de situações novas, isto é, não consegue controlar seus sintomas. Já o mal-educado primeiro avalia bem o terreno e manipula situações, buscando obter vantagens sobre os outros.

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Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Como lidar com filhos distraídos e hiperativos? Por Içami Tiba

maio 20, 2013

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Filhos com dificuldade de digerir informações não devem estudar sozinhos no quarto porque podem distrair-se facilmente com qualquer outra atividade. E, em geral, é isso o que os pais pedem ao distraído: que fique isolado no quarto para se concentrar.

            O melhor é colocá-lo perto de alguém que o auxilie, pai, mãe ou outra pessoa qualquer que assuma o papel de ouvinte ou mesmo de aluno dessa criança. O distraído tem de ler em voz alta e explicar o que acabou de ler.

 

O fato de ler em voz alta já obriga o cérebro a transformar símbolos visuais em sons articulados. É o início da concentração.

 

Muitos pais estão preocupados com o fato de seus filhos serem hiperativos, possuírem déficit de atenção, necessitando de um cuidado médico-psicológico especial. O que tenho observado é que a maioria dessas crianças são, na verdade, mal-educadas, apesar de bem-criadas.

            Criar uma criança é fácil, basta satisfazer-lhe as vontades. Educar é mais trabalhoso. Trata-se de prepará-la para viver saudavelmente em sociedade, o que significa que não basta ser inteligente, a criança precisa ter ética. Quando atendemos a todas as vontades dos nossos filhos, estamos criando um animalzinho, pois pertence ao comportamento animal fazer tudo que deseja, fugir quando tem medo, dormir quando tem sono, comer quando tem fome e assim por diante.

A criança tem de ser educada para saber o que deve e pode comer, como e quando; a que horas deve dormir e acordar etc. O mesmo deve ocorrer com as demais atividades. Uma criança fala por meio de suas atividades mais do que por meio das palavras que pronuncia. As crianças são naturalmente ativas. É a má educação que provoca uma “diarréia” de ações. Elas vão realizando diversas atividades sem digerir as idéias e os valores nelas envolvidos – e tudo isso acarreta um grande desgaste para sua formação. Desta maneira, não está ocorrendo uma construção da personalidade.

 

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Fonte: livro “Disciplina – Limite na medida certa”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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