Contraceptivos – Qual o melhor?

junho 7, 2011

Os principais parâmetros para determinar a escolha de um anticoncepcional na adolescência são: eficácia, reversibilidade, ausência de efeitos colaterais, facilidade de uso e preço acessível. Aplicando esses critérios aos principais métodos disponíveis, vamos perceber quais se adequam melhor às necessidades da jovem mulher:

 

• Pílulas anticoncepcionais (comprimidos compostos de hormônios sintéticos que impedem a ovulação). São os mais recomendados pela facilidade de uso. Elas funcionam imitando a gravidez em um processo que consiste em bloquear a produção de estrógeno e progesterona. Ao introduzir na corrente sanguínea “substitutos sintéticos” para esses hormônios, as pílulas enganam o cérebro, que deixa de enviar estímulos aos ovários para produzi-los de forma natural. As de última geração apresentam dosagens hormonais extremamente baixas. Em comparação com as pioneiras, não oferecem riscos à saúde e ainda trazem benefícios: reduzem a tensão pré-menstrual e as cólicas, protegem contra endometriose, câncer de útero e dos ovários, favorecem a regularidade menstrual e ainda melhoram a acne.

 • DIU (dispositivo intrauterino que impossibilita a fertilização e a implantação do ovo). Há 3 décadas acompanho o uso desse método. A sua melhor indicação seria em pacientes acima de 30 anos que já engravidaram. Em jovens contraindicaria, pelo fato de aumentar o fluxo sanguíneo durante a menstruação, podendo facilitar com o decorrer dos ciclos a endometriose e comprometendo a fertilidade futura.

 • Métodos de barreira (o condom, preservativo ou camisinha). Este método tem a vantagem de prevenir doenças sexualmente transmissíveis e não oferece complicações, mas nem sempre é aceito pelos parceiros; além disso, é preciso orientação adequada quanto à forma de utilizá-lo. Quando a adolescente recusa outros métodos por julgá-los pouco naturais e não sente pudor de manipular os genitais, a alternativa recomendada é o diafragma, uma cúpula de borracha que cobre a entrada do útero.

 • Métodos de abstinência periódica (tabelinha, observação do muco ou da temperatura basal). Não são recomendados porque fazem parte do “museu da contracepção”. E, como se não bastasse, esses métodos requerem disciplina e motivação, qualidades nem sempre encontradas nas adolescentes, que tendem a considerá-los pouco românticos.

 • Coito interrompido (retirada do pênis da vagina antes da ejaculação). Embora muito utilizado, nunca é indicado, devido ao alto índice de falhas e também por dificultar o relaxamento e o orgasmo.

 • Pílula do dia seguinte. Composta de alta dose de estrógenos, é recomendada em casos de estupro ou sexo sem proteção. Para ser eficaz, deve começar a ser tomada nas primeiras 48 horas após a relação sexual. Não deve ser usada no cotidiano.

 

Fonte: trecho do livro “Mulher – Um projeto sem data de validade”, de Malcolm Montgomery – Integrare Editora 


Gravidez: Cuidado com as drogas!

maio 12, 2011

Embora a placenta funcione como filtro, impedindo que algumas substâncias nocivas presentes no sangue materno atinjam a circulação do feto, várias substâncias conseguem atravessar a barreira placentária, prejudicando o bem-estar, a saúde e até mesmo provocando malformações. Na literatura médica, encontram- se muitas informações sobre os efeitos nocivos de quase todas as drogas sobre o feto. Em termos de medicamentos, há os que não prejudicam a formação do feto, mas há os que precisam ser evitados porque podem causar problemas sérios. Por isso, é essencial que a grávida não se automedique e, se possível, evite qualquer remédio nos dois primeiros meses de gestação; os medicamentos receitados durante a gravidez devem levar em consideração os benefícios e os riscos. Portanto, é indispensável consultar o médico antes de tomar qualquer medicação. É importante também ter noção dos efeitos nocivos que alguns tóxicos usados em nossa sociedade têm sobre o feto.

1 ) Fumo – o hábito de fumar durante a gestação está associado ao retardo do crescimento fetal e ao aumento da mortalidade tanto na vida intrauterina como logo após o parto; uma das principais razões é a maior ocorrência de placenta prévia e de descolamento prematuro da placenta, com dificuldades no transporte de oxigênio por causa da presença da nicotina. É importante parar de fumar pelo menos oito semanas antes do parto.

2 ) Álcool – o alcoolismo na gravidez prejudica a saúde da criança de várias maneiras: retardo do desenvolvimento pré e pós-natal; comprometimento do desenvolvimento intelectual; cabeça menor do que o normal; olhos de tamanho diminuído; queixo pequeno; defeitos nas articulações e no coração. A mulher que ingere cerca de 100 ml de álcool por dia tem 50% de chance de ter um filho com algumas ou todas essas anomalias.

3 ) Café – até o “inocente” cafezinho está sob suspeita. É claro que não se chega ao exagero de condenar uma pequena xícara por dia, mas as grandes bebedoras de café (acima de quatro xícaras diárias) apresentam maior incidência de parto prematuro.

4 ) Maconha – mulheres que fumam cinco ou mais cigarros por semana são consideradas usuárias. Esse grupo apresenta filhos com maior incidência de peso insuficiente, trabalho de parto mais demorado e maior índice de reanimação dos recém-nascidos, que, às vezes, apresentam tremores e contrações musculares nos primeiros dias.

5 ) LSD – há casos de bebês que nasceram com membros encurtados, sem olhos e sem cérebro. O homem usuário de LSD também pode gerar filhos malformados, mesmo quando a mãe não faz uso de drogas.

6 ) Cocaína – as mães viciadas no uso do “pó” estão sujeitas a ter filhos com o crânio pequeno, partos prematuros com bebês de baixo peso e descolamento prematuro da placenta.

7 ) Heroína – os filhos de mães dependentes dessa droga apresentam acentuados distúrbios de comportamento, são hipercinéticos e apresentam dificuldade de concentração.

8 ) Vitaminas – o uso genérico de vitaminas está na moda, mas há o perigo da hipervitaminose. O cuidado maior deve ser com a vitamina A (ácido retinóico), amplamente empregada em produtos cosméticos; quando se associa com a ingestão oral, pode provocar malformações do feto.

9 ) Tóxicos ambientais – os agrotóxicos estão relacionados com a maior incidência de abortos, morte fetal, retardo do crescimento intrauterino, baixa de imunidade e atraso do desenvolvimento das crianças.

O chumbo (poluição da gasolina) é acusado de provocar aborto espontâneo e esterilidade; o envenenamento por mercúrio (por causa de dejetos de indústrias químicas lançados nos rios contaminando peixes, mariscos e camarões) pode causar paralisia cerebral na criança, além de deformidades cranianas, abortos e aumento da mortalidade fetal e perinatal. A associação entre intoxicação por mercúrio e uso de álcool ou fumo potencializa os danos ao feto.

As pesquisas mais recentes sobre o efeito das drogas lícitas e ilícitas no desenvolvimento cerebral revelam que a presença de neurotoxinas prejudica a formação dos circuitos neuronais no feto e no bebê, interferindo no funcionamento dos genes, de algumas proteínas e outras pequenas moléculas que moldam a arquitetura do cérebro: elas estão contidas no ambiente (chumbo e mercúrio) e também na nicotina, no álcool e na cocaína.

Fonte: trecho do livro “Nós estamos grávidos”, de Maria Tereza Maldonado e Júlio Dickstein – Integrare Editora 


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