O jovem antenado com o mundo e o mercado. (por Ruy Leal)

outubro 7, 2015

Hoje em dia, as informações são disponibilizadas às toneladas. O conhecimento da civilização está disponível na internet. Tudo está lá, e é difícil escolher a informação mais adequada diante da diversidade e profundidade do que lá se encontra. A profusão de novos conteúdos é tanta que o problema se torna outro: é impossível absorvê-los pela velocidade que chegam. Jamais se viveu um período como este, e novamente, essas gerações são inseridas no centro das atenções, pois têm sido elas que melhor se adaptaram a essa forma de receber as informações para transformá-las em conhecimento.

Tamanhas facilidades acabam por criar em muitos o espírito da indolência ou, se preferir, do caminho curto. Como em quase tudo que vivenciam nesta época, parte desses jovens busca no aprendizado respostas mais fáceis e rápidas, descartando a pesquisa elaborada, evitando as dificuldades para a obtenção das informações e a análise criteriosa daquilo que foi conseguido.

Como toda informação está disponível, as empresas cobram isso dos candidatos a profissionais. O entendimento das empresas é bastante simples e pragmático: gente alienada não interessa.

Nos vários processos seletivos que verifiquei de perto, tenho observado o modo duro que as empresas identificam a posição dos candidatos quanto aos acontecimentos mundiais.

Não são raras as vezes em que candidatos tecnicamente talentosos, mas desligados e desinteressados, foram preteridos em favor de outros menos preparados, porém, muito mais antenados e interessados em relação ao mundo e a seus desafios.

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Fonte: livro “Jovens digitais: aprendizes, estagiários e trainees”, de Ruy Leal – Integrare Editora

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Vai mudar de emprego? De novo? (por Sidnei Oliveira)

setembro 16, 2015

A mudança é inevitável. Já não há mais desafios, os chefes evitam dar feedback, os benefícios são pequenos, o salário é baixo e uma eventual promoção não deve acontecer, pois é privilégio de poucos “protegidos”. Com um cenário tão ruim e com tantas possibilidades melhores, por que não experimentar um novo emprego?

Já se tornou comum ouvir dos jovens profissionais um ou mais desses argumentos. O discurso está sempre pronto na entrevista de desligamento e parece que nada mais consegue modificar o que já é visto como fenômeno da rotatividade no emprego. O cenário é estudado por consultores e gestores de RH de diversos segmentos, já que afeta e compromete uma das principais estratégias de gestão de pessoas – a formação de sucessores.

Os jovens normalmente se desligam reclamando das oportunidades limitadas de desenvolvimento e carreira, justificando o pedido de demissão na busca de novos desafios que possam expor seus “talentos” e, com isso, alcançar o reconhecimento, principalmente financeiro.

É necessário reverter esse quadro promovendo a conscientização dos jovens, pois eles ignoram que essa “estratégia” é a que mais contribui para que recebam desafios de menor valor, afinal, que liderança está disposta a permitir que a falta de experiência coloque em risco os resultados?

O jovem profissional precisa entender que, como “novato” na empresa, não receberá aquele desafio mais complexo, do tipo que afeta de maneira significativa o resultado. Para que isso aconteça, será necessário comprovar sua capacidade por meio do sucesso em desafios mais simples. Também é na condição de “novato” que o jovem recebe grandes volumes de atividades. Esse fator muitas vezes é fonte de frustração, mas pode e deve ser considerado como oportunidade de mostrar o verdadeiro potencial.

Deixar o posto de “novato” parece ser a estratégia desses jovens profissionais, mas cada vez que decidem mudar de emprego são tratados como “novatos” de novo.

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Fonte: livro “Profissões do futuro: você está no jogo?”, de Sidnei Oliveira – Integrare Editora

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E você, é um Workaholic?

agosto 31, 2012

O termo workaholic (viciado em trabalho) surgiu nos Estados Unidos, e define muito bem o princípio de vida adotado pela “Geração X”: o trabalho compulsivo.

Pessoas viciadas em trabalho sempre existiram. No entanto, nas décadas de 1980 e 1990, a atitude workaholic tornou‑se comum, não apenas pela necessidade de sobrevivência das pessoas, mas também por fatores mais fúteis como vaidade, ganãncia, competitividade ou simplesmente pela necessidade pessoal de provar algo a alguém ou a si mesmo.

Contudo, uma das mais perversas consequências é o medo de fracassar, que acaba condicionando e impulsionando o viciado a buscar resultados cada vez melhores e mais rápidos.

Essa foi, portanto, uma era de alta competitividade, de busca incessante para atender a desejos cada vez maiores e mais sofisticados, usando para isso atalhos, facilidades e pretensamente adotando as evoluções tecnológicas como estilo de vida.

Fonte: livro “Jovens para Sempre – Como entender os conflitos de gerações”, de Sidnei Oliveira – Integrare Editora

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Jovens para Sempre!

agosto 13, 2012

Talvez não seja nenhuma novidade afirmar que o mundo está em transformação, tampouco que a mudança, cada vez mais rápida e intensa, impacta os seres humanos e seus relacionamentos diretamente.

Todos nós estamos inseridos nesse turbilhão de mudanças, independentemente da geração a que pertencemos, mas houve um destaque especial nos últimos anos com respeito a uma geraçãpo específica, a Geração Y.

Inicialmente, procurava‑se rotular essa geração e apresentar muito mais as características chamadas “negativas” do que buscar um entendimento mais amplo sobre o que faz os jovens de hoje serem como são.

Quando conheci Sidnei Oliveira, tive a feliz oportunidade de abordar esse tema sob um olhar diferente. Ele já dizia que as pessoas, a sociedade e as organizações deveriam passar a estudar o que estava ocorrendo às gerações e aprender a potencializar os resultados para os campos profissional e pessoal.

Estamos vivendo mais tempo e é imperioso entender como isso nos afeta, buscarmos analisar por meio de dados estatísticos o que está mudando e qual a tendência.

Os papéis já não são os mesmos, sejamos nós pais, filhos, educadores e/ou gestores de pessoas. Os diversos ciclos de nossa vida variam de geração a geração e é a partir do entendimento do que está acontecendo no mundo, suas mudanças e suas consequências, que poderemos ser reais agentes de mudança.

Nos capítulos deste livro, não somente encontraremos respostas a muitas questões que nos intrigam com relação aos conflitos geracionais, mas também um celeiro rico de aprendizagem para os jovens de todas as gerações.

Estando abertos ao aprender e sendo flexíveis para lidar com a complexidade dos dias em que vivemos, estaremos cada vez mais perto de alcançar um objetivo comum de todas as gerações, a Felicidade!

 

Paulo Amorim

Diretor de Recursos Humanos para a América Latina da Dell

Fonte: prefácio do livro “Jovens para Sempre – Como entender os conflitos de gerações”, de Sidnei Oliveira – Integrare Editora

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Escolhas, sempre as escolhas!

junho 18, 2012

Uma das frases que mais ouço dos jovens é:

 

– Não sei o que quero fazer, só sei que quero fazer o que gosto…

 

Essa é uma postura muito firme que aparentemente demonstra personalidade. Parece bastante nobre ter esse tipo de comportamento diante da vida; contudo, essa demonstração de determinação é inútil, pois está associada à total falta de objetivos, de uma missão de vida, de um significado para as escolhas e decisões que tomamos. Quase sempre, ao ouvi‑la, lembro-me de outra frase:

 

– Se você não sabe para onde vai, qualquer caminho serve.

 

Há certa confusão quando o jovem precisa definir seu caminho para o futuro. Na maioria das vezes, ele confunde as metas com o próprio significado em que deveria basear as suas escolhas – sua missão pessoal.

As metas têm um papel muito importante em nossas vidas. Indicadores de sucesso para nossas estratégias, elas servem como guias que indicam a direção que queremos tomar, mas não conseguem alcançar um significado maior do que a expectativa ou o resultado que estabelecemos. E é exatamente isso que confunde e fragiliza a busca por um objetivo na vida do jovem.

É muito comum encontrar jovens que dizem ter como objetivo de vida coisas como conquistar a independência financeira, comprar uma casa, trabalhar no exterior, ser um executivo de sucesso etc. Nada contra querer alcançar objetivos assim, eles são desafiadores para qualquer um e representam etapas importantes no desenvolvimento pessoal. Entretanto, coisas dessa natureza não significam nada além de metas.

Fonte: livro “Geração Y – Ser potencial ou ser talento? Faça por merecer”, de  Sidnei Oliveira – Integrare Editora

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A Geração Y e seus desejos

maio 18, 2012

Atualmente, descobrir quais são as expectativas dos jovens se tornou um grande desafio para as gerações veteranas. Pais perdem a paciência com seus filhos, educadores sofrem com a insubordinação de seus alunos e gestores ficam perplexos diante da aparente falta de comprometimento e foco dos novos profissionais.

Estamos diante de um novo momento de ruptura comportamental, semelhante ao que se viu nos anos 1960-1970.

Novos costumes culturais surgem com maior velocidade, e a adaptação constante é agora uma necessidade básica diante dos avanços tecnológicos.

Contudo, não é apenas na tecnologia que está o desafio de adaptação, mas também nas relações pessoais que são comandadas por comportamentos, atitudes, objetivos, expectativas e sonhos. Esses elementos, que formam o novo padrão de relacionamento, também mudaram de forma profunda e já não possuem muitas conexões com os modelos e as referências do passado.

Um erro muito frequente é pressionar as pessoas a adotar posturas e fazer escolhas usando as mesmas premissas que foram utilizadas com sucesso em outra época.

Parece óbvio que essa atitude irracional dificilmente trará efeitos positivos, entretanto é isso mesmo o que se espera, pois é com essas referências que as pessoas são julgadas, principalmente os jovens. Um exemplo de premissa deslocada no tempo é a questão da relação do empregado com a empresa. Por muito tempo, valorizou-se o funcionário que dedicava toda sua vida a uma mesma corporação. Atribuíam‑se a esse servidor algumas características comportamentais que certamente moldariam seu futuro profissional; contudo, no contexto atual, dificilmente seriam consideradas

 

Fonte: livro “Geração Y – Ser Potencial ou Ser Talento? Faça por merecer”, de Sidney Oliveira – Integrare Editora

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Jovem para Sempre

março 19, 2012

Um fator relevante, hoje em dia, é o aumento da expectativa de vida dos profissionais mais experientes, que passam a buscar a requalificação e a consequente manutenção de suas posições. Como possuem a experiência, tornam‑se extremamente competentes, apresentando resultados significativos para as empresas.

Entretanto, há um efeito colateral nesse movimento de adaptação incomum no ambiente corporativo – é o atraso na formação de sucessores, principalmente na liderança. Com os profissionais veteranos apresentando resultados em padrões elevados de produtividade e erros menores, os desafios que propiciam o desenvolvimento não são apresentados aos profissionais mais jovens, provocando a desmotivação e, consequentemente, o descompromisso com a empresa.

Esses aspectos ficam mais evidentes quando analisamos os resultados de algumas pesquisas sobre as expectativas dos jovens profissionais, como por exemplo a questão da fidelidade corporativa:

 

 

Fonte: trecho do livro “Geração Y – Ser Potencial ou Ser Talento? Faça por merecer”, Sidnei Oliveira  – Integrare Editora

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