Qual aspecto da vida passada não queremos mais repetir ou experimentar? Por Gabriel Carneiro Costa

junho 28, 2013

Raiva é um sentimento diferente de ódio. A parte que me agrada na raiva é que ela é composta de muita energia. Sentimentos como medo e tristeza, comumente observados em momentos de insatisfação e desejo de mudança, emanam baixa energia e costumam paralisar.

            Já a raiva provoca ação. A raiva move. É lógico que muitas vezes ela move para uma ação inadequada, mas esse é outro ponto, em que analisaremos a ação em si.

 

A raiva, como sentimento isolado, pode ser positiva porque realmente leva as pessoas a fazer alguma coisa.

 

E, para garantir que a ação seja positiva, é importante equilibrá-la com o prazer. O desejo de busca do prazer (e da satisfação) também move. Nós nos esforçamos para alcançar momentos de prazer e um estilo de vida mais satisfatório, e focar nesses desejos nos mantém conectados com um plano de ação.

            A forma interessante de equilibrar esses dois sentimentos é criar referências temporais. Raiva de algo no passado e prazer por algo no futuro.

            No momento da mudança, é importante lembrar qual aspecto da vida passada não queremos mais repetir ou experimentar. E, nessa visão, despertar a raiva pode ser uma ótima pólvora para o início de uma transformação.

            Paralelamente a isso, é muito importante saber que prazer buscamos. Qual é a vida satisfatória que queremos ter no lugar daquela que gera raiva. Trabalhar apenas a insatisfação passada nos leva a mudar, mas não garante que nos levará, de fato, para um lugar melhor. Já trabalhar apenas a satisfação futura pode gerar baixa energia e acabar nos deixando em uma zona de conforto com a justificativa de que a vida atual não está de todo ruim.

 

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Em vez de afagos, pensamentos; em vez de abraços, perguntas! Por Gabriel Carneiro Costa

junho 21, 2013

Muitas vezes, no interesse de ajudar uma pessoa com certa dificuldade, oferecemos o famoso “ombro amigo”. Brindamos a pessoa com estímulos e afirmações de que o tal problema vai passar e a acolhemos com abraços e afagos na cabeça. E não há quem não goste desse momento, que também é muito importante para todo ser humano.

            Esse tipo de comportamento é carinhoso e protetor no sentido de gerar confiança. Mas, no que diz respeito a gerar ação para uma mudança efetiva de vida, esse tipo de atitude não ajuda. Se o objetivo é apenas transmitir afeto, funciona. Mas, se é gerar permissão e estímulo para a pessoa evoluir diante do impasse, o melhor é questionar o que está ocorrendo e o que a pessoa pode fazer diante disso.

            Em vez de afagos, pensamentos. Em vez de abraços, perguntas. E deixar todo o carinho para um momento de comemoração ou de simples troca de afeto. Não precisamos criar o hábito de transmitir carinho diante das dificuldades. Isso apenas ensina a fugir daquilo que realmente precisa ser enfrentado.

 

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Quem está na média não está em lugar algum! Por Gabriel Carneiro Costa

junho 1, 2013

31/05 SEXTA:

 

Não nos lembramos das pessoas medianas em nossa vida, mas das extremidades. Seja por bem ou por mal, é esse tipo de professor e colega que fica na nossa memória da época escolar. Os amados e os odiados. Não nos lembramos daquele professor que era mais ou menos.

            As pessoas usam a posição mediana como uma espécie de defesa e justificativa para aquilo que estão com medo de enfrentar e resolver. Dizem que sua vida não está tão boa, mas também não está ruim.

            Não raro, escuto de clientes que sua vida poderia estar pior, então não têm do que reclamar.

            Ter saúde é muito diferente de não estar doente. Estar feliz na carreira é diferente de não estar mal empregado. Ter um casamento satisfatório não é a mesma coisa que não querer o divórcio. Estar feliz é muito diferente de não ter do que reclamar.

 

Como podemos definir nossa vida como feliz porque poderia estar pior?

 

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Fonte: livro “O encantador de Pessoas – Como trabalhar a sua vida em busca da felicidade e realização pessoal”, de Gabriel Carneiro Costa – Integrare Editora

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“Somos os responsáveis por provocar a mudança daquilo que queremos ver em nossa vida” Por Gabriel Carneiro Costa

maio 22, 2013

Conseguir se divertir, se soltar e vivenciar momentos de prazer exige treino. Ser feliz no casamento, na relação com os filhos, no círculo de amizades igualmente requer prática.

            Há quem já venha ao mundo com certas habilidades sociais, e esse processo se torna mais simples e rápido. Ainda assim, em determinado momento da vida precisou aprender um hábito. Formar uma boa rede de amizades e ter um bom diálogo nas relações íntimas são ações cognitivas. Todos nós temos a capacidade de ser bons nisso, basta querermos e entendermos que, assim como na vida profissional, isso exigirá dedicação.

            Nesse processo evolutivo, duas palavras têm alta relevância: sequência e frequência.

            Sequência é a capacidade que temos de valorizar cada pequeno passo e dessa forma nos sentirmos andando. Tão importante como saber quanto falta é saber quanto já se andou. A capacidade de sequência não nos permite a zona de conforto e, ao mesmo tempo, amplia a consciência sobre o fato de que sempre há um caminho a ser percorrido.

            Frequência é a disciplina de que precisamos para evoluir em algum aspecto da vida. É o ato repetitivo de ensaiar, treinar e evoluir. É entender que a mudança não se dá em um fato único, e sim no conjunto de mudanças pequenas e cotidianas. É o exercício de lembrar que tal atividade precisa ser realizada em prol de uma vida melhor.

Essas duas palavras — sequência e frequência — estão sob o nosso domínio, por isso estão ligadas ao jogo interno. Ninguém pode nos propiciar sequência e frequência.

 

“Somos os responsáveis por provocar a mudança daquilo que queremos ver em nossa vida.”

 

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Fonte: livro “O encantador de Pessoas – Como trabalhar a sua vida em busca da felicidade e realização pessoal”, de Gabriel Carneiro Costa – Integrare Editora

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Pais equilibrados, filhos realizados! Por Gabriel Carneiro Costa

maio 6, 2013

 

“Vejo os pais mais preocupados em satisfazer os filhos do que em questionar até onde determinada satisfação está alinhada com a educação que julgam ser a mais assertiva. Educar por comodidade nunca foi educar.”

 

          Não sei que tipo de pai ou mãe você quer ser, mas, independentemente dessa escolha, seja pai e seja mãe. Ter filhos é entrar em campo para um jogo que nunca jogamos, e a pior postura que podemos ter é não querer jogar o jogo completo.

            Não existem pai ou mãe que sejam “mais ou menos”. Ou são pais ou não são. Não é a dificuldade de educar um filho que torna um pai melhor ou pior, mas sim a sua capacidade de dedicação.

            Dedique-se a ser um pai melhor e você terá um filho melhor. Procure fazer diferença na vida do seu filho, e ele fará diferença na sua. Encontre o seu sentido como pai ou mãe, e ele encontrará o seu sentido como filho.

            E, na jornada de formar outra pessoa, nunca deixe, em qualquer idade, de se perguntar: eu estou sendo o pai ou a mãe que realmente quero ser?

          Antes do filho que teremos vêm os pais que seremos.

 

“Na ânsia de dar ao filho tudo de que ele supostamente precisa, muitos pais se esquecem de oferecer o que é de fato mais importante para qualquer criança: sua presença”

 

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Fonte: livro “O encantador de Pessoas – Como trabalhar a sua vida em busca da felicidade e realização pessoal”, de Gabriel Carneiro Costa – Integrare Editora

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Qual foi a última vez em que você gargalhou? Por Gabriel Carneiro Costa

maio 3, 2013

Em muitos trabalhos que realizo, utilizo uma técnica de soltar o lado Criança Livre. Percebo que muitas pessoas não têm permissão para manifestar prazer, alegria, leveza, características típicas de uma criança. Não sabem gozar os momentos sem nenhum tipo de julgamento, crítica ou bloqueios.

            É justamente essa criança interna, que todos temos, que nos dá a liberdade de estar entregue para curtir o aqui e agora.

            Muitas pessoas têm dificuldade de liberar esse lado mais infantil e não conseguem desfrutar de ocasiões em que a alegria é o foco principal. Um encontro com amigos, com a família, brincadeiras, jogos, dança, sexo, entre outros. Momentos que não dependem de uma situação financeira privilegiada, que não necessitam de grandes esforços. São situações em que podemos perceber que a felicidade é acessível a todos. Pode ser ouvir uma música em volume alto e se permitir dançar, sozinho, no meio da sala. Ou quem sabe um jogo de cartas com amigos, ou uma brincadeira nova com o filho, uma rodada de piadas e por aí vai.

 

Qual foi a última vez em que você gargalhou? Qual foi a última vez em que se divertiu como uma criança?

 

            Se você tem memória recente de uma experiência em que sua criança livre se entregou, parabéns! Muitas pessoas com que trabalhei nos últimos tempos encontram dificuldade para se soltar e se entregar ao simples ato de ser feliz. Outras possuem essa capacidade, mas sempre sob o efeito de bebidas alcoólicas. Quimicamente, o álcool age sobre os nossos neurônios inibidores, por isso nos sentimos mais leves e com maior permissão para agir da forma mais espontânea possível, sem um filtro crítico interno.

 

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Fonte: livro “O encantador de Pessoas – Como trabalhar a sua vida em busca da felicidade e realização pessoal”, de Gabriel Carneiro Costa – Integrare Editora


Morrer… para renascer! Por Gabriel Carneiro Costa

abril 24, 2013

Imagine que você faleceu.

            Visualize sua morte na posição em que se encontra, neste local, neste momento. Imagine seu corpo sendo levado ao velório e então seu caixão sendo aberto.

            Quem está no seu velório?

            O que dizem essas pessoas?

            O que pensam a respeito do que foi a sua vida?

            Quem você ama está lá?

           

            Imagine o seu próprio velório. Em determinado momento, um pequeno grupo se aproxima do seu corpo e o toca, em um movimento misto de carinho e de dor.

            Quem está tocando você?

            Essas devem ser as pessoas mais importantes na sua vida. Então, imagine a dor que eles — e você — sentem em uma cena dessas. Você não pode falar nada, afinal está morto. Pode apenas reconhecer essas pessoas e imaginar o calor delas ao tocar o seu corpo.

            E se lhe fosse permitido falar algo em apenas dois minutos? Que recado você daria a essas pessoas?

            Que recado daria na sua despedida?

            Que pedido de desculpas você faria?

            Como demonstraria o seu amor?

 

            Agora, como num passe de mágica, sinta a energia do seu corpo aqui e agora. Sinta o peso do seu corpo tocando o sofá ou a cadeira em que está sentado neste momento. Sinta que está vivo e que isso foi apenas um exercício.

 

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Fonte: livro “O encantador de Pessoas – Como trabalhar a sua vida em busca da felicidade e realização pessoal”, de Gabriel Carneiro Costa – Integrare Editora

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