Ausência dos pais: a ausência física não se compensa com presentes nem com permissividade! Por Içami Tiba

fevereiro 10, 2014

O que tem atrapalhado bastante a educação dos filhos é a tentativa de os pais compensarem suas ausências através de hipersolicitude para atender os desejos mais inadequados, colocando os filhos como cobradores dos seus sentimentos de culpa.

Esse sentimento que ataca fortemente as mães não afetava muito os pais. Era comum o que acontecia com muitas famílias, cujo pai migrava em busca de trabalho. Não raro, esse pai se transformava em ex-pai. Praticamente não existe ex-mãe.

Tais compensações distorcem a educação, pois os pais, no afã de agradar os filhos, comportam-se inadequadamente, aceitando dos filhos o que não aceitariam de ninguém. Assim, os pais perdem a autoridade educativa sobre os filhos, gerando indisciplina em casa, prejudicando suas formações.

Os filhos, sem métodos nem regras a seguir, regidos pelo saciar dos seus desejos, tornam-se tão indisciplinados quantas forem as suas vontades. O que os filhos estão fazendo em casa, não poderão fazer na sociedade. Portanto, eles não estão sendo educados para serem cidadãos.

 

“Os filhos deveriam, desde já, praticar em casa o que terão que

fazer na sociedade. Esta é a verdadeira educação, tendo como

uma das suas bases a disciplina.”

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Fonte: livro “Disciplina – Limite na medida certa”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Satisfação e sofrimento. Acredite: tudo passa! Tire o melhor de cada um deles. Por Içami Tiba

fevereiro 3, 2014

O autoconhecimento de uma pessoa faz com que ela aprenda a lidar com as suas necessidades sem ser surpreendida por emergências. As necessidades básicas como comer, dormir, respirar, amar somente são emergenciais quando negligenciadas ou doentes, pois elas são totalmente previsíveis por serem cíclicas.

Ninguém se surpreende com a chegada do dia ou da noite. Eles são esperados, portanto não há surpresas. A nossa atenção pode estar tão focalizada em outro interesse que nem percebemos o dia, ou a noite, passar. Quando descobrimos que já é noite, a surpresa é não ter percebido o tempo passar.

A satisfação é um estado transitório que temos que aprender a usufruir. O melhor usufruto é aproveitar bem os estados transitórios. O que não se deve é deixar de usufruir algo por ser transitório.

A transitoriedade serve tanto para sensações boas quanto ruins. Há pessoas que querem eternizar as boas, prendê-las e não deixá-las passar. É um erro, pois elas se acostumam e já nem percebem que estão vivendo o lado bom.

Mas os que mais sofrem são os que eternizam as más sensações. O tempo passa e as situações mudam. Mas quem tem má sensação perpetuada dentro de si projeta esse mal sobre todas as novidades e acaba mantendo os sofrimentos do passado.

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Fonte: livro “Família de Alta Performance – Conceitos contemporâneos na Educação”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Ensine o seu filho a lidar com dinheiro… desde a infância! Veja algumas dicas. Por Içami Tiba

janeiro 27, 2014

Infelizmente alguns pais deseducam os filhos, dando a eles tudo o que eles querem. Mesmo que nada pese no bolso dos pais agora, qual o preço que futuramente vão pagar por não dar educação financeira aos filhos? Como eles vão aprender a lidar com dinheiro?

Já vi filhos que acabam perdendo tudo o que seus pais construíram na vida. Aqui vão algumas orientações fundamentais:

a. Ensine a criança a não usar o dinheiro que não seja dela, mesmo que esteja com ela. O dinheiro do lanche não pode ser gasto com figurinhas. Isso sera um desvio de verbas.

b. Estabeleça uma quantia semanal para figurinhas e extras (revistinhas, balas, bexigas ou sorvetes). Ensine a conferir o troco. Se a criança não souber mexer com dinheiro, ainda não está pronta para andar com ele.

c. Determine o que pode ser gasto mensalmente, semanalmente ou diariamente. Livros são investimentos dos pais em educação.

d. Ensine o que é consumir e o que é investir. Consumir é usar uma vez só, por exemplo, ou usar e estragar no dia seguinte. Investir é comprar algo que vai durar e que poderá ser usado várias vezes. Portanto, o cuidado tem que ser maior.

e. Crianças que vivem pedindo vales ainda não têm idade para receber mesada. Uma criança só consegue entender o período de uma semana porque a referência é o final de semana. Também não se deve aumentar a mesada só porque a criança gastou mais do que podia gastar.

f. Dê uma carteirinha com moedeira para que a criança possa tomar conta do seu dinheiro. O dinheiro tem que ser bem cuidado, não pode ficar jogado no bolso ou na bolsa misturado a outras coisas. Muito menos se pode misturar dinheiro com comida, pois o dinheiro, mesmo não estando sujo, é contaminado.

g. Ensine desde logo que a criança é dona do dinheiro e não o contrário. O valor da criança não está no dinheiro, mas no que ela consegue fazer com ele.

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Fonte: livro “Família de Alta Performance – Conceitos contemporâneos na Educação”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Pai é PAI e não ajudante da mãe! Por Içami Tiba

janeiro 13, 2014

Paternidade é uma função própria do pai, com direitos e obrigações familiars importantes. Pai não é coadjuvante da mãe, é seu complementar.

A mãe costuma pedir ajuda ao pai: Ajude aqui, por favor, fique um pouco com as crianças! Ele acha que está apenas ajudando a mãe e não se sente fazendo a sua parte. Muitos pais nada fazem enquanto suas mulheres não pedem. Para os filhos não interessa se é a mãe que está muito ativa ou se o pai é muito passivo. O que eles precisam é de pai e de mãe. Neste ponto, alguns pais reclamam que suas mulheres os tratam como se fossem filhos.

Paternidade é a atitude de estar pronto a atender seus filhos, sem esperar que a mãe peça.

Um pai acomodado, além de não ser um bom exemplo na família, estimula o filho a explorar a mãe. Numa família assim pode se estabelecer uma confusão entre pai acomodado/pai bonzinho e mãe ativa/mãe rabugenta – quando na realidade o pai é negligente e a mãe ativa é obrigada a cobrar as obrigações de todos.

Fica muito clara esta situação quando uma mãe reclama que ela é a “pãe” da família. Ela tenta preencher também as funções de pai, o que é quase impossível.

Há muitos homens, no entanto, que já assumem bem mais seu papel. Muito longe de querer substituir a mãe, eles querem tomar parte na educação do filho. Reparei em um passageiro que, em pleno voo, trocava as fraldas de seu bebê, que deveria ter um ano de idade. A mãe não estava presente. Um bebê cuidado pela mãe e pelo pai cresce com menos preconceitos e com menos machismo. Aquela família parece estar desenvolvendo a Alta Performance.

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Fonte: livro “Família de Alta Performance – Conceitos contemporâneos na Educação”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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O sábio tem a humildade de ser um eterno aprendiz! Por Içami Tiba

setembro 23, 2013

O sábio vai querer aprender, seja com quem for, mesmo que seja com um aluno. Nesta hora, o aluno passa ao professor o que este precisa naquele momento, e não tudo o que ele sabe. Assim, ele ensina o professor na medida da necessidade da realidade deste. O que aconteceria ao professor se o aluno quisesse ensinar tudo o que soubesse de uma vez, independentemente da necessidade dele? Assim o aluno aprende vendo o sábio aprender com ele. Quer dizer, o professor, ao aprender, está também passando a atitude da humildade de aprendiz.

O sábio tem a humildade de ser um eterno aprendiz.

A sabedoria está em todo lugar.

O sábio é que a identifica e a pratica.

            Portanto, o sábio nada tem de onisciente. A onisciência limita a ampliação do conhecimento. Assim, também, a baixa autoestima pode limitar o aprendizado, se o pensamento é de que ele “nunca vai conseguir aprender alguma coisa”.

Dessa maneira, tanto a onipotência quanto a impotência inibem o desenvolvimento dessa pessoa, que passa a ser retrógrada. Ser retrógrado mede mais uma posição na vida do que a quantidade de conhecimentos que ela possui.

Quanto melhor for a integração relacional,

maior será o desejo de aprender o que não se sabe.

Quando uma pessoa pára de querer aprender,

começa a envelhecer.

Quando se adquire novo conhecimento, é natural um certo deslumbramento no início, como ocorre com a criança que aprende a ler: procura as letras conhecidas em todos os lugares. Ou com o recém-formado, que se torna um acadêmico perfeccionista. A prática, entretanto, se encarregará de mostrar-lhes que não é apenas esse saber que tem valor.

 

O saber de uma pessoa, ninguém o tira.

Mas a vaidade de saber pode estragá-la.

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Fonte: livro “Ensinar Aprendendo – Novos paradigmas na Educação”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Seus filhos são consumistas? Por Içami Tiba

setembro 16, 2013

“Meus filhos são consumistas!” – reclamam muitos pais.

            Mas quem são os responsáveis pelas crianças? Elas não consomem sozinhas, faz parte do ser humano querer tudo o que vê – isso desde criança –, assim como faz parte da vida pedir. Pedir não custa nada. A criança pede o que quiser, porque lhe é natural pedir. O custo é repassado para os pais que assumem o ônus desses pedidos sem educá‑la corretamente. Assim é que parece natural à criança ter o que quer.

            Portanto, são os pais que ajudam os filhos a educarem o consumismo. Esse é um vício que os pais desenvolveram nos filhos porque a eles se submeteram. Na realidade, os pais têm um outro vício: o de não educar os desejos, separando‑os das necessidades. Para um consumista, o desejo é sua necessidade. O estabelecimento dos limites entre desejos e necessidades cabe aos pais. Se os pais respondem: “Agora não!”, a criança sabe que este “não” vale para agora. Quem sabe daqui a pouco pode? – Daí, logo em seguida pede outra vez, pois não tem muita noção do tempo.

            Tal observação, é claro, vale para qualquer resposta evasive que os pais dão aos filhos: “Hoje não!”; “Aqui não!”; “Estou sem dinheiro!”, “Depois eu compro!” etc. Na lógica das crianças, existirá, no futuro, a possibilidade da compra, basta inventar um bom argumento.

            Os pais poderiam explicar uma só vez por que não compram. Repito: esse é o amor que ensina. Diante da insistência da criança, em vez de os pais darem a mesma ou outra explicação, eles deveriam simplesmente negar e comunicar qual é a consequência se o filho pedir outra vez: “Não! E, se pedir outra vez, sairemos daqui” ou “Você sai da loja e nos espera lá fora” – ou qualquer outra alternativa viável no momento.

            Pais devem combinar entre si as premissas da educação de não postergar consequências. Não devem apenas utilizar frases vazias, como “Nunca mais você sai conosco!”, “Chegando em casa, você vai ver!”, “Você vai ficar este final de semana sem ver televisão!” etc.

           

Já atendi pais que fizeram sacrifícios no orçamento doméstico para comprar mais um par de tênis de marca para o filho único deixar jogado em casa depois de pouco uso. A responsabilidade dessa compra equivocada é dos pais e não de um filho financeiramente dependente deles. E o grande drama é que o consumista nunca é feliz, pois desvaloriza o que tem para sofrer com o que “ainda não tem”.

  

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Fonte: livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Pai é PAI e não ajudante da mãe! Por Içami Tiba

setembro 9, 2013

Paternidade é uma função própria do pai, com direitos e obrigações familiars importantes. Pai não é coadjuvante da mãe, é seu complementar.

            A mãe costuma pedir ajuda ao pai: Ajude aqui, por favor, fique um pouco com as crianças! Ele acha que está apenas ajudando a mãe e não se sente fazendo a sua parte. Muitos pais nada fazem enquanto suas mulheres não pedem. Para os filhos não interessa se é a mãe que está muito ativa ou se o pai é muito passivo. O que eles precisam é de pai e de mãe. Neste ponto, alguns pais reclamam que suas mulheres os tratam como se fossem filhos.

            Paternidade é a atitude de estar pronto a atender seus filhos, sem esperar que a mãe peça.

            Um pai acomodado, além de não ser um bom exemplo na família, estimula o filho a explorar a mãe. Numa família assim pode se estabelecer uma confusão entre pai acomodado/pai bonzinho e mãe ativa/mãe rabugenta – quando na realidade o pai é negligente e a mãe ativa é obrigada a cobrar as obrigações de todos.

            Fica muito clara esta situação quando uma mãe reclama que ela é a “pãe” da família. Ela tenta preencher também as funções de pai, o que é quase impossível.

            Há muitos homens, no entanto, que já assumem bem mais seu papel. Muito longe de querer substituir a mãe, eles querem tomar parte na educação do filho. Reparei em um passageiro que, em pleno voo, trocava as fraldas de seu bebê, que deveria ter um ano de idade. A mãe não estava presente. Um bebê cuidado pela mãe e pelo pai cresce com menos preconceitos e com menos machismo. Aquela família parece estar desenvolvendo a Alta Performance.

 

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Fonte: livro “Família de Alta Performance – Conceitos contemporâneos na Educação”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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