O jovem antenado com o mundo e o mercado. (por Ruy Leal)

outubro 7, 2015

Hoje em dia, as informações são disponibilizadas às toneladas. O conhecimento da civilização está disponível na internet. Tudo está lá, e é difícil escolher a informação mais adequada diante da diversidade e profundidade do que lá se encontra. A profusão de novos conteúdos é tanta que o problema se torna outro: é impossível absorvê-los pela velocidade que chegam. Jamais se viveu um período como este, e novamente, essas gerações são inseridas no centro das atenções, pois têm sido elas que melhor se adaptaram a essa forma de receber as informações para transformá-las em conhecimento.

Tamanhas facilidades acabam por criar em muitos o espírito da indolência ou, se preferir, do caminho curto. Como em quase tudo que vivenciam nesta época, parte desses jovens busca no aprendizado respostas mais fáceis e rápidas, descartando a pesquisa elaborada, evitando as dificuldades para a obtenção das informações e a análise criteriosa daquilo que foi conseguido.

Como toda informação está disponível, as empresas cobram isso dos candidatos a profissionais. O entendimento das empresas é bastante simples e pragmático: gente alienada não interessa.

Nos vários processos seletivos que verifiquei de perto, tenho observado o modo duro que as empresas identificam a posição dos candidatos quanto aos acontecimentos mundiais.

Não são raras as vezes em que candidatos tecnicamente talentosos, mas desligados e desinteressados, foram preteridos em favor de outros menos preparados, porém, muito mais antenados e interessados em relação ao mundo e a seus desafios.

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Fonte: livro “Jovens digitais: aprendizes, estagiários e trainees”, de Ruy Leal – Integrare Editora

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Qual é o sonho?

julho 16, 2012

Atualmente, descobrir quais são as expectativas dos jovens se tornou um grande desafio para as gerações veteranas. Pais perdem a paciência com seus filhos, educadores sofrem com a insubordinação de seus alunos e gestores ficam perplexes diante da aparente falta de comprometimento e foco dos novos profissionais.

Não é apenas na tecnologia que está o desafio de adaptação. Está também nas relações pessoais que são comandadas por comportamentos, atitudes, objetivos, expectativas e sonhos. Esses elementos, que formam o novo padrão de relacionamento, também mudaram de forma profunda e já não possuem muitas conexões com os modelos e as referências do passado.

Um erro muito frequente é pressionar as pessoas a adotar posturas e fazer escolhas usando as mesmas premissas que foram utilizadas com sucesso em outra época.

Parece óbvio que essa atitude irracional dificilmente trará efeitos positivos, entretanto é isso mesmo o que se espera, pois é com essas referências que as pessoas são julgadas, principalmente os jovens.

O jovem profissional é absolutamente aberto a novas oportunidades, pois tem consciência de que precisará de experiências diversificadas para ser considerado competente e qualificado. Ele não julga falta de lealdade estar aberto a outras oportunidades; aliás, em muitos casos acredita que estará se qualificando ainda mais, até para uma futura oportunidade na empresa em que está atualmente.

Esse fato certamente provoca muita controvérsia nas empresas, pois representa aumento de custos com contratação e treinamento de profissionais. Com esse dilema, é bastante comum tentar identificar quais fatores levam um jovem a se desinteressar por uma empresa, e os principais são:

27% não ter um bom ambiente de trabalho

16% não oferecer desenvolvimento profissional

11% não ter qualidade de vida

9% não ter possibilidade de crescimento na carreira

Todos esses aspectos refletem o atual estágio nas relações entre profissionais e empresas. Porém, não é o caso de elevar o jovem de hoje a uma categoria especial, promovendo mudanças apenas para atender a seus caprichos e desejos.

Tornou‑se muito importante buscar a inovação nos modelos de gestão, resgatando antigas premissas de mentoria e promovendo a devida contextualização para os novos comportamentos dos jovens profissionais.

É no jovem que está a maior parte da solução, por isso é importante que ele tenha consciência de que “adiar” uma decisão já é uma escolha e, como tal, passiva de consequências em sua vida.

 

Fonte: livro “Geração Y – Ser potencial ou ser talento? Faça por merecer”, de Sidnei Oliveira – Integrare Editora

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