Ter tudo ou nada desmotiva o estudo

março 2, 2012

Um dos maiores prazeres do professor é acolher um aluno com vontade de aprender. Infelizmente, na realidade brasileira, a maioria dos alunos está mais interessada em diplomas do que na aprendizagem em si. Encontramos pessoas vivendo no Brasil inteiro, em aglomerações que vão de pequenas vilas, bairros periféricos e cidades pequenas – onde o futuro é pouco promissor – a grandes centros metropolitanos, onde são numerosas as oportunidades para todos os tipos de competências profissionais.

Onde quer que essas pessoas estejam localizadas, elas podem ser divididas em três grandes grupos:

 

1 Parados, que Marcam Passos no local e que até para aprender são lentos;

2 Movimentados, que dão pequenos Passos Além, mas que não saem do local e só aprendem o suficiente para melhorar suas vidas;

3 Migrantes, que dão grandes Passos Além, predispostos a sair do seu local de origem, bairro, cidade ou estado em busca de algo que até então não encontraram, dispostos a aprender o que for necessário para conseguir o que querem.

 

 

Fonte: trecho do livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba  – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

Clique aqui para baixar o 1º capítulo do livro!

Anúncios

No campo das ideias…

agosto 26, 2011

O ato de pensar “o melhor possível” deve estar voltado também para o bem do próximo, da sociedade, do planeta, de uma próxima geração, do vizinho ou de outro cidadão qualquer. Uma das maneiras de avaliar a qualidade do pensamento está na possibilidade de falar abertamente o que foi pensado seja para quem for.

SE UM PENSAMENTO NÃO PODE SER EXPRESSO, não se deve pensar nele. Quanto mais o pensador se ocupa com esse pensamento negativo, mais se acostuma com ele – que acaba escapando ou sendo contado para alguém, e certamente trará desagradáveis desgastes e prejuízos.

NO CAMPO DAS IDEIAS, sabemos que ninguém domina o livre pensar: os pensamentos brotam sozinhos. Eles têm de passar por um seletor que barra os negativos, inconvenientes, inadequados – enfim, os pensamentos que não sejam de Alta Performance.

HÁ PESSOAS QUE NÃO SABEM OUVIR. Quando ouvem um ponto positivo sobre alguém, em lugar de parabenizar essa pessoa, têm sempre uma menção negativa a apontar e não raro lembram‑se de alguém que fez algo melhor. Ouça este diálogo:

 – Você viu fulano? Está ganhando bem, agora! – comenta um falante.

– Sim, mas ainda deve dinheiro para beltrano! (Ou: Sicrano foi promovido!) – contesta o mau ouvinte.

Ninguém gosta de conviver com gente desse tipo. Pode ser até gente boa, mas seu seletor de pensamentos é malévolo. Em vez de ouvir o positivo da mensagem, procura brechas para dizer que o bom não é tão bom assim. Há o amargo da bílis na sua fala. A intenção não explícita de alguém falar mal de outra pessoa é crer e transmitir que ela é melhor que a outra. Quanto pior ela falar dos outros, desmerecendo o bom, tanto melhor ela se sente, querendo mostrar- se boa. Por outro lado, pensar “o melhor possível” consiste não só em pensar direito, mas também em reagir positivamente diante das informações recebidas.

Fonte: Trecho do livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

Clique aqui para baixar o 1º capítulo do livro!


Somos todos educadores

junho 13, 2011

Todo ser humano é um educador em potencial, pois já nasce um aprendiz. Se ninguém lhe ensina nada, aprende com as próprias experiências. A educação é fundamental para a sobrevivência da civilização e da cultura. Não podemos mais imaginar que alguém viva absolutamente isolado da influência dos outros. Onde houve relacionamentos, estará presente a educação. Um indivíduo pode até se isolar para meditar no pico do monte Everest, mas não há como ter vivido até essa altura da vida sem, antes, ter conhecido outras pessoas. Basta lembrar que um dia ele nasceu de alguém.

Ninguém tem tempo nem condições de descobrir tudo sozinho neste mundo. O homem não para de ser inundado com novas tecnologias, ideias e costumes. Aprender com quem sabe tornou‑se imprescindível. Em qualquer ocasião, sempre há alguém ensinando e outro aprendendo, direta ou indiretamente.

 

Fonte: trecho do Pais e Educadores de Alta Performance, de Içami Tiba – Integrare Editora

ATENÇÃO! Nesta quarta-feira, teremos uma novidade aqui no blog, confiram!


Aprender é próprio da espécie humana. Mas, quem são os mentores?

junho 2, 2011

Essa fala de Içami Tiba nos alerta para o fato de que todos nós – mas principalmente as crianças – aprendemos com o ambiente em que estamos inseridos através da interação com as atitudes das pessoas e com os valores reinantes. Aprender é próprio da espécie humana, e cabe aos educadores direcionarem esse fantástico potencial para que não se desperdice na construção de maus hábitos e condutas que não agregam valor.

Há muitos séculos, Sócrates – provavelmente o primeiro grande educador – no alertou para esse fato, criando a expressão maiêutica, que, em grego, significa a arte de dar à luz. Segundo o filósofo, a função do mestre seria a de ajudar o conhecimento a nascer, o aluno a construir seu próprio saber. Para tanto, quem assume a função de educar – a mais nobre entre as tarefas humanas – assume, ao mesmo tempo, a imensa responsabilidade de influenciar mentes, almas e futuros.

Se a educação do jovem não for direcionada, acondicionada por saberes úteis e valores elevados, ele aprenderá de qualquer maneira, só que, neste caso, sem garantia de que estará sendo formado um cidadão digno, com sua performance orientada à produção do bem.

Por isso Tiba insiste que todos somos educadores – ou educacionistas, para usar uma expressão do senador Cristovam Buarque – e que não podemos deixar de investir em nossa qualificação para tal. Sua orientação terapêutica, como psiquiatra, é a de ajudar pessoas a se inserirem no processo permanente do desenvolvimento humano.

Ninguém passa pela vida sem aprender e sem ensinar. Trata‑se de um destino genético próprio de nossa espécie. Estamos condicionados a aprender e a ensinar, entretanto, essa missão precisa ser aprimorada constantemente, pois o conhecimento cresce exponencialmente, e os valores humanos devem ser polidos diariamente, para evitar que a poeira da luta pela sobrevivência social retire seu lustro.

O precioso deste livro é ser um cadinho intelectual, em que teorias e experiências, conceitos clássicos e conselhos práticos, se encontram e se fundem em uma mensagem final de grande profundidade e imensa utilidade. Apresentado de forma simples, sem sofisticação desnecessária – ao contrário, com uma linguagem clara e correta – Pais e Educadores de Alta Performance atinge o objetivo a que se propõe: tirar os temas da educação do ambiente acadêmico, hermético, e colocá-lo ao alcance de todos, especialmente daqueles que mais precisam aprimorar‑se enquanto educadores: os pais.

Ser de Alta Performance, na visão criativa do autor, é dar mais Passos Além do que ficar Marcando Passo. Pois foi o que ele fez com este livro, deu mais um Passo Além, para que seus leitores – e aqueles que serão influenciados por eles – possam dar o seu próprio passo, seguro e otimista. Aliás, otimista porque seguro, e seguro porque educado. Boa leitura!

 Eugenio Mussak – Educador e escritor

Fonte: trecho do Prefácio feito por Eugenio Mussak para o livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba

 

« Novidade!!! Leia aqui o primeiro capítulo do livro:

« Clique e saiba mais sobre o evento de Lançamento!

 


Meritocracia – Pais: merecem, mas não recebem gratidão

junho 1, 2011

 

 

Antes de sair para o trabalho, um homem de meia‑idade coloca o pai dele, um velhinho de 90 anos, para tomar um pouco de sol. Ao voltar para casa no fim do dia, porém, percebe que aquele senhor idoso permaneceu no mesmo lugar, passando frio e no escuro. Esqueceram de guardar o idoso! Atônito, ele cobra dos filhos, netos desse senhor:

– Vocês se esqueceram de guardar o vovô!

E, dirigindo‑se a qualquer um deles, ordena: “Vai tirar o vovô do frio!”. Em resposta, imediatamente, um neto diz para o outro: “Eu tirei ontem. Agora, vai você!”.

O que aconteceu nessa história? Por que um homem que se sacrificou tanto pelos filhos tem de ser vítima de um jogo de empurra‑empurra? Ele foi um mau pai? Ele maltratou os netos? Por que os netos não cuidam do avô?

O pai lhes deu muito amor, proveu em tudo, perdoou. Mas não usou o lema “Quem Ama, Educa”. Ou seja, esses jovens não foram educados. Ele deu tudo do bom e do melhor para os filhos, mas não aplicou o amor que exige, a meritocracia, a cidadania familiar. Em suma, não agiu de modo que eles cumprissem com suas obrigações.

Fez tudo pelos filhos e para que eles fossem felizes – só que felicidade à custa dos outros não dá autonomia, não é independência. E quem não tem autonomia nem independência não pode ser feliz.

Será que é isso que os pais querem na velhice? Ser um empecilho, um incômodo para os filhos e netos? Nčo! Pais idosos merecem receber gratidão por tudo o que fizeram pelos filhos e netos, principalmente quando precisam de cuidados! Pois é hora de arregaçar as mangas: filho que merece ganha regalias. Aquele que não merece vai ter de se esforçar.

AMANHÃ!! Disponibilizaremos no Blog o primeiro capítulo do livro para download!

Fonte: trecho do livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

 

 


%d blogueiros gostam disto: