Onipotência infantil para não dormir

agosto 22, 2012

É cada vez maior o número de pais que reclamam que os filhinhos se recusam a dormir. Analisando essas reclamações, notei que o problema maior está nos pais, pois, se estes estabelecem o “ritual do sono”, os filhos dormem muito bem. Repetir não custa: o normal para uma criança é dormir sozinha, e o que não é normal é resistir a dormir.

São muitas as causas que levam hoje uma criança a não querer dormir sozinha. Mesmo estando com sono, ela acha que tem “o direito” de fazer o que deseja, mesmo contrariando a sua fisiologia. Os pais geralmente alimentam estes “direitos” quando não a contrariam nos seus desejos inadequados nem a educam para as suas próprias necessidades fisiológicas. Portanto, se não quiser dormir sozinha quando está com sono, a criança demonstra uma falta de educação pela falta de limites à onipotência infantile – sensação da criança de poder controlar os pais, não importa que armas vai usar.

O recurso infantil mais comum é fazer os pais sentirem-se mal por não atenderem os pedidos dela. É muito difícil para os pais deixar de ceder aos pedidos da criança, principalmente pelo temor de não atender suas reais necessidades. Pode ser fingimento dela, mas… e se for verdade? Surgem, assim, as necessidades mais estapafúrdias e contraditórias: sede, fome, não dormir, chupeta, música, colo, ouvir histórias, calor, frio, fazer xixi, estar com medo, estar assustado, fazer birra, gritar, chorar, choramingar, ter dor de barriga – e a lista continua conforme a criatividade dela.

Quem dá forças a essa manipulação são os pais que tiram a criança do berço para atendê-la. Ou seja, alimenta a onipotência infantil. Nessa fase, ela aprende rapidinho as palavras que escravizam seus pais.

Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Como criar uma auto-estima empreendedora?

abril 18, 2011

AUTO-ESTIMA EMPREENDEDORA

A simples proibição de um ato pode não ser educativa. Quando se manda que uma criança fique quieta em seu lugar, estamos cortando sua ação, inclusive a iniciativa de agir. Castramos a ação.

Se a ação for inadequada, perigosa, abusiva, tem mais é que ser interrompida mesmo. Mas melhor seria se a criança fosse estimulada a encontrar soluções que não perturbassem os outros: “Não pode correr aqui, mas veja se descobre onde você pode correr sem perturbar ninguém”. Assim reencaminhamos a energia, que estava sendo gasta na inadequação, para algo mais construtivo e útil. Ou seja, em vez de um filho travado, estamos fortalecendo o empreendedorismo dele – o que vai lhe ser muito útil como valor em seu trabalho.

Fonte: trecho do livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora



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