Os problemas de um déficit não diagnosticado

maio 2, 2012

Apesar de muito inteligente, Fernando teve dificuldades na escrita e na aprendizagem durante a infância por ser disléxico. Apresentava desatenção em sala de aula, notas baixas, repetência e carregou o rótulo de ser indisciplinado. Na adolescência, como se não bastassem os problemas escolares, ainda estava com sobrepeso, o que reforçava sua não aceitação.

Com o apoio e o esforço dos pais, conseguiu sofridamente se formar em administração de empresas. Mas já havia internalizado um sentimento de menos-valia, de ser pouco inteligente. Aos 34 anos, solteiro, era um indivíduo desadaptado ao seu meio e com baixa autoestima. Para compensar, como mecanismo de defesa, adotou uma postura prepotente na vida: de dizer e agir (mesmo sentindo o contrário) como se fosse o melhor, o mais legal, o mais bonito, o que sabe tudo, o mais destemido de todos. Queria sempre ter a namorada mais bela e nunca achava a atual boa o bastante justamente por estar com alguém como ele.

Essa postura muito competitiva acabava gerando mais conflitos nos seus relacionamentos, sociais e afetivos, e por isso mesmo o fazia sofrer. Para complicar teve uma coletânea de relações afetivo-sexuais sem conseguir realizar um dos seus projetos que era o de constituir uma família. Seus relacionamentos não iam adiante.

Fernando chegou à terapia deprimido, trabalhando sob forte estresse e pressão. Não conseguia valorizar suas qualidades: ser brincalhão, perspicaz, alegre e muito afetivo com as pessoas. A reflexão sobre seu núcleo familiar revelou que seus pais não conseguiram perceber seus distúrbios na infância (por falta do conhecimento) e, consequentemente, não aceitaram a limitação do filho, o que favoreceu a construção da atitude de sofrente. A percepção de seu vício – negar a menos-valia e, em um orgulho prepotente, inviabilizar relações afetivas gratificantes – permitiu a ele desconstruir essa personagem e iniciar uma nova jornada existencial.

 

Fonte: trecho do livro “O sofrimento como vício – Entenda e supere essa dinâmica”, de Dirce Fátima Vieira e Maria Luiza Pires – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

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Faça por merecer!

maio 4, 2011

Certa vez, um imperador assumiu o trono de seu reino disposto a fazer um grande governo. Com esse objetivo, convocou todos os sábios da região, para que eles apresentassem conselhos sobre como ele deveria agir para cumprir a difícil tarefa.

Os sábios reuniram‑se durante vários dias e depois de muitas reflexões concluíram que a melhor forma de ajudar o novo rei era dar‑lhe dois envelopes, cada um com um conselho.

Retornaram ao rei e lhe entregaram os envelopes explicando que cada um continha um conselho precioso e somentedeveriam ser abertos em momentos determinados. O primeiro envelope era azul. Explicaram ao rei que ele deveria ser aberto quando o reino estivesse caminhando muito bem. O outro era verde e deveria ser aberto somente quando o reino estivesse passando por problemas terríveis.

Depois de alguns anos, o país prosperava, não havia guerras e o povo estava muito feliz com tudo o que tinha conquistado. O rei estava tão satisfeito com seu reinado que decidiu abrir o envelope azul. Nele encontrou um dos conselhos dos sábios:

O rei ficou um pouco perplexo, pois esperava algum conselho mais grandioso e positivo, e não um alerta sombrio. De qualquer forma, continuou seu reinado e alguns anos depois houve uma série de acontecimentos terríveis. Uma grande seca atingiu a região e, pela primeira vez, seu povo sentiu fome. Também surgiram algumas pragas que acabaram com as plantações e trouxeram muitas doenças. Os eventos climáticos afetaram outros países próximos, e a disputa por alimento provocou conflitos com os reinos vizinhos.

O rei estava muito triste. Sentia‑se impotente, derrotado e sem alternativas. Lembrou‑se do envelope azul e do conselho que havia recebido e, mesmo relutante, decidiu abrir o envelope verde. Lá encontrou a seguinte frase:

Leia aqui o primeiro capítulo do livro!

Fonte: trecho do livro “Geração Y – Ser potencial ou ser talento? Faça por merecer”, de Sidnei Oliveira – Integrare Editora


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