A busca dos fatos é mais eficaz do que tirar conclusões!

fevereiro 15, 2013

Talvez você conheça a história de um mestre zen que encontra um discípulo cheio de si: repleto de ideias, de conceitos e de crenças; inflexível e relutante em abandonar seus pontos de vista. O mestre, então, o convida a sentar e lhe prepara um chá. No estilo zen, o mestre serve o chá primeiro em sua própria xícara. A seguir, passa a servir o discípulo. Dessa vez, porém, vai além do limite: continua despejando o chá na xícara, até o líquido começar a transbordar. Em pânico, o discípulo exclama: “Mestre, o que você está fazendo?”. Calmamente, o mestre responde: “A xícara é como a sua mente. Você jamais será capaz de aprender coisa alguma a menos que a esvazie”.

            Eis a sabedoria antiga. A seguir, uma interpretação atual dessa história.

            Os órgãos relacionados aos sentidos – pele, olhos, ouvidos, língua e nariz – são instrumentos que usamos para percorrer nossa jornada ao longo da vida. Eles funcionam como receptores que nos fornecem informações sobre o mundo externo. Se deixássemos tudo a cargo desses órgãos, seríamos sobrecarregados de estímulos. Criamos, porém, uma maneira inteligente de impedir que sejamos sufocados pela avalanche de sensações. Buscamos aquilo que é interessante e a seguir generalizamos, apagamos e distorcemos as informações que recebemos. Simplificando: à semelhança de uma droga sintética, alteramos nossas experiências do modo que julgamos mais adequado.

            O problema é que nosso sistema de filtragem é influenciado pelos pensamentos. E, muito mais frequentemente do que imaginamos, eles são irracionais. Assim, tendemos a fazer generalizações sobre as pessoas e sobre suas características, alimentando as piores expectativas a respeito delas, apagando informações importantes a que deveríamos prestar atenção ou deturpando o sentido das palavras delas e reagindo de modo inapropriado.

            Mas a situação não para por aí. Fica ainda pior. Temos o mau hábito de buscar informações que endossem nossa forma de pensar. Assim, além de os pensamentos moldarem a realidade à nossa volta, eles também a confirmam – não importa o grau de distorção que tal realidade possa sofrer. Afora isso, é preciso admitir: estar com a razão produz uma sensação boa. Em consequência, normalmente evitamos as pessoas e as situações que não estão em sintonia com nossos pensamentos.

            Você já deve ter ouvido várias vezes a expressão: “Ver para crer”. Porém, seria mais exato dizer: “Crer para ver”. Pois sua percepção de mundo está sempre baseada nos pensamentos habituais – suas crenças. São elas que criam o mapa através do qual você determina o rumo de sua vida. Se tiver pensamentos saudáveis e racionais, eles o conduzirão aonde você deseja. Se tiver pensamentos pouco saudáveis e inflexíveis, pode contar com uma colisão certeira.

 

            Esse é o problema.

 

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Fonte: livro “Pura Sabedoria – Coisas simples que transformam o dia a dia” de Dean Cunningham. Integrare Editora

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A sabedoria é o auge do desenvolvimento humano. Mas o que é, exatamente, a sabedoria?

outubro 1, 2012

A sabedoria é o auge do desenvolvimento humano. Mas o que é, exatamente, a sabedoria? Não é fácil defini-la. Na verdade, não há uma opinião consensual sobre isso, apesar de muitos concordarem que é de suma importância. Talvez nunca consigamos uma definição concisa, o que não significa que seja algo raso ou idealizado. Como tento demonstrar, a sabedoria tem uma natureza prática e implicações na vida cotidiana.

Todos têm uma compreensão intuitiva sobre o significado da sabedoria. O desafio, contudo, é transformar em ação o conhecimento que se tem sobre ela. Não é uma tarefa fácil. Ninguém nasce sábio. A sabedoria é desenvolvida a partir da experiência e da prática. Assim, quanto mais idosa a pessoa, maior será a probabilidade de ela ser sábia. Por outro lado, a sabedoria não pode ser medida pela quantidade de cabelos brancos. Não é um prêmio que nos é concedido ao ficar velhos. Assim como inúmeras outras qualidades humanas, ela deve ser conquistada por meio da dedicação e da disposição de mudar.

À medida que envelhecemos, a sabedoria nos prepara para enfrentar a deterioração física e, por fim, a morte. Mas por que esperar até o momento de entrar no asilo para começar a buscá-la? A maioria das pessoas passa a juventude inteira tentando adquirir conhecimentos. Isso porque todos querem ter a melhor vida possível. E o conhecimento pode nos ajudar nessa busca. Porém, deixamos de compreender o seguinte: para ter domínio sobre o mundo exterior, precisamos do conhecimento; mas é a sabedoria que nos permitirá ter domínio sobre o mundo interior. Em suma: se há turbulência em nosso interior, o conhecimento intelectual será de pouca valia.

É verdade que as informações nos ajudam a tomar decisões mais sensatas para melhorar a vida interior. Contudo, o que mais importa, no fundo, é a capacidade de assimilar esse conhecimento, de unificar suas partes e de visualizar o quadro como um todo. As pessoas sábias têm noção de perspectiva. Elas coletam informações para poder enxergar de vários ângulos. Sabem o que importa e o que devem ignorar. Vão diretamente ao ponto central da questão. E compreendem que a aquisição de conhecimento é um aspecto importante da sabedoria. Porém, acima de tudo, entendem que as pessoas inteligentes nem sempre são sábias.

Um último comentário a respeito do “conhecimento”. Os sábios estão cientes de que todo tipo de conhecimento está sujeito a questionamentos. Assim, eles renunciam à crença no conhecimento absoluto. Hábeis, têm a percepção equilibrada de que só encontramos o fundo se cairmos num poço sem fundo. Ou seja, sabem que existem infinitos modos de olhar para uma determinada questão. Assim, hesitam em tirar conclusões precipitadas ou em difundir seu conhecimento como se ele correspondesse à verdade. Admitem a própria ignorância em relação a muitas coisas. Porém, são capazes de usar sua compreensão do momento atual para viver da melhor forma possível.

 

 

Fonte: livro “Pura Sabedoria – Coisas simples que transformam o dia a dia”, de Dean Cunningham – Integrare Editora

 

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Conhecer, entender, conectar…

setembro 10, 2012

Em um tempo em que é possível acessar qualquer tipo de informação com uma simples busca na internet, o conhecimento está cada vez mais superficial e, em alguns casos, até mesmo sendo dispensável.

O conceito por trás dessa realidade é arriscado, mas traz uma lógica pragmática que é difícil de contestar diante da competitividade social cada vez mais intensa. Como não concluir que, com todas as informações acessíveis e disponíveis, é uma perda de tempo acumular informações? Será que ainda há necessidade de aprender?

A resposta é sim. A necessidade existe e sempre existirá. Contudo, a forma, a quantidade e a qualidade do que se aprende estão em transformação, por isso são cada vez mais necessários processos de aprendizados intuitivos e interativos. Como o indivíduo precisa lidar com quantidades enormes de informações, deve desenvolver um olhar muito mais sistêmico e ao mesmo tempo mais seletivo, buscando identificar os temas que são relevantes para suas expectativas e somente focar neles.

Essa transformação altera o modo de obter o conhecimento e exige avanços tecnológicos que privilegiem as formas e ações mais intuitivas. Isso significa que o aprendizado tradicional está chegando ao fim. Em vez de aulas expositivas, os professores devem promover debates e estimular pesquisas e diálogos. No lugar de manuais de instruções, os equipamentos devem apresentar sistemas interativos e intuitivos para que sejam assimilados com mais facilidade pelo indivíduo.

 

Fonte: livro “Jovens para Sempre – Como entender os conflitos de gerações”, de Sidnei Oliveira – Integrare Editora

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