Por que a raiva é sempre destrutiva? Por Mike George

junho 5, 2013

Inúmeros estudos revelam que a raiva produz um efeito totalmente prejudicial ao bem-estar físico. Um deles, apresentado numa conferência recente sobre o perdão e a paz nos Estados Unidos, demonstrou que o abandono da raiva alimentada por um sentimento de rancor traz alívio e redução da dor crônica nas costas. Outro estudo constatou que as mulheres que lutam contra o consumo abusivo de drogas foram capazes de reduzir a frequência de suas recaídas por meio da prática do perdão. Uma pesquisa da Universidade de Standford sobre o perdão revelou que é impossível ser feliz e saudável se ao mesmo tempo alimentarmos o sentimento de amargura e raiva em relação ao modo injusto como fomos tratados, por exemplo.

            Aparentemente, temos sido condicionados a enxergar qualquer evento desencadeador de tensão, seja a sirene de um carro de polícia, seja um conflito com um parceiro ou colega, como uma crise. Nesses momentos, o corpo produz e libera os hormônios do estresse, a adrenalina e o cortisol. O coração acelera, a respiração fica alterada e a mente, bastante agitada. A liberação de açúcar que acompanha essa reação causa a aceleração dos músculos e os fatores de coagulação do sangue ficam mais ativos. Tudo isso é inofensivo se a tensão ou o medo forem breves e infrequentes, como no caso de um quase acidente ao volante, mas os distúrbios emocionais causados pela raiva e pelo ressentimento são como acidentes que não terminam, e os hormônios transformam-se em toxinas. O efeito depressivo do cortisol sobre o sistema imunológico tem sido associado a sérias doenças e distúrbios.

            Segundo o professor Stafford Lightman, da Universidade de Bristol, “o cortisol enfraquece o cérebro, levando à atrofia das células e à perda de memória. Também eleva a pressão sanguínea e a quantidade de açúcar no sangue, enrijecendo as artérias e causando doenças cardíacas”. A raiva não tem uma publicidade favorável no ambiente médico.

 

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Fonte: livro “Viva com Sabedoria”, de Mike George – Integrare Editora

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Quatro indicadores de um líder sábio, por Ken O’Donnell

maio 29, 2013

Considerando que o líder já tenha as aptidões e a competência necessárias para seu trabalho, por experiência própria eu diria que há quatro indicadores principais que mostrarão se ele é sábio e também consciente:

 

» Capacidade de adaptação.

» Busca por um propósito maior.

» Habilidade de cultivar pessoas e situações.

» Humildade.

 

• Capacidade de adaptação:

Um dos grandes sinais de verdadeira sabedoria prática é a habilidade de fazer ajustes imediatos, de acordo com as circunstâncias. É fácil ser sábio depois que as coisas acontecem.

            “Eu deveria ter feito isso, eu deveria ter falado de tal jeito.” “Eu teria me saído melhor se tivesse feito aquilo.” “Da próxima vez, me sairei bem.”

            É muito mais difícil estar preparado de antemão e ter um estado de espírito leve e calmo que possa fluir com os acontecimentos. Isso não quer dizer que não devemos planejar atingir os melhores resultados possíveis. Liderança sábia significa que nós realmente tentamos o melhor e estamos preparados para qualquer eventualidade.

 

• Busca por um propósito maior

Todas as pessoas sábias são movidas por um propósito maior, algo que vai além da necessidade individual do ego de afirmar-se em um mundo de outros egos e das reações superficiais a situações compreendidas superficialmente. Com uma conexão mais profunda com nosso eu interior, nós nos enraizamos mais firmemente em nossos princípios inatos. A expressão desses princípios é nosso propósito maior – nossa razão mais profunda de estarmos aqui e fazermos o que fazemos. A expressão desse propósito em nossas vidas é nossa visão do que é possível. Sem ela, provavelmente não descobriremos os meios para nos tornar o melhor que pudermos ser. Não teremos controle das dimensões físicas, emocionais, mentais e espirituais de nossa existência que são necessárias para trazê-lo para fora. Ambas as conexões – interna e externa – são necessárias para ter uma vida plena.

 

• Habilidade de cultivar pessoas e situações

Líderes, como estimuladores, procuram conscientemente fazer aflorar o que há de melhor naqueles que eles lideram, enquanto encorajam sua manifestação e seu crescimento pessoal com o objetivo de construir um verdadeiro senso de comunidade. Tudo isso é feito sem nunca perder de vista os resultados exigidos nos negócios. Estimular a liderança é, dessa maneira, a total antítese da mentalidade “comando e controle”. Isso requer daqueles que estão no comando refletir mais sobre como respeitar, confiar e inspirar pessoas ao se dirigir a elas.

 

• Humildade

Apesar da ausência de ênfase na humildade durante a preparação formal de futuros líderes, parece haver um consenso de que ela é um elemento essencial para ganhar corações e mentes daqueles que se espera venham a segui-los.

            Líderes são instados a compreender a condição humana, incluindo a própria. Devem se conhecer profundamente e usar esse autoconhecimento para compreender os outros e ser compassivos no modo de tratá-los. A questão óbvia é como construir essas características em pessoas que anseiam ser líderes.

 

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Fonte: livro “O Espírito do líder 1 – Lições para tempos turbulentos”, de Ken O’Donnell – Integrare Editora

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Caminhos para uma consciência mais elevada, de Ken O’Donnell

maio 15, 2013

Como uma energia, a alma tem dentro de si qualidades que são tanto masculinas quanto femininas. Apesar de a alma ser, sem dúvida, afetada pelo sexo de seu corpo na forma de condicionamentos e influências sociais, esses aspectos são relativamente superficiais. O eu verdadeiro não tem gênero.

 

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          As duas palavras mais comuns na maioria das línguas são, provavelmente, eu e meu. Nossos mundos pessoais giram quase exclusivamente ao redor delas. É preciso entender suas implicações mais profundas se quisermos delinear novamente nossos limites.

          Normalmente, uso a palavra meu para referir-me a todas as coisas que não são eu — minha mão, meu rosto, minha perna ou até meu cérebro, minha mente, minha personalidade, e assim por diante. Da próxima vez que eu disser minha alma, talvez me lembre de que realmente não posso dizer minha alma, pois eu sou uma alma. A diferença entre eu e meu é a mesma que existe entre alma e corpo.

 

Fonte: livro “Caminhos para uma consciência mais elevada”, de Ken O’Donnell – Integrare Editora

 

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Caminhos para uma consciência mais elevada, por Ken O’Donnell

abril 12, 2013

Não importa quão elevada é a meta ou quão profunda é a filosofia: a base da espiritualidade sempre será a qualidade de minhas atitudes na vida prática. A lacuna que separa o ideal da prática atinge a todos nós em maior ou menor extensão e deixa bem clara a diferença entre satisfação e frustração. A felicidade pessoal está relacionada com a coerência entre o que acredito ser verdade e minhas ações. Se os ideais fornecem o fator motivador que impulsiona minha jornada à cons- ciência mais elevada, a prática é a metodologia que me leva adiante.

 

          Se eu assim escolher, a vida pode ser uma constante batalha, da manhã à noite, sete dias por semana. A vida passa como um relâmpago, muito rapidamente. Os anos fazem marcas em meu rosto, mãos e coração, enquanto persigo um número cada vez maior de objetivos e tento conciliá-los. A agitação constante entre casa e trabalho consome, um a um, os meus ideais, e me confor- mo com o panorama de uma vida difícil e uma aposentadoria nada confortável. Se eu deixar, a vida também pode tornar-se a fonte de minhas tensões se permanecer buscando bodes expiatórios para minhas culpas. É como se o caminho fosse salpicado de pedregulhos bloqueando minha passagem. Em vez de dar a volta ou passar por cima, eu os acuso. As palavras vêm à mente e à boca de forma fácil: “Se não fosse fulano de tal ou isso ou aquilo, eu seria capaz de…”. Em vez de amenizar meu infortúnio, essas queixas me afastam da real responsabilidade de mudar a situação. Eu simplesmente estaria delegando minha capacidade de mudar a pessoas ou objetos sobre os quais obviamente não tenho nenhum controle. Em outras palavras, eu só mudaria se mudasse também o bode expiatório.

 

            A vida pode também apresentar-me tantas escolhas e interesses que tenho de passar superficialmente de um para outro enquanto deixo escapar a profundidade do prazer real de viver. Oscilo entre fascínio e tédio, envolvimento total e desânimo, pois não abordo as questões mais profundas. Será que essa ou aquela atividade são de fato convenientes para mim e para os outros? Será que esse ou aquele interesse realmente me conduzirá a um estado de contentamento? Novamente os anos passam, eu olho para trás e vejo o que poderia ou deveria ter sido feito e não foi. O remorso torna-se o único troco do tempo, dinheiro, energia ou talento desperdiçados.

          Se eu tiver sorte, a vida se tornará uma grande escola. Por trás das dificuldades aparentes, existem lições maiores. Disfarçados de interesses transitórios e tarefas rotineiras estão os indicadores que podem levar-me de volta à verdade. Os relacionamentos que trazem consigo cenas repetitivas de ninharias ou amargura, com a mesma pessoa e pelas mesmas razões, servem para me mostrar fraquezas que tenho de trabalhar. Evidentemente, até poder transformá-las, estou condenado a repeti-las.

          Os desafios aparecem simplesmente para que eu revele o que de melhor existe em mim. Se eu tiver olhos para ver e coragem para avançar, a vida será uma experiência constante de motivos e incentivos para mover-me progressivamente no caminho de minha consciência mais elevada.

 

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Fonte: livro “Caminhos para uma consciência mais elevada”, de Ken O’Donnell – Integrare Editora

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LANÇAMENTO! Caminhos para uma consciência mais elevada, de Ken O’Donnell

março 29, 2013

Vivemos um momento de constantes crises: econômica, ecológica, de valores… Mas isso não quer dizer que devemos ou podemos nos abater diante das dificuldades. A crise é sempre uma oportunidade de repensar atitudes e promover mudanças necessárias. E se os problemas ao nosso redor são o resultado de nossas ações, então a única solução possível está dentro de nós.

            Não importa sua crença ou nível de conhecimento, Caminhos para uma consciência mais elevada vai levá-lo diretamente à transformação. Reveladora para iniciantes e estimulante para quem deseja aprofundar-se no assunto, esta é uma leitura obrigatória para aqueles que buscam uma atuação mais consciente e uma vida mais equilibrada.

 

“O equilíbrio entre o espiritual e o físico é a única resposta válida para as demandas da vida moderna.”

Ken O’Donnell

 

           A forma como lidamos com os desafios nos fazem, muitas vezes, infelizes e insatisfeitos. Mas a verdadeira origem dessa tristeza e insatisfação está no desconhecimento sobre nós mesmos.

            Caminhos para uma consciência mais elevada convida a um revigorante mergulho interior nas instâncias do verdadeiro eu e seus atributos inatos.

           De forma didática, Ken O’Donnell transmite a base de um eficiente método para ativar nossas qualidades espirituais: a meditação Raja Yoga, com a qual teve contato na Universidade Espiritual Brahma Kumaris, ONG filiada às Nações Unidas com status consultivo no rol do Conselho Econômico e Social e no Unicef.

 

Um pouco sobre o autor:

Ken O’Donnell é australiano radicado no Brasil e autor de 12 livros sobre desenvolvimento pessoal e organizacional alguns publicados em 9 idiomas. Como consultor internacional trabalhou com algumas das maiores empresas nos cinco continentes, bem como com muitas repartições municipais, estaduais e federais em diversos países. É diretor para a América do Sul da Organização Brahma Kumaris (www.bkumaris.org.br), que trabalha na área de desenvolvimento do ser humano, além de ser o presidente para o Brasil.

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Fonte: livro “Caminhos para uma consciência mais elevada”, de Ken O’Donnell – Integrare Editora

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Um equilíbrio entre o espiritual e o físico… por Ken O’Donnell

março 25, 2013

Durante o último século ou mesmo nos últimos anos, temos testemunhado uma desintegração sem precedentes de muitos de nossos valores, sistemas, costumes e estruturas. Porém a desintegração de tantas coisas que nos são tão caras tem um lado positivo: ela faz com que reconsideremos nossa abordagem da vida.

          Nossos sistemas de apoio, muitas vezes de curta duração, não surtiram os efeitos esperados. Há um clamor sem paralelo por um entendimento mais profundo dos assuntos referentes ao espírito, como se disséssemos: é o suficiente, basta!

          A busca de novos caminhos nos leva de volta a nós mesmos e às dimensões escondidas de uma consciência mais elevada.

          Já que os problemas ao nosso redor são os resultados de nossos atos, é um passo lógico querer examinar a semente da ação — nossa própria consciência. Esses outros aspectos da realidade podem ser descobertos pelo experimento prático dentro de nós mesmos.

          Apesar de tanta beleza e inspiração das parábolas e exemplos de nossas tradições, as condições do mundo parecem estar piorando com o tempo. No nível individual, nossas vidas práticas raramente se equiparam aos nossos ensinamentos mais nobres.

          Por isso, devemos equilibrar razão e emoção de forma a dar rédeas aos meus sentimentos mais verdadeiros sob a direção da mão firme da sabedoria: preciso estar ciente do que está acontecendo a minha volta sem perder a cabeça.

 

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Fonte: livro “Caminhos para uma consciência mais elevada”, de Ken O’Donnell – Integrare Editora

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As principais características de um líder. Por Ken O’Donnell

março 22, 2013

Descobri um site que transforma blocos de texto em “nuvens” que relacionam a frequência das palavras ao tamanho da fonte. Quanto maior a fonte, mais vezes a palavra ocorre no texto.

          Por curiosidade, selecionei pelo menos cem textos de sites sobre liderança ou qualidades de líderes que eu tinha gravado no meu computador, passei para o programa que cria uma lista de frequência de palavras e ele selecionou apenas as virtudes ou valores.

          Finalmente, submeti a nova lista ao site mencionado e ele gerou a seguinte nuvem de cinquenta valores:

 

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          Vemos que “respeito” é a palavra em corpo maior pois é o valor que ocorreu mais vezes nos textos. “Confiança” está em segundo lugar e “resultados”, em terceiro. Sei que esse exercício tem pouco valor científico, mas pelo menos para mim confirmou algo em que sempre acreditei: o respeito é o valor mais imprescindível de um líder. É impossível criar um ambiente de confiança sem respeito. Igualmente, sem confiança e respeito, como seria possível conseguir os resultados esperados de um líder? Sem produzir resultados práticos, a conversa sobre ser um bom líder é meramente acadêmica.

          A palavra “respeito” vem do latim respicere, que significa “olhar de novo ou olhar por trás”. Implica examinar uma situação ou pessoas de maneira especial, com mais profundidade. No sentido das capacidades de liderança mencionadas no quadro acima, o respeito se torna a chave para tudo o que está na lista.

 

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Fonte: livro “O espírito do líder 2 – Lidando com a incerteza permanente”, de Ken O’Donnell. Integrare Ed.

 

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

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