Não teste a paciência do chefe à toa. (por Max Gehringer)

novembro 11, 2015

Certa vez, aproveitando uma reunião da qual participaram cerca de 50 gerentes de empresas, eu fiz uma pequena pesquisa. Pedi aos presentes que me dissessem quais eram as cinco principais características do subordinado chato. Para minha surpresa, as variações nas respostas foram mínimas, como se existissem mesmo apenas cinco coisas que irritam os chefes. E eu até pensei em escrever um pequeno manual, cujo título poderia ser “Como chatear seu chefe”. Então, para quem está a fim de deixar o chefe profundamente irritado, aqui vão as cinco coisas que mais os incomodam.

1 – Entre sem pedir licença. Apareça de repente na frente dele. Se ele levar um susto e derrubar o café, é sinal de que sua entrada foi perfeita.

2 – Interrompa o chefe quando ele estiver falando. De preferência, para fazer uma observação que nada adiciona ao assunto, do tipo “É isso mesmo, chefe, concordo inteiramente”. Melhor ainda é interrompê-lo quando ele estiver falando ao telefone. Mesmo que o chefe faça aquele sinal de “um momentinho”, não pare de falar. E, se ele tapar o ouvido, continue a se comunicar por sinais.

3 – Seu problema é sempre mais urgente. Você sempre tem preferência. Não se intimide se a secretária do chefe disser para você voltar depois porque ele está muito ocupado. Chefe tem mais é de estar disponível.
4 – Nunca vá direto ao assunto. Diga que tem algo urgente para tratar e comece a falar. Cinco minutos depois, quando o chefe estiver interessadíssimo, diga que, verdade, você tinha vindo falar de outra coisa.

5 – Se você entendeu tudo e não tiver nenhuma dúvida, mesmo assim faça perguntas. E, no caso de o chefe chegar afobado, suando, com a voz alterada, e lhe pedir alguma coisa urgente, pergunte com calma: “Pode ser depois do almoço?”

Você quer ter um chefe irritado? É fácil. Mas, para a sua carreira, não é sábio.

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Fonte: livro “Aprenda a ser chefe”, de Max Gehringer – Integrare Editora

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Evite falar o que você não precisa dizer (por Max Gehringer)

setembro 25, 2015

Quem não tem um chefe chato já teve. E quem não tem, nem teve, um dia com certeza vai ter. Chefe de verdade é aquele que manda pelo prazer de mandar. E os chefes não são assim porque têm algum trauma de infância mal curado. Eles são assim porque são chefes. E a primeira regra de sobrevivência em qualquer empresa é nunca falar mal do chefe. Por pior que ele seja.

Pensando no bem geral dos subordinados, eu fiz uma pequena pesquisa com alguns dos chefes mais ácidos e mais severos que conheci na vida. Obviamente, eu não disse isso a nenhum deles, apenas lhes pedi que me respondessem quais eram as cinco frases que eles menos gostavam de ouvir de seus subordinados. Para minha surpresa, as respostas foram muito parecidas. Então, aqui vai meia dúzia de maneiras práticas de irritar o chefe:

— É urgente?

— Posso interromper?

— Chefe, temos um problema.

— Estamos fazendo o possível.

— Não foi culpa minha.

— Veja bem…

Aliás, qualquer frase que comece com “veja bem” raramente vai para algum lugar. Um dos chefes me disse que a única frase pior que “veja bem” é “com certeza”, porque só responde “com certeza” quem não tem certeza de nada.

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Fonte: livro “Aprenda a ser Chefe – Um manual de dicas e sugestões para chefes presentes e futuros”, de Max Gehringer. Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, Consulte o livro ou entre contato conosco.

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A diferença entre ser engraçado e ser inconveniente (por Max Gehringer)

julho 31, 2015

Toda empresa tem aquele sujeito que é o rei das tiradinhas. Ele não consegue resistir à tentação de transformar qualquer assunto em uma boa piada. Tem gente que até perde o emprego, mas jamais perde a piada. Os colegas às vezes riem, outras vezes acham que o humorista está sendo inconveniente, pois ele até conta a piada certa, mas na hora errada.

Já os chefes normalmente detestam o funcionário piadista, porque consideram que ele tira a atenção de quem precisa trabalhar com seriedade. E, só para menosprezar, dão ao coitado um apelido degradante — o palhaço da empresa.

Quando eu tinha 10 anos, eu era o palhaço da escola. Vivia dando minhas tiradinhas durante as aulas e, por causa disso, ficava constantemente de castigo. Meus pais foram chamados diversas vezes pelos professores e ouviram que, se eu continuasse a agir daquele jeito, seria um fracassado na vida, porque eu não levava nada a sério. Só que, uma vez por ano, a escola promovia uma festa no dia dos professores. E eu era o apresentador da festa. Vestido, só para variar, de palhaço. O palhaço Rapadura. E ali, no palco, eu repetia as mesmas piadas que contava na classe. Imitava os professores, a maneira como eles falavam e seus trejeitos. Só que, para minha surpresa, na festa, os professores riam e até aplaudiam. Mas, na aula seguinte, na primeira piada, eles me botavam novamente para fora da classe.

Representar o palhaço Rapadura foi uma lição que acabou sendo extremamente útil para minha vida profissional. Ser bem-humorado ajuda muito a quem quer chegar a um cargo de chefia. Desde que se saiba usar no momento certo o riso, o humor e, principalmente, a crítica irônica.

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Fonte: livro “Aprenda a ser chefe: um manual de dicas e sugestões para chefes presentes e futuros”, de Max Gehringer. Integrare Editora

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Valorize o que você faz, não importa o que você faça (Por Max Gehringer)

fevereiro 11, 2015

No começo da carreira, é comum a gente reclamar que poderia estar fazendo algo mais desafiador do que aquilo que estamos fazendo. Por um lado, isso mostra ambição. Mas, por outro, desprestigiar o próprio trabalho não vai ajudar a conseguir outro mais importante.

Então, vou contar uma historinha rápida. Um dia, tive a oportunidade de participar de um congresso brasileiro que reuniu técnicos de laboratório clínico. Um pessoal especializado em análises. E, lá pelas tantas, eu me vi fazendo parte de um grupo no qual havia vários técnicos especialistas em exames de fezes. Com certeza, esse não era o assunto mais apropriado para uma conversa após o jantar, mas o assunto acabou girando em torno daquela atividade que, no mínimo, não cheira bem. E eu percebi que existiam três opiniões bem diferentes entre os especialistas ali presentes. Um deles foi claro e direto, e disse que seu trabalho era todo dia aquela mesma “eme”. Outro foi mais científico e disse que sua tarefa consistia em análises parasitológicas em equipamentos de última geração tecnológica. Mas foi o terceiro que mais me chamou a atenção. Ele disse que sua função era muito nobre porque dela dependiam a prevenção e o tratamento de doenças em seres humanos.

“Incrível”, pensei comigo, enquanto traçava meu pudim. A mesma atividade, e três visões diferentes. Exatamente a mesma coisa que acontece com qualquer função em qualquer empresa. Tem gente que prefere enxergar só o lado negativo daquilo que faz. Outros gostam de florear. E tem gente que vê o trabalho que faz como parte de um objetivo muito maior e mais importante. A experiência mostra que as pessoas do primeiro tipo, os que só reclamam, vão ficar fazendo o mesmo trabalho a vida inteira. As pessoas do tipo dois, as mais científicas, viram chefe dos que só reclamam. Mas são os que enxergam mais à frente que se tornam chefe das outras duas.

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Fonte: livro “Aprenda a ser chefe: um manual de dicas e sugestões para chefes presentes e futuros”, de Max Gehringer – Integrare Editora

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Seja bom, mas não seja bonzinho (por Max Gehringer)

janeiro 21, 2015

Existe um tipo de profissional que a gente encontra em qualquer empresa porque ele existe em grande número no mercado de trabalho. Todo mundo na empresa gosta deles, eles são elogiados pelos colegas e gozam da inteira confiança dos chefes. Só tem um probleminha. Essa gente muito amada passa anos na mesma função, ganhando a mesma coisa e com remotas possibilidades de receber uma promoção.

O problema do empregado bonzinho é que suas qualidades são também os seus defeitos. Para começar, ele é um conciliador. Não briga, não discute, não polemiza. Para ele, o empate sempre é um ótimo resultado. Ele sempre concorda com o que os outros falam, mesmo quando discorda, e por isso é tão querido. Mas o pior de tudo é que o funcionário bonzinho acredita que as pessoas são boas por natureza. E isso, no mercado de trabalho, não é necessariamente verdade. Não estou falando em desonestidade ou falta de ética, mas em ambição, superação e — quando é preciso — confronto. Brigar por uma ideia até quase o limite da impertinência.

Gente como o bonzinho é um balsamo no ambiente competitivo das empresas. Ele é aquele tipo de pessoa que, quando está dirigindo, fica sempre preocupado com os outros motoristas, não ultrapassa ninguém, deixa que os apressadinhos o ultrapassem e não liga para as buzinadas que leva por ser o único a respeitar o limite de velocidade naquela avenida.

Tudo isso é ótimo. A questão é que as empresas não promovem os que dão a vez aos outros sem reclamar. Elas promovem os que arriscam e ultrapassam.

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Fonte: livro “Aprenda a ser chefe : um manual de dicas e sugestões para chefes presentes e futuros”, de Max Gehringer – Integrare Editora

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