Ser um observador desapegado

maio 30, 2012

No corre-corre de todos os dias preciso parar de vez em quando para recarregar as baterias internas e colocar tudo na sua perspectiva correta. A prática de levar os pensamentos além daquilo que está acontecendo é fundamental para tomar o pulso da situação e das pessoas e organizar os pensamentos, as palavras e as ações. Esse vai e vem consciente tem a funcionalidade de uma roupa folgada.

Se preciso estar presente e concentrado, posso vestir-me de atenção. Mas, se não é necessária a minha participação atenta, posso retirar-me para o estado de observador desapegado. Não somente um observador, um membro da plateia da peça da vida que se deixa levar pelas emoções do momento, mas também o desapegado que foi tão além que não tem como voltar.

Desapego consciente não é ignorar ou afastar-se das cenas e das pessoas, e sim não ser afetado negativamente por elas.

Fonte: livro “Reflexões para uma vida plena”, de Ken O’Donnell – Integrare Editora

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Ego e apego – como interferem nas discussões

fevereiro 10, 2012

Uma maneira certeira de desarmar a si mesmo e também ao outro antes que uma discussão se inicie é simplesmente dizer: “Interessante, posso perceber por que você acredita nisso. Eu mesmo não consigo, meu ponto de vista é diferente. Mas me diga mais sobre o seu ponto de vista a respeito desse assunto”.

No momento em que se desapega e para de se identificar com a própria crença, o “calor” desaparece, a sua resistência em relação à crença da outra pessoa se dissolve, e a comunicação normal é restabelecida. Sempre funciona. Tudo o que tem a fazer é desapegar o self da crença que está criando e sustentando em sua mente. A menos, é claro, que você seja uma dessas pessoas que gostam de provocar uma discussão a fim de ter um pretexto para ficar zangado (plano emocional), para então poder satisfazer sua dependência emocional.

A compreensão do ego e de como você o cria lhe permite compreender por que as pessoas fazem o que fazem, por que se comportam de determinadas maneiras, por que você se comporta de determinado modo, particularmente nos momentos em que “reage”, em vez de “responder”.

 

 

Fonte: trecho do livro “Os 7 mitos sobre o amor – Uma viagem da mente ao fundo da alma”, de Mike George – Integrare Editora

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