Não seja “amigo” do seu filho… seja PAI! Por Leo Fraiman

novembro 15, 2013

Os pais permissivos são os pais “amiguinhos”: esses pais oferecem poucas regras e limites, dão muito afeto e se envolvem bastante na vida dos filhos. Representam 15% dos pais, sentem-se frequentemente sobrecarregados e, assim, cedem com facilidade aos pedidos e chantagens.

É muito mais fácil ser amigo, aceitar tudo, rir de tudo e minimizar as consequências de certos atos, dizendo que “tudo é normal”, que tudo que se faz de errado “é coisa de adolescente”. É mais fácil passar a mão na cabeça dos filhos do que ser pai ou mãe de verdade.

Aqui temos de pensar no significado das palavras “fácil” e “difícil”. A ideia de que “ser amigo é mais fácil” serve a quem? Ao pai, à mãe. Afinal, com essa postura, praticamente cessa o estresse deles, cessam as cobranças, as broncas, a necessidade de orientação e presença.

Os pais devem pensar nas consequências dos sins e nãos, de estarem presentes ou de se ausentarem, de serem pais de verdade ou escolherem ser apenas amiguinhos. Na dúvida, é melhor ser pai e mãe do que amigo, pois estes os filhos têm aos montes na escola.

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Fonte: livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida Juntos?”, de Leo Fraiman – Integrare Editora Editora

 

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Pais participativos não apostam na sorte! Por Leo Fraiman

outubro 11, 2013

Pais participativos não apostam na sorte, e sim em sua própria atitude diante de uma família que é sua. Eles são os capitães do lar, os mestres de seu destino.

Por que admiramos um diamante? Por que gostamos tanto de uma casa construída com uma arquitetura diferenciada? O que nos faz apreciar um quadro executado nos detalhes, ou uma jogada ensaiada que resulta em perfeição de nosso time no campeonato?

O que nos encanta na música tocada com maestria, ou no passo de dança dificílimo, que para aquele dançarino parece tão fácil? Admiramos essas situações pois sabemos que por trás do brilhantismo há uma lapidação constante, há suor, esforço, persistência e, muitas vezes, até dor.

Como podemos perceber, educar é um treino de conexões cerebrais, que funciona como uma academia de ginástica. Quanto mais uma conexão é reforçada, mais rapidamente e automaticamente ela é acionada e tende a se tornar uma “verdade”. Cada comportamento, cada palavra, cada abraço dos pais dispara conexões relacionadas a bem-estar, ao amor, a segurança. Da mesma forma, o abandono, o afastamento, a violência também disparam conexões relacionadas a isso. Por isso, ao participar da educação dos filhos, os pais colaboram com a saúde mental dos filhos, na medida em que estes têm seu cérebro acostumado a sentir-se bem estimulado e podendo funcionar em um estado favorável ao estudo e à autoestima.

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Fonte: livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida juntos”, de Leo Fraiman – Integrare Editora

 

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Educar: um ato social! Por Leo Fraiman

setembro 20, 2013

A educação é um projeto de toda a família.

Família é aquilo que nos é familiar, comum, que diz respeito a todos.

Se um filho é bem-sucedido nos estudos, isso tem um impacto na vida dele, de seus pais e mesmo na sociedade, que no futuro poderá contar com uma pessoa mais bem preparada, um cidadão mais bem formado em seus valores e um profissional melhor.

Criar um filho é uma missão da família, mas com mas com impacto em toda a sociedade. É um ato cidadão. A vida é um ato contínuo, e as nossas ações têm consequências de complexidade e reverberação crescentes. A pessoa que somos na infância influencia o modo como chegamos à adolescência e o tipo de adolescente que somos impacta no tipo de adulto e de profissional que seremos.

Por isso, criar um filho é um compromisso com toda a sociedade. Cada um cria filhos que irão impactar na vida de muitas outras pessoas, pois vivemos em uma enorme rede de interdependência social. Crescer em um ambiente sem pais participativos pode ser nocivo para o indivíduo e para toda a sociedade, é uma questão pública e não apenas privada.

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Fonte: livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida Juntos”, de Leo Fraiman – Integrare Editora

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A onda de consumismo e permissividade, por Leo Fraiman

junho 7, 2013

As crianças e adolescentes de hoje querem cada vez mais e se mostram cada vez menos pacientes. Os pais dão cada vez mais e treinam cada vez menos os filhos em habilidades que promoceriam um amadurecimento sustentável. Se há vinte anos era comum esperar o Natal para pedir aquela bicicleta ou um brinquedo especial, hoje, a cada passeio ou ida à videolocadora ganha-se um mimo.

            Os supermercados já descobriram o poder de persuasão dos filhos e oferecem carrinhos especiais e gôndolas mais baixas para que eles mesmos escolham os produtos que desejam levar para casa.

            Durante um curto espaço de tempo, houve um investimento em salas de entretenimento, nas quais os filhos ficavam brincando, muitas vezes até com profissionais como recreadores, psicólogos e outros cuidadores. Não demorou muito para que os profissionais de marketing percebessem que valia muito mais a pena que as crianças circulassem junto com os pais no supermercado.

            Com medo de “pagar mico” por causa de uma birra, ou por não perceberem os perigos do consumo desenfreado, os pais entram na onda de serem “legais”. Muitos acabam não dando bola e atendem às chantagens dos filhos, comprando tudo o que eles querem para evitar brigas ou conflitos. Cada vez mais os pais fazem as vontades das crianças nos mais diversos contextos: nos supermercados, nas locadoras, nos postos de gasolina e onde mais existir uma possibilidade de agradar.

            Só se percebem os males dessa onda de permissividade quando o consumo sem freio chega a formar a apatia, quando conduz a níveis de alcoolismo altos demais ou a outras drogas. Só que aí pode ser tarde demais. Tratamentos contra vícios ainda são raros e de eficácia ainda muito baixa. Isso gera diversos problemas que culminam em um ciclo vicioso e altamente prejudicial: a família gasta ainda mais do que pode, e com isso os pais tenderão a trabalhar cada vez mais para poderem pagar as despesas. Assim, tenderão a ficar mais tempo longe dos filhos, trabalhando para honrar essas mesmas contas.

 

Educar de forma participativa, formar filhos com autonomia e atitude empreendedora custa muito menos e vale muito mais.

 

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Fonte: livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida juntos”, de Leo Fraiman – Integrare Editora

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