Pais sem limites. (por Leo Fraiman)

Educar leva tempo. Mas não educar leva a prejuízos por mais tempo ainda. Milan Kundera, em seu livro A lentidão, descreve uma importante imagem sobre o tempo. Ele diz que, quando queremos apreciar uma comida, uma boa bebida, um momento gostoso no qual contemplamos a natureza, paramos, olhamos, curtimos o momento.

 

Quando estamos perdidos, ou quando estamos diante de um cenário feio e ameaçador, tendemos a acelerar. O que vemos são muitos pais querendo acelerar o crescimento dos filhos para retardar a própria juventude perdida. Quanto mais eles se iludirem achando que seus filhos se cuidarão por si, quanto mais pensarem que os filhos encontrarão um jeito de se virar, quanto mais se enganarem pensando que sua omissão não trará prejuízos, dor e problemas, mais estarão se afastando de uma vida sadia para si mesmos e mais afastarão seus filhos da possibilidade de terem, eles mesmos, mais adiante, uma família.

 

Diversas pesquisas mostram que hoje a vontade de construir uma família é adiada para mais tarde: depois da estabilidade financeira, depois da segurança profissional, depois de viver muitas experiências, ou seja, depois dos 30 anos.

 

Muitas moças que não se casam e tornam-se cínicas (indiferentes) depois dos 30 anos encontram uma série de homens também cínicos pela frente, com os quais terão alguns momentos de sexo intenso, amizade e experiências bastante variadas, mas poucas chances de vínculos sadios e seguros para constituir uma família.

 

Nessa omelete atual de papéis, nem se pode dizer que eles foram invertidos, e sim que se misturaram. Há pais que, em nome de serem modernos, liberais, próximos, fazem dos ouvidos dos filhos o seu “penico”, literalmente. Acreditando que todos devem ficar a par da “realidade”, pais separados jogam na cara dos filhos os piores aspectos do ex-cônjuge, em um ato que é comparável, em minha opinião, ao crime de assédio moral. Falar mal do ex-parceiro gera constrangimento constante aos filhos, sem que estes tenham como se defender. Isso é colocar os filhos em angústia.

 

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Fonte: livro “Meu filho chegou à adolescência. E agora?”, de Leo Fraiman. Integrare Editora

 

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