O que acontece quando se para de inventar desculpas? (por Michael Heppell)

Quando você era criança e seu cérebro estava em plena produção, percebeu que, ao inventar uma desculpa por não ter feito algo, simplesmente se livrava daquilo. O problema é que isso ocorria aos 5 anos de idade. Agora, você já é adulto, mas ainda inventa desculpas para justificar o porquê de não ter feito, de não ter conseguido fazer, razões por que não fará, ou uma série infinita de modos de adiar compromissos, tudo para garantir que não precisará enfrentar uma determinada situação.

 

Se as desculpas são tão destrutivas, por que as usamos? Para saber a resposta, temos de retroceder dois passos. Encaremos de vez esta situação: muitas vezes, uma desculpa é uma mentira deslavada. “Não pude fazer isso hoje. Tive um dia cheio demais”. Tradução aproximada: “Droga! Passei metade do dia enrolando, quando devia estar fazendo o que era importante. Rápido, pense numa desculpa, mas que seja convincente. Já sei: direi que estava ocupado. Melhor ainda: direi que estava muito ocupado, tentando fazê-los sentir pena de mim”.

 

É possível que você nem soubesse dessas coisas. Isso porque talvez já estejam enraizadas no subconsciente, de modo que possam ser trazidas à tona numa fração de segundo. Parabéns! Portanto, se estão “enraizadas”, podem ser mudadas? Claro que sim, mas você terá de mudar também. Esse será o seu primeiro desafio. Na próxima vez em que se pegar inventando uma desculpa, mude e certifique-se de que sua explicação corresponde à verdade: “Essa é a verdade, a completa verdade, nada mais do que a verdade”.

 

Veja duas situações que mostram como isso pode funcionar.

 

Um homem vai ao mercado. Sua esposa lhe pede para trazer um produto de lá, mas ele se esquece completamente. Ao chegar e ser questionado por ela, ele provavelmente dirá: “Procurei no mercado inteiro e não encontrei; deve ter acabado”. Que tal mudar e dizer “Ah, não! Esqueci completamente. Não tenho desculpa. Vou voltar lá agora mesmo e buscar”.

 

Outra situação. “Como? Não recebeu meu e-mail? Bem, é que tivemos alguns problemas técnicos no sistema, deve ter sido por isso que a mensagem não chegou até você”. Que tal mudar e dizer: “Peço mil desculpas, mas ainda não enviei. Você poderia fazer a gentileza de me dar mais uma hora para completar a tarefa?”.

 

Não é melhor assim? Não sei quanto a você, mas comparando as desculpas esfarrapadas com uma boa dose de honestidade, prefiro a última opção.

 

Duas advertências:

  • Não perca seu emprego, amigo ou membro da família ao fazer isso. Antes pecar pelo excesso de cautela do que pela falta.
  • Teste seus próprios limites, indo um pouco além do que normalmente iria. Por que se preocupar?

 

Ocorre algo verdadeiramente libertador quando se para de inventar desculpas. A necessidade de justificar as ações (ou a falta delas) é significativamente reduzida. As pessoas passam a ver um outro lado seu, e você notará que elas reagem de modo diferente e mais positivo. O hábito de inventar desculpas faz seu caminho ser mais lento, cria obstáculos à criatividade e à confiança.

 

 

 

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Fonte: livro “Mude!”, de Michael Heppell. Integrare Editora

 

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