Negar, evitar ou fugir de conflitos? (por Maria Tereza Maldonado)

Há quem confie na passagem do tempo para diluir o conflito, há quem prefira não tomar conhecimento daquilo que está acontecendo; há quem queira “empurrar com a barriga” dando mais um tempo para enfrentar o problema ou mudando de assunto.

Ocasionalmente, verificamos que “o tempo é o melhor remédio” que dilui alguns conflitos. Porém, é arriscado fugir com frequência dos conflitos: ao não se esforçar por atender as próprias necessidades ou ao perceber que o outro foge dos problemas fazendo pouco caso deles, a pessoa acaba acumulando raiva e frustração até o ponto de ruptura ou explosão.

Outro risco sério é adoecer: como diz Adalberto Barreto, psiquiatra e antropólogo brasileiro, “quando a boca cala, o corpo fala”. O hábito de fugir dos conflitos faz mal à saúde: estresse no trabalho, casamento insatisfatório, condições ruins de vida podem adoecer pessoas, equipes e comunidades.

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Fonte: livro “O bom conflito”, de Maria Tereza Maldonado. Integrare Editora

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