A existência como uma bolha de sabão. (por Dulce Magalhães)

UMA BOLHA DE SABÃO surge do sopro, é matéria altamente perecível e impermanente, é translúcida e reflete tudo o que está ao redor. Esse parece ser o retrato perfeito de uma existência. Surge do sopro fecundo da vida, vai se modificar e fenecer e, assim como reflete tudo o que está ao redor, também contém, dentro dessa bolha transparente de vida, todas as coisas que espelha.

Isso é a realidade. Não é algo que foi nem algo que será. É essa frágil bolha de sabão que representa o instante exato. E pode ser puro deslumbramento se formos capazes de compreender quão etéreo e sublime é o momento. Ou será uma triste experiência se quisermos nos apegar a determinada bolha. Não dá para armazenar nem para manter uma bolha de sabão. Só podemos apreciá‑la na medida de sua existência fugaz. Viu, viu; não viu, perdeu.

Pensemos a realidade como uma metáfora tão impalpável e sutil feito uma bolha de sabão, pois costumamos achar que a vida é a sólida, e ilusória, estrutura que criamos ao nosso redor. Pense bem, a vida não é sua casa, seu carro, seu emprego, seu status, tampouco são os filhos que você trouxe ao mundo. A vida é essa bolha de sabão que aparece e desaparece de forma misteriosa, na brevidade do instante, e tem a intensidade que nossa consciência permitir.

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Fonte: livro “O foco define a sorte”, de Dulce Magalhães – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

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