Preparativos para amamentação (por Vitória Pamplona, Tomaz Pinheiro da Costa e Marcus Renato de Carvalho)

maio 13, 2015

Já está comprovado que não é necessário preparar as mamas para o aleitamento, com aqueles exercícios de esfregar buchas e toalhas nos bicos dos peitos (mamilos). Durante a gravidez, a natureza prepara as glândulas mamárias, fazendo com que elas cresçam até quatro vezes mais. A parte escura ao redor do mamilo (a aréola) fica resistente, o que a torna menos sensível. Você notará aí uns “carocinhos”, como se fossem acnes. São as glândulas de Montgomery (uma derivação especial das glândulas sebáceas da pele) que nesta fase se tornam maiores e mais numerosas, produzindo uma oleosidade especial, que faz com que os mamilos e aréola fiquem mais lubrificados e protegidos. Por isso, você não precisa passar nenhuma substância – creme ou pomada nas aréolas ou mamilos. Em mulheres com a pele muito branca, fina e sensível, os banhos de sol pela manhã podem ser úteis. Você pode usar cremes em massagens nas mamas, porém não na aréola.

O imprescindível é preparar a “cabeça” dos pais, de modo que saibam a importância da amamentação e do leite materno, como o leite é produzido e fica disponível para o bebê, e as técnicas de como dar o peito.

O sutiã é recomendado durante a gestação em razão do grande aumento do volume mamário, para dar sustentação, e melhorando futuramente a saída do leite. Use, de preferência, um sutiã de algodão que tenha uma “base” de apoio larga.

Caso você tenha um ou os dois bicos do peito para dentro ou achatados (mamilos invertidos ou planos) saiba que isto não impedirá a amamentação. O bebê, como veremos mais adiante, tem que abocanhar toda a parte escura ao redor do mamilo e isto fará com que o leite flua. Converse com seu pré-natalista, peça que examine suas mamas e indique exercícios especiais, se for o caso.

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Fonte: livro “Da gravidez à amamentação – o dia a dia de um importante período de nossas vidas”, de Vitória Pamplona, Tomaz Pinheiro da Costa e Marcus Renato de Carvalho – Integrare Editora

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Somos nossos próprios carcereiros. (por Maria Tereza Maldonado)

maio 11, 2015

É muito difícil admitir, mas somos nossos próprios carcereiros. É assustador se ver como diretor da própria vida, dono de si mesmo. Por isso, é comum procurar rapidamente outra tela de projeção, perpetuando a recusa de assumir a responsabilidade pelas próprias escolhas. Isso pode acontecer quando passamos diretamente da casa dos pais para o casamento: fazendo apenas uma troca de guardiões, não aprendemos a cuidar de nós mesmos com autonomia. O mesmo pode acontecer na passagem de um casamento para outro, em que meramente trocamos o parceiro, repetindo a mesma história. “Não me casei de novo por causa dos filhos” e “O que os outros vão pensar?” são outras facetas desse processo de buscar fora de nós mesmos o nosso ponto de referência.

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Fonte: livro “Casamento, término e reconstrução: o que acontece antes, durante e depois da separação”, de Maria Tereza Maldonado – Integrare Editora

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Aprender a se amar. (por Ken O’Donnell)

maio 8, 2015

A vida sem a experiência do amor verdadeiro parece bagaço sem caldo. Por isso o buscamos tanto ao tentar restaurar a inteireza do coração do ser.

Ele não é comum nem barato, não se encontra no mercado das relações, onde tudo tem preço: “Compre aqui! Está em oferta! Se você me der tanto, eu lhe dou tanto”. O vendedor recebe seu dinheiro e o comprador, um produto que dura até a semana seguinte.

O amor acaba sendo quantificado e se torna a moeda das interações humanas.

O mar interno de emoções e sentimentos às vezes parece tão agitado que a falta de ordem e de direção inspira um pedido de ajuda: “Há alguém aí fora que me entende, que me aceita, que me ama?” Esse pedido contém em si a resposta do dilema.

Eu preciso:

Entender como eu sou.

Aceitar o que há de bom em mim.

Reconhecer o que pode ser melhorado.

Aprender a me amar.

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Fonte: livro “Reflexões para uma vida plena”, de Ken O’Donnell. Integrare Editora

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A mudança na decoração da casa com a chegada do bebê. (por Lô Galasso)

maio 6, 2015

Antes de seus filhos nascerem, sua casa tinha a sua cara ou a de seu marido, ou a cara de vocês dois juntos, ou, quem sabe, a cara de um decorador.

Consciente de que vive numa sociedade democrática e de seus direitos inalienáveis, seu filho introduz as primeiras modificações na decoração da casa, mesmo antes de ele próprio ter oportunidade de aparecer no ambiente. O bebê estará recolhido em seu quarto, onde lhe será servida a alimentação, onde lhe serão feitas as abluções diárias e as trocas das vestes. Mas ele já terá seus dignos e reais representantes espalhados por todos os cômodos da casa, a fim de que não o esqueçam aqueles que o devem proteger dos perigos e incômodos da existência.

Na cozinha haverá uma inumerável quantidade de peças plásticas de todos os formatos, cuja utilidade só Deus sabe; algumas mamadeiras (sempre o “por via das dúvidas…”); várias chupetas; um sem-número de bicos de chuquinhas para chá e suco, talvez o reator atômico, digo, o esterilizador.

No banheiro, no quarto, na sala, na área de serviço e nas demais dependências da casa, o bebê também estará devidamente representado.

A desorganização que se instala na cabeça e na vida de quem acaba de ter um filho costuma ser intensa, mas não demora a desaparecer. Já a renovação que o filho introduz é contínua e permanente, sendo perceptível em absolutamente todas as áreas, setores, compartimentos, cômodos, armários e gavetas da vida dos pais.

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Fonte: livro “Ser mãe é sorrir em parafuso”, de Lô Galasso – Integrare Editora

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Engolir a aula. (por Içami Tiba)

maio 4, 2015

Esta etapa de engolir o alimento é um processo individual, isto é, tem de ser feita por quem o ingere. Equivale à etapa em que o aluno decompõe a informação em partes me­nores para ser compreendida e depois incorporada no corpo do conhecimento.

A mastigação e a deglutição são processos voluntários, isto é, dependem do aluno. Depois de engolida a aula, a etapa seguinte é a digestão, que independe da vontade de qualquer pessoa.

Quero dizer com isso que a desmontagem da informação pode ser facilitada pelo professor, mas, sem dúvida, o processo digestivo cabe ao aluno. Se mastiga bem ou não a comida, é trabalho do seu tubo digestivo. Supondo uma aprendizagem em sequência, em que a matéria seguinte depende da anterior, se a primeira não tiver sido absorvida, será necessário desmontá-la em partes ainda menores para favorecer sua compreensão. Por exemplo, a resolução de um problema que dependa do teorema de Pitágoras. Se o aluno o souber, ótimo, poderá resolver o problema sem dificuldades. Caso contrário, será necessário que o professor primeiro desintegre o teorema para que assim o aluno entenda a informação seguinte.

Um grande erro do aluno é receber a matéria “do jeito que o professor dá” para passar para a segunda etapa em casa, quando já deveriam estar na terceira etapa.

Faz isso para não usar o cérebro durante a aula. Vai engolindo tudo, os compreendidos e os não-compreendidos. Em casa é que vai devolver tudo à mesa.

Então vai tentar compreender tudo de uma só vez. Isso quando não deixa para fazê-lo somente às vésperas das provas. Não seria mais fácil perguntar na hora ao professor? Há vários professores que dedicam algum tempo para reexplicar a quem não compreendeu o que foi dito. Existe uma progressão para a compreensão. Não se pula o que não se compreende, pois quando chegar a matéria nova o aluno não terá base para apreendê-la.

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Fonte: livro “Ensinar aprendendo: novos paradigmas na educação”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Soltar ou prender? O desenvolvimento da autonomia dos filhos. (por Maria Tereza Maldonado)

maio 1, 2015

Adriana se irrita quando sua filha de 15 anos se revolta porque tem de dizer para onde vai, com quem e a que horas volta. Não satisfeita com isso, telefona para as outras mães para confirmar a veracidade do que foi dito e fica horrorizada ao constatar que algumas amigas de sua filha são completamente soltas: os pais não tomam conhecimento dos programas nem procuram saber a que horas elas chegam das festas.

 

Por outro lado, Renata, 16 anos, diz que sente falta da vigilância dos pais, que, em suas próprias palavras, são muito “descolados”. A liberdade que tem para colocar piercings, fazer tatuagens, sair das festas quando já está amanhecendo e beber à vontade sem que os pais se preocupem tem, para ela, um gosto amargo de abandono e desamor.

 

Soltar ou prender? Essa medida é difícil já na infância. Quando a criança está pronta para usar o elevador sem estar acompanhada, sair para comprar coisas na banca de jornal ou dormir na casa dos amigos? Vários fatores influenciam essas decisões: o ambiente em que vivemos, a rede de relacionamentos e o nível de segurança pública são alguns deles.

 

“Confiança não se ganha, é preciso conquistá-la.” Para muitos pais, a confiança se quebra quando descobrem mentiras, coisas feitas às escondidas, acordos não cumpridos. Alguns mal conseguem se lembrar da própria adolescência, quando também transgrediam e ocultavam experiências que os pais não aprovariam. Outros acham que a adolescência é época de “fazer besteiras” e que a gente acaba aprendendo com a vida e com a maturidade.

 

Há desafios importantes para a família com adolescentes, no sentido de minimizar os riscos e aumentar os fatores de proteção para promover o crescimento saudável. Um deles é aumentar a flexibilidade dos limites para permitir o desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade sem que isso represente soltar as rédeas.

 

Monitorar, orientar, proteger: isso significa que é importante, sim, saber onde estão, quem são os amigos, como se divertem, como está o rendimento na escola. Muitas vezes, o cuidado dos pais é entendido pelos adolescentes como controle, intromissão em sua privacidade. Diversos pais também se confundem com essa diferença entre cuidado e controle e espionam agendas, correspondência, telefonemas. Quebram, desse modo, a confiança dos filhos, desrespeitando sua privacidade e estimulando o fechamento da comunicação.

 

Um dos objetivos da educação dos filhos é acompanhá-los no caminho que vai da dependência do bebê para a interdependência dos adultos. O desenvolvimento da autonomia precisa estar entrelaçado com a capacidade de cuidar bem de si

 

Um dos principais ingredientes do dilema entre prender e soltar é a insegurança dos pais que não confiam plenamente na capacidade do adolescente para se proteger dos perigos e, sobretudo, resistir às pressões do grupo de amigos.

 

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Fonte: livro “Cá entre nós: na intimidade das famílias”, de Maria Tereza Maldonado. Integrare Editora

 

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