Será que estamos diariamente um NOVO EU? Pense nas suas atitudes, agora, especialmente com a sua família e tenha um Feliz Natal! Por Içami Tiba

Final de Ano, exaustão à vista, para quem ainda não estiver pré-comatoso. 2013 foi muito pesado a todos nós.

Quem de nós não retornou à casa cansado, necessitando desintoxicar-se do dia, tomar um belo banho, encontrar os familiares que já chegaram e os que ainda não saíram, refazer as energias e prontinho para o amanhã, que sempre temos a esperança de que seja um  NOVO DIA…

… mas será que estamos diariamente um NOVO EU? Ou já acordamos meio cansados, com um dia inteiro a ter que ser enfrentado, pensando naquela incomodativa pendência a ser resolvida, o trabalho a ser entregue, saldar aquela indevida dívida? Há dias longos demais e noites extremamente curtas? Acho que estou precisando é de férias. Talvez fazer algo muito diferente, mudar de atividade?

Uma questão que me surge à mente com muita frequência é: será que não estou usando a minha família como um grande despoluente? Falando mais diretamente: será que nossa família não está sendo um latão de lixo, onde descarrego tudo o que fui acumulando durante o dia? São tantos os “sapos engolidos” por dias, semanas, pela vida que levamos? É onde largo a raiva, contrariedade, falta de educação, os palavrões, que não soltaria se estivéssemos com visitas?

Que culpa ou responsabilidade tem a minha família pelos “sapos” que eu engulo? Epa! Vou ter que engolir também a família? A família me virou um “sapo”?

Então está mais que na hora de revermos nossos conceitos e retornarmos a ter uma vida sem “sapos”. A família não é “sapo”. É dela que nascemos e ela que constituímos, e nela que iremos morrer. Aliás, não é a família que morrerá, serei eu…  A minha família é muito maior que eu. Eu deveria é me nutrir da família, ser acolhido.

Temos que ser mais sábios para lidar com os “sapos” da vida. Não os aceitar. Mas se aceitar não engolir. Mas se engolir não digerir para não nos transformarmos em “sapos”. Não se vomita o que já passou do estômago. Eles digeridos, absorvidos e transformados em depressão, em pessoas verdes e amargas… Ou vivemos soltando “diarreias batráquias” em casa? Engolir “sapos” não é sustentável!

Celebrar alegrias e sucessos, abraçar, sorrir, cantar, comer, presentear é tão sustentável, que até data temos para isso e é chamada até “noite feliz”! Isso sim é sustentável para a existência da família. Comemoremos o Natal!

Estou bem no final do meu 31º livro, um tanto atrasado para ser um presente de Natal, mas é exatamente sobre esta sustentabilidade da saúde! Um Feliz Natal!

Içami Tiba

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Fonte: Coluna na revista Viva SA, edição de Dezembro

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