O “sim” só faz sentido se existe o “não”. Ensine ao seu filho a diferença entre o “sim” e o “não”. Por Içami Tiba

Para aprender a não jogar a comida, a criança precisa antes aprender o sentido do “não” – o que não acontece de uma hora para outra. As reações dos pais ensinam a criança a distinguir o “sim” do “não”. Quando a criança brinca em seu quarto, faz gracinhas, os pais riem e brincam junto. Isso é um “sim”. Quando está no cadeirão e tenta fazer o mesmo, os pais devem olhar para ela com expressão séria e dizer “não”. Não é uma bronca nem deve soar como se fosse; é apenas um ensinamento. A criança

fica muito alegre quando brinca e interage; sua autoestima melhora, é verdade. Mas nem por isso a autoestima diminui ao ouvir um “não”.

O “sim” e o “não” estabelecem limites para a criança, que aprende o que pode e o que não pode fazer. O que a prejudica é repreendê-la por algo que ainda não sabia que não podia fazer. Nunca poder fazer algo é ruim, mas poder sempre também não é

bom. O “sim” só faz sentido se existe o “não”.

Saber a diferença entre “sim” e “não” confere à criança poder de decisão sobre suas escolhas, poder que alimenta sua autoestima. Portanto, nem o “não” nem o “sim” traumatizam a criança, mas o mau uso dessas palavras.

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Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

 

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2 Responses to O “sim” só faz sentido se existe o “não”. Ensine ao seu filho a diferença entre o “sim” e o “não”. Por Içami Tiba

  1. Lia Sousa disse:

    Trabalhando desde 1999 com os profissionais da pequena infancia, eu explico assim. Qua

  2. Lia Sousa disse:

    Quando um bebê começa à andar ele tenta se segurar em tudo que pode, pés de mesa, penas de adultos, beirada da cadeira, pois bem estes limites das coisas materiais, servem de apoio para que ele se torne bípede. Os limites desde muito cedo so ajudam ao crescimento. saber o que se pode e o que NAO pode fazer, serão os limites psíquicos que ajudaram no crescimento e na formação de uma identidade. Respeitar os limites é respeitar onde começa o espaço do outro.

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