Pare de falar… e aprenda a OUVIR! Por Dean Cunningham

Você já notou que as pessoas que falam pouco tendem a dizer coisas mais profundas? Talvez seja o caso de afirmar que elas são mais bem remuneradas por isso. Muitos não conseguem perceber que o ato de ouvir é um dom pelo qual somos remunerados, já que fazemos isso naturalmente. Porém, o que não compreendemos é a diferença entre escutar e ouvir. Pois, se a escuta é involuntária, o ato de ouvir não é. Isso está resumido no velho provérbio chinês: “Olhamos, mas não vemos; escutamos, mas não ouvimos…”. Para ouvir, é preciso atenção.

Na verdade, a plena atenção é o presente mais valioso que você pode dar a alguém. É um ato de amor. Se você prestar pouca atenção em seu parceiro, muito em breve ele prestará pouca atenção em você. Se der pouca atenção aos seus filhos, em breve eles darão pouca atenção a qualquer coisa. Sua atenção confirma a existência do outro. Ninguém gosta de ser ignorado ou de ter a sensação de que não é importante.

Em certo sentido, o amor não passa de atenção. Ser chamado de “bom ouvinte” é sempre um elogio. E não há como fingir: as pessoas percebem quando você não está ouvindo. Quando ouvimos, compreendemos profundamente as necessidades do outro, reduzimos o número de mal-entendidos e construímos relacionamentos sólidos. O ato de ouvir está no centro da comunicação, e tudo o que contribui para que você seja um bom comunicador também é valioso em termos profissionais.

Infelizmente, as pessoas com ambições profissionais geralmente acreditam que falar muito as ajudará mais do que ouvir. Isso porque, na percepção delas, os profissionais bem remunerados costumam ser autoconfiantes, articulados, eloquentes, além de ter muitas coisas interessantes a dizer. Porém, ao se esforçarem para parecer inteligentes, elas usam uma linguagem complexa, uma terminologia ambígua, criticam as ideias dos colegas em reuniões e interrompem no meio as frases de seus interlocutores. Elas simplesmente falam demais e ouvem de menos.

Porém, o ato de ouvir não se limita às outras pessoas. Tem a ver com a capacidade de ouvir a si próprio, também. Se aprendermos a fazer pausas e a intercalar a fala com períodos de silêncio, seremos capazes de descobrir um guia interior. Todos nós temos um, mas nem sempre o desfrutamos completamente. Em geral, há ruído demais na mente. Porém, quanto mais você ouvir, mais silencioso será. Não há necessidade de buscar esse guia. Tudo o que você precisa é estar consciente dele. A verdade é que todos nós escutamos, sentimos ou sabemos qual é a melhor coisa a ser feita. Mas poucos realmente ouvem.

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Fonte: livro “Pura Sabedoria – Coisas simples que transformam o dia a dia”, de Dean Cunningham – Integrare Editora

 

Saiba mais sobre o livro!

 

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