Necessidades que nem imaginamos… Por Arthur Bender

Outra consequência de uma sociedade em que tudo é excedente e grandioso é a perda de parâmetros para fazer julgamentos de valor.

            Na sociedade do excesso acabamos nos acostumando a ver números grandiosos. Tudo parece que é ou que tenta ser exponencial, com valores gigantescos e cifras cada vez maiores que causam um efeito interessante: simplesmente não prestamos mais atenção. Pouca coisa hoje nos impressiona em termos de “números grandiosos”. Porque tudo parece que passou a ser grandioso.

            Passamos para um estágio de aceitar qualquer número gigantesco e não pensar mais nele porque simplesmente não temos mais noção se o que estamos vendo é real ou é falso. Perdemos o parâmetro do que é grande. Não conseguimos julgar a diferença entre o grande, o muito grande e o excepcionalmente grande, ou a comparação entre o enorme, o gigantesco e o fantástico, porque parece que tudo ficou turbinado e, quando tudo é superlativo, o cenário não impressiona mais, fica tedioso.

 

Necessidades que não imaginamos

Talvez tenhamos chegado a um padrão de conforto muito especial que podemos dizer que seria inimaginável há poucos anos. E se você pensar bem, o que temos hoje é inimaginável. Por quê? Porque, na verdade, imaginamos poucas coisas como as que consideramos indispensáveis atualmente. Sonhávamos com outras coisas e temos hoje itens com que nunca sonhamos e que parecem ter se tornado imprescindíveis na nossa vida. Ou você algum dia sonhou que dependeria de um aparelho eletrônico como o iPad?             Ou imaginou que um pedacinho de papel com cola na ponta, como o Post-it, seria indispensável no seu escritório? Ou desejou um telefone que fosse smartphone? Ou sonhou que teríamos as operadoras de celular que temos? Bom. Não vamos discutir isso.

 

Eu sequer sonhei com isso

O que aconteceu é que acabamos em outro futuro não sonhado. Em um futuro que não era o planejado e no qual muitas das certezas que tínhamos em relação aos itens indispensáveis se transformaram em outros completamente diferentes do que imaginávamos. Assim, fomos acumulando outras coisas e sendo surpreendidos por novidades que acabaram (nas nossas mentes consumistas) se tornando indispensáveis. Os pen-drives ganharam mais capacidade, os closets das mulheres cresceram e chegamos onde estamos.

 

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Outra consequência de uma sociedade em que tudo é excedente e grandioso é a perda de parâmetros para fazer julgamentos de valor.

O que aconteceu é que acabamos em outro futuro não sonhado. Em um futuro que não era o planejado e no qual muitas das certezas que tínhamos em relação aos itens indispensáveis se transformaram em outros completamente diferentes do que imaginávamos. Assim, fomos acumulando outras coisas e sendo surpreendidos por novidades que acabaram (nas nossas mentes consumistas) se tornando indispensáveis.

 

Fonte: livro “Paixão e significado da marca – Ponto de virada e transformação de marcas corporativas, marcas pessoais e de organizações”, de Arthur Bender – Integrare Editora

 

Saiba mais sobre o livro! 

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