SORTE = reconhecer uma oportunidade e investir nela! Por Douglas Miller

A sorte existe. Existe por toda parte. Usamos a palavra o tempo todo, mas em geral não refletimos muito sobre o que ela significa na prática. A “sorte” está implícita quando usamos velhos clichés como “No lugar certo, na hora certa” ou “No lugar certo, na hora errada” ou aquele clássico ditado fatalista: “Não é o que você conhece, e sim quem você conhece”.

Como acontece com a maioria dos clichês, eles contêm uma pitada de verdade. A Sorte como Hábito diz respeito a aceitar esses antigos clichês como truísmos parciais, no sentido de que existem aspectos da vida sobre os quais você não tem controle algum. Contudo, se você acreditar que “quem você conhece” é importante, a pessoa que tem os hábitos da sorte chegará a conhecer “as pessoas certas” em vez de simplesmente assumir que não as conhece… e jamais vai conhecê-las. Além disso, também devemos admitir que “o que você conhece” é tão importante quanto “quem você conhece”.

Com demasiada frequência, porém, confundimos “sorte” e “destino”. Destino sugere que existe uma mão orientadora controlando não apenas nossos pensamentos, ações e comportamentos mas também, no limite, todas as coisas que nos acontecem ao longo da vida. Existem diversas religiões baseadas por inteiro nessa premissa. Nossos pensamentos neste livro são sobre a sorte que você pode criar e não sobre os “eventos” que teriam ocorrido independentemente do que você fez ou deixou de fazer, ou de estar em determinado lugar em determinado momento.

Os fatalistas falam sobre a sorte como se alguns de nós a tivessem inserida no DNA e outros não. Nós “nascemos sortudos” ou não. A aceitação cega de que seu destino decorreu do feliz encontro de um espermatozoide com um óvulo (e aqui tudo bem dizer que o ato efetivo de sua própria criação prende-se à definição “de velho estilo”, tradicional, de sorte) e da consequente criação de um “você” predeterminado é francamente um dos moldes mentais mais nocivos que você pode levar consigo ao longo da vida.

Os fatalistas nunca estão errados. Se você pensa que o destino rege seu futuro – seja por causa dos talentos (ou falta deles) com que nasceu, seja porque a vida é uma sucessão de eventos além do seu controle –, sempre comprovará estar certo porque ficará sentado em uma poltrona confortável esperando que os eventos aconteçam com você. Eles vão controlá-lo porque você escolheu não os controlar.

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Fonte: livro “A sorte como hábito – O que pensam, sabem e fazem as pessoas que têm sorte no dia a dia”, de Douglas Miller – Integrare Editora

 

Saiba mais sobre o livro!

 

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