Devemos dar animais de estimação aos nossos filhos? Por Içami Tiba

Cada vez mais se discute a importância do animal de estimação no desenvolvimento da criança. Comprar ou adotar um animal de estimação não envolve só a criança, mas a família como um todo e também o próprio animal. Esses três aspectos devem ser bem analisados antes que a atitude seja tomada.

Para essa criança seria bom ter um animal de estimação? A família gosta de animais e está disposta a partilhar os cuidados do animal? O ambiente em que vivem é favorável para o bem-estar dele?

A primeira coisa que os pais devem ter em mente é que precisam gostar de animais e ajudar nos cuidados com eles. A não ser que o filho seja adolescente, não é real esperar que uma criança assuma sozinha os cuidados e obrigações (como limpar as sujeiras, colocar água e comida, passear frequentemente com um cão, escová-lo etc.). Ela pode desempenhar determinadas funções, mas deverá ser sempre acompanhada ou supervisionada por um adulto. Ela não sabe cuidar do animal intuitivamente, vai ser um aprendizado. Se esse aprendizado for bem-feito, bem aproveitado, certamente auxiliará no desenvolvimento da criança, e o animal ficará feliz e bem tratado.

Ao cuidar de um animal, os filhos podem aprender muito sobre responsabilidade, respeito, atenção, dar e receber carinho. Quando ficam bastante ligados ao animal, isso pode favorecer o desenvolvimento da empatia, quando veem nos animais sentimentos humanos e tentam acalmá-los, consolá-los e alegrá-los. Para as crianças intolerantes e impacientes, o animal pode ser um verdadeiro desafio, pois este não entenderá nem fará tudo como a criança quer e espera. Nesse caso, deve haver sempre algum adulto por perto para que a criança não desconte no animal suas raivas e frustrações.

Alguns animais em especial, como cães, podem dar verdadeiras lições de amor, proteção, companheirismo e lealdade. Mas, para que os filhos percebam isso, os pais devem chamar a atenção para esses valores e nomeá-los quando aparecem no comportamento do cão: o animal cria oportunidade de conversar e pensar em ações importantíssimas para a família e para a sociedade.

Quando a família adota ou compra um animal, simplesmente para satisfazer a vontade de um filho, sem assumir isso como mais um projeto na vida – cuidar bem do animal –, pode criar situações totalmente desfavoráveis ao desenvolvimento dos filhos, bem como para o bem-estar do animal.

Há alguns anos, surgiu a moda de ter furões (também conhecidos como ferrets) como animais de estimação. Todos os pet shops os vendiam, seus preços subiram, criaram-se coleiras e acessórios.

Por um ou dois anos eles foram a grande diversão da criançada; logo depois, porém, havia um número enorme de furões abandonados nas ruas, doentes e desnutridos. Eles foram usados como brinquedos descartáveis e, diferentemente de outros animais, não sobrevivem abandonados, pois requerem cuidados especiais.

Essa é uma enorme lição que nunca deve ser dada a um filho, uma lição de descaso e abandono. Assim como aconteceu com os furões, acontece com muitos outros animais.

Imagem

Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

Imagem

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: