Afinal, para que serve o dinheiro? Por Gabriel Carneiro Costa

Sempre gostei e gosto de dinheiro. Porém, acredito que ele compra prazer, que é diferente de felicidade. O que nos confunde é que, quanto maior a frequência de compras para ter prazer, mais parecido esse prazer fica com a felicidade.

Pense em um dia em que você acorda e não precisa trabalhar. Levanta da sua enorme cama coberta por uma colcha de milhares de fios vinda de não sei onde. Desce até sua sala e lá encontra uma linda mesa de café da manhã, que saboreia enquanto aprecia a vista da sua janela. Veste roupas de marca, entra no carro importado e vai passear com seu barco nas águas transparentes que cercam a cidade. No fim do dia resolve passar no shopping para comprar acessórios de algum novo hobby e acaba optando por jantar em um badalado restaurante que acaba de ser inaugurado. Degusta um prato de carnes nobres com vinhos cuidadosamente envelhecidos. Volta para sua charmosa casa e pega no sono assistindo a um grande lançamento do cinema na enorme TV que possui no quarto, escutando o barulho da lenha queimando na lareira.

Não lhe parece um dia perfeito? Pelo menos para mim, sim. Mas esse é um dia feliz? Não sei. Só posso fazer essa afirmação depois de conhecer intimamente a pessoa que viverá esse dia digno de um filme de Hollywood.

Não tenha dúvida de que se trata de um dia em que o dinheiro compra prazeres o tempo todo. E isso sim é algo muito semelhante à felicidade.

Meu avô materno costumava dizer que chorar na favela e chorar em Paris produziam lágrimas diferentes. E é verdade. Na realidade, produzem lágrimas muito, muito, muito diferentes. Mas em ambos os casos são lágrimas.

Nem mesmo os mais afortunados estão livres de frustrações, decepções, tristezas, perdas e qualquer outro sentimento ruim. O dinheiro não cria esse escudo, apenas amplia a oportunidade de sair mais rápido de um estado depressivo. Isso quer dizer que o dinheiro não tem valor e não é uma meta importante em nossa vida? De maneira alguma.

O problema é que muitas pessoas passam a vida apenas correndo atrás do dinheiro e se esquecem de que ele sozinho traz apenas momentos de felicidade, uma experiência finita, que não garante o sentido da vida.

Pobre daquele que acredita que o sentido da vida é se cercar de luxo e ter uma conta bancária polpuda. Essa é uma parte importante, mas pequena perto da complexidade que é encontrar o real valor das coisas.

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Fonte: livro “O encantador de pessoas – Como trabalhar sua vida em busca da felicidade e realização pessoal”, de Gabriel Carneiro Costa – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

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