A onda de consumismo e permissividade, por Leo Fraiman

As crianças e adolescentes de hoje querem cada vez mais e se mostram cada vez menos pacientes. Os pais dão cada vez mais e treinam cada vez menos os filhos em habilidades que promoceriam um amadurecimento sustentável. Se há vinte anos era comum esperar o Natal para pedir aquela bicicleta ou um brinquedo especial, hoje, a cada passeio ou ida à videolocadora ganha-se um mimo.

            Os supermercados já descobriram o poder de persuasão dos filhos e oferecem carrinhos especiais e gôndolas mais baixas para que eles mesmos escolham os produtos que desejam levar para casa.

            Durante um curto espaço de tempo, houve um investimento em salas de entretenimento, nas quais os filhos ficavam brincando, muitas vezes até com profissionais como recreadores, psicólogos e outros cuidadores. Não demorou muito para que os profissionais de marketing percebessem que valia muito mais a pena que as crianças circulassem junto com os pais no supermercado.

            Com medo de “pagar mico” por causa de uma birra, ou por não perceberem os perigos do consumo desenfreado, os pais entram na onda de serem “legais”. Muitos acabam não dando bola e atendem às chantagens dos filhos, comprando tudo o que eles querem para evitar brigas ou conflitos. Cada vez mais os pais fazem as vontades das crianças nos mais diversos contextos: nos supermercados, nas locadoras, nos postos de gasolina e onde mais existir uma possibilidade de agradar.

            Só se percebem os males dessa onda de permissividade quando o consumo sem freio chega a formar a apatia, quando conduz a níveis de alcoolismo altos demais ou a outras drogas. Só que aí pode ser tarde demais. Tratamentos contra vícios ainda são raros e de eficácia ainda muito baixa. Isso gera diversos problemas que culminam em um ciclo vicioso e altamente prejudicial: a família gasta ainda mais do que pode, e com isso os pais tenderão a trabalhar cada vez mais para poderem pagar as despesas. Assim, tenderão a ficar mais tempo longe dos filhos, trabalhando para honrar essas mesmas contas.

 

Educar de forma participativa, formar filhos com autonomia e atitude empreendedora custa muito menos e vale muito mais.

 

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Fonte: livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida juntos”, de Leo Fraiman – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

 

 

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