Como falar com os seus filhos sobre Educação Sexual? Por Içami Tiba

maio 13, 2013

Ela deve começar cedo. As crianças estão mais espertas e têm acesso a todo tipo de informação sexual. A curiosidade é natural. Saber como as pessoas enfrentaram certas situações pode apontar uma luz, trazer conhecimento, aumentar o repertório pessoal e fazer refletir. É natural, portanto, que as crianças demonstrem curiosidade e procurem esclarecer as dúvidas com as pessoas em que mais confiam: o pai e a mãe. Logo, não dá para escapar: mais dia, menos dia, o assunto entrará em pauta.

 

Não existe idade certa para falar de sexo com os filhos,

e sim o momento adequado.

           

            A conversa deve acontecer sempre que surgir uma oportunidade. Diante da televisão, por exemplo. É comum a criança corer pela sala enquanto os pais assistem a uma novela, até que aparece uma cena de sexo e ela pára diante da imagem. É a hora de a mãe e o pai dizerem que aquilo é natural entre gente grande; não podem simplesmente mudar de canal. Nem essa censura nem a repressão funcionam.

            “Meu filho não se abre comigo” é uma queixa comum dos pais fechados. Sem perceberem, eles fogem de determinados assuntos e esperam que os filhos os procurem para conversar com eles a respeito. O clima de confiança precisa ser estabelecido desde cedo.

 

Imagem

 

Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

Anúncios

Desabafo de mãe! Por Natércia Tiba

maio 10, 2013

 

Nos atendimentos familiares, um dos pontos mais importantes tem sido mostrar aos filhos que os pais são humanos, erram, ficam nervosos, sobrecarregados e explodem também. Parece que a maioria dos filhos de hoje precisa de um wake up call: “Ei, tem alguém aqui! Eu, sua mãe (ou pai), existo!”

            Os filhos não são também responsáveis pelos pais que somos? Claro que sim! O nível de responsabilidade é muito diferente. Nós apresentamos o mundo aos filhos, passamos a eles os valores básicos. Muitas vezes cobramos atitudes que esquecemos que eles não nascem sabendo, que somos nós que ensinamos… mas chega um momento em que precisamos cobrar deles também. Cobrar na medida do que eles podem oferecer, cobrar pelas responsabilidades que são capazes de assumir.

          Há algo que desde o começo precisamos ensinar e cobrar: os filhos precisam ver que numa relação há sempre alguém do outro lado. Alguém que durante muitos e muitos anos costumamos ser nós, os pais (e irmãos e também os avós).

            Devemos sim oferecer a eles o que precisam para se desenvolver, mas ao mesmo tempo precisam abrir mão do que querem por algo maior, pelos relacionamentos, pelo bem-estar familiar, pelo bem-estar dos pais.

          Os pais aprendem a ser pais e os filhos aprendem a ser filhos, mas antes de tudo somos humanos, e como tal nos relacionamos, nada somos sem o outro. O eu que atropela o nós pode se sentir bem em curto prazo, mas, na vida, o conforto, o amor, o cuidado e um enorme prazer residem no estar-com-o-outro e não com outro que nos serve, mas com outro que existe para nós com a mesma importância com que existimos para ele. Reciprocidade faz parte da educação e é necessária para o bem-estar individual, familiar e social.

 

Imagem

 

Fonte: livro “Mulher sem Script”, de Natércia Tiba – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!


Aprenda a duvidar! Por Dulce Magalhães

maio 8, 2013

Para superar uma resistência à mudança é preciso começar a duvidar das certezas e formular novas perguntas. Naturalmente, isso também não será suficiente. Em alguns casos você, inclusive, já chegou a esse ponto.

            O nó da questão está no passo seguinte, isto é, aceitar os novos modelos de mundo e acreditar que você é capaz de vivenciá‐los. Por vezes percebemos que as mudanças são possíveis adotando determinadas práticas ou métodos, mas nos sentimos incapazes de adotá‐los, como se aquilo só fosse possível para os outros.

            Se isso ocorrer, duvide de sua dúvida. Isso parece engraçado, mas é muito sério e de alto impacto. Nosso cérebro funciona a partir de nossos estímulos e vai confirmar todas as nossas certezas e percorrer caminhos para buscar respostas para todas as nossas dúvidas, até que a pergunta seja resolvida. Se duvidarmos de nós mesmos, o cérebro usará todo o seu potencial para encontrar respostas desmobilizadoras na direção a que a dúvida conduz. Em vez de nos perguntarmos: “Será que sou capaz?”, devemos formular a pergunta: “Como ser capaz?”

 

Imagem

 

Fonte: livro “O foco define a sorte – A forma como enxergamos o mundo faz o mundo que enxergamos”, de Dulce Magalhães – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

 

 

Imagem


Pais equilibrados, filhos realizados! Por Gabriel Carneiro Costa

maio 6, 2013

 

“Vejo os pais mais preocupados em satisfazer os filhos do que em questionar até onde determinada satisfação está alinhada com a educação que julgam ser a mais assertiva. Educar por comodidade nunca foi educar.”

 

          Não sei que tipo de pai ou mãe você quer ser, mas, independentemente dessa escolha, seja pai e seja mãe. Ter filhos é entrar em campo para um jogo que nunca jogamos, e a pior postura que podemos ter é não querer jogar o jogo completo.

            Não existem pai ou mãe que sejam “mais ou menos”. Ou são pais ou não são. Não é a dificuldade de educar um filho que torna um pai melhor ou pior, mas sim a sua capacidade de dedicação.

            Dedique-se a ser um pai melhor e você terá um filho melhor. Procure fazer diferença na vida do seu filho, e ele fará diferença na sua. Encontre o seu sentido como pai ou mãe, e ele encontrará o seu sentido como filho.

            E, na jornada de formar outra pessoa, nunca deixe, em qualquer idade, de se perguntar: eu estou sendo o pai ou a mãe que realmente quero ser?

          Antes do filho que teremos vêm os pais que seremos.

 

“Na ânsia de dar ao filho tudo de que ele supostamente precisa, muitos pais se esquecem de oferecer o que é de fato mais importante para qualquer criança: sua presença”

 

Imagem

 

Fonte: livro “O encantador de Pessoas – Como trabalhar a sua vida em busca da felicidade e realização pessoal”, de Gabriel Carneiro Costa – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

 

Imagem


Qual foi a última vez em que você gargalhou? Por Gabriel Carneiro Costa

maio 3, 2013

Em muitos trabalhos que realizo, utilizo uma técnica de soltar o lado Criança Livre. Percebo que muitas pessoas não têm permissão para manifestar prazer, alegria, leveza, características típicas de uma criança. Não sabem gozar os momentos sem nenhum tipo de julgamento, crítica ou bloqueios.

            É justamente essa criança interna, que todos temos, que nos dá a liberdade de estar entregue para curtir o aqui e agora.

            Muitas pessoas têm dificuldade de liberar esse lado mais infantil e não conseguem desfrutar de ocasiões em que a alegria é o foco principal. Um encontro com amigos, com a família, brincadeiras, jogos, dança, sexo, entre outros. Momentos que não dependem de uma situação financeira privilegiada, que não necessitam de grandes esforços. São situações em que podemos perceber que a felicidade é acessível a todos. Pode ser ouvir uma música em volume alto e se permitir dançar, sozinho, no meio da sala. Ou quem sabe um jogo de cartas com amigos, ou uma brincadeira nova com o filho, uma rodada de piadas e por aí vai.

 

Qual foi a última vez em que você gargalhou? Qual foi a última vez em que se divertiu como uma criança?

 

            Se você tem memória recente de uma experiência em que sua criança livre se entregou, parabéns! Muitas pessoas com que trabalhei nos últimos tempos encontram dificuldade para se soltar e se entregar ao simples ato de ser feliz. Outras possuem essa capacidade, mas sempre sob o efeito de bebidas alcoólicas. Quimicamente, o álcool age sobre os nossos neurônios inibidores, por isso nos sentimos mais leves e com maior permissão para agir da forma mais espontânea possível, sem um filtro crítico interno.

 

Imagem

 

Saiba mais sobre o livro!

 

Fonte: livro “O encantador de Pessoas – Como trabalhar a sua vida em busca da felicidade e realização pessoal”, de Gabriel Carneiro Costa – Integrare Editora


Criando tiranos! Por Içami Tiba

maio 1, 2013

A sociedade não está dividida em grupos de acordo com suas idades e gerações. Encontramos, convivendo em um mesmo momento, várias gerações: patriarcas, ex-hippies, folgados e tiranos.

            Seja qual for a geração, os pais podem estar criando tiranos e não educando seus filhos para ser futuros cidadãos se:

 

• Fizerem tudo o que estes exigirem, por temor a perder o amor dos filhos.

• Negarem terminantemente o que os filhos querem, mas, cansados diante de tanta insistência deles, acabarem cedendo.

• Defenderem sempre os filhos contra todos, inclusive contra a escola, baseados somente no que eles dizem.

• Prometerem castigos e/ou consequências, e eles mesmos não cumprirem.

• Fizerem pelos filhos o que eles já têm condições e o dever de fazer (lição de casa, guardar brinquedos, amarrar cadarços dos tênis etc).

• Engolirem calados todos os sapos que os filhos preparam.

• Abrirem mão de tudo o que têm a fazer para satisfazer as vontades dos filhos.

• Derem sanduíches ou lanchinhos logo após a recusa de comer no almoço ou no jantar.

• Forem supersolícitos para compensar nos filhos seus próprios sentimentos de culpa por separações conjugais, viagens e até por estar fora de casa, trabalhando.

• Perderem o respeito entre si e passarem a sabotar, maltratar, ofender, ridicularizar, agredir, menosprezar, trair um ao outro.

 

            Se tudo isso ocorrer, teremos um caminho educacional para a tirania dos pequenos e a construção frágil da sua soberania.

 

Imagem

 

Fonte: livro “Disciplina – Limite na medida certa”, de Içami Tiba – Integrare Ed.

 

Saiba mais sobre o livro!

 


%d blogueiros gostam disto: