Caminhos para uma consciência mais elevada, por Ken O’Donnell

Não importa quão elevada é a meta ou quão profunda é a filosofia: a base da espiritualidade sempre será a qualidade de minhas atitudes na vida prática. A lacuna que separa o ideal da prática atinge a todos nós em maior ou menor extensão e deixa bem clara a diferença entre satisfação e frustração. A felicidade pessoal está relacionada com a coerência entre o que acredito ser verdade e minhas ações. Se os ideais fornecem o fator motivador que impulsiona minha jornada à cons- ciência mais elevada, a prática é a metodologia que me leva adiante.

 

          Se eu assim escolher, a vida pode ser uma constante batalha, da manhã à noite, sete dias por semana. A vida passa como um relâmpago, muito rapidamente. Os anos fazem marcas em meu rosto, mãos e coração, enquanto persigo um número cada vez maior de objetivos e tento conciliá-los. A agitação constante entre casa e trabalho consome, um a um, os meus ideais, e me confor- mo com o panorama de uma vida difícil e uma aposentadoria nada confortável. Se eu deixar, a vida também pode tornar-se a fonte de minhas tensões se permanecer buscando bodes expiatórios para minhas culpas. É como se o caminho fosse salpicado de pedregulhos bloqueando minha passagem. Em vez de dar a volta ou passar por cima, eu os acuso. As palavras vêm à mente e à boca de forma fácil: “Se não fosse fulano de tal ou isso ou aquilo, eu seria capaz de…”. Em vez de amenizar meu infortúnio, essas queixas me afastam da real responsabilidade de mudar a situação. Eu simplesmente estaria delegando minha capacidade de mudar a pessoas ou objetos sobre os quais obviamente não tenho nenhum controle. Em outras palavras, eu só mudaria se mudasse também o bode expiatório.

 

            A vida pode também apresentar-me tantas escolhas e interesses que tenho de passar superficialmente de um para outro enquanto deixo escapar a profundidade do prazer real de viver. Oscilo entre fascínio e tédio, envolvimento total e desânimo, pois não abordo as questões mais profundas. Será que essa ou aquela atividade são de fato convenientes para mim e para os outros? Será que esse ou aquele interesse realmente me conduzirá a um estado de contentamento? Novamente os anos passam, eu olho para trás e vejo o que poderia ou deveria ter sido feito e não foi. O remorso torna-se o único troco do tempo, dinheiro, energia ou talento desperdiçados.

          Se eu tiver sorte, a vida se tornará uma grande escola. Por trás das dificuldades aparentes, existem lições maiores. Disfarçados de interesses transitórios e tarefas rotineiras estão os indicadores que podem levar-me de volta à verdade. Os relacionamentos que trazem consigo cenas repetitivas de ninharias ou amargura, com a mesma pessoa e pelas mesmas razões, servem para me mostrar fraquezas que tenho de trabalhar. Evidentemente, até poder transformá-las, estou condenado a repeti-las.

          Os desafios aparecem simplesmente para que eu revele o que de melhor existe em mim. Se eu tiver olhos para ver e coragem para avançar, a vida será uma experiência constante de motivos e incentivos para mover-me progressivamente no caminho de minha consciência mais elevada.

 

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Fonte: livro “Caminhos para uma consciência mais elevada”, de Ken O’Donnell – Integrare Editora

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