Sou mais forte do que pareço! Por Eugenio Mussak

março 13, 2013

Cada pessoa é um adam que pode se tornar He-Man invocando seu poder, mas isso deve ser feito com convicção. O personagem de desenho animado que animou as crianças das décadas de 1980 e de 1990 não levantava a espada e anunciava “Pelos poderes de Grayskull… eu tenho a força!”, a não ser que fosse necessário. Era o perigo que liberava a energia que transformava o fracote no fortão, o medroso no herói.

          Na sociedade atual, podemos dizer que praticamente não corremos perigos físicos, como acontecia em Eternia, o planeta onde viviam He-Man e She-Ra. Em compensação corremos perigos emocionais ainda maiores, pois todos os dias somos assombrados pela possibilidade de fracasso, pelas perdas afetivas, pelos problemas profissionais e financeiros, pelas dúvidas existenciais. E todos os dias temos a chance e a necessidade de acionar nossa força, ainda que, às vezes, algumas pessoas não o façam.

          O destino nos obriga. Ele não pergunta se estamos dispostos: simplesmente apronta das suas. Eu estava em Florianópolis na grande enchente de 1983 e presenciei cenas explícitas de gran- deza humana. No final das contas, aquela situação era um emba- te entre a força dos elementos da natureza e a força da alma das pessoas. Foi quando eu conheci José Carlos, um jovem pai que, ao chegar em casa naquele dia, ela – a casa – não estava mais lá. Havia sido levada pela enxurrada, que por pouco não levara jun- to sua mulher e seus dois filhos pequenos. Por sorte, eles tiveram tempo de sair. Quando lhe perguntei “E agora?”, ele me olhou com gravidade, suspirou e disse “Agora é começar tudo de novo”. E ele recomeçou, persistiu e reconquistou sua casa, aliás, melhor que anterior.

 

          Sim, a necessidade obriga. “Sapo não pula por boniteza, mas porém por precisão”, diz o provérbio que o entendido da alma humana, Guimarães Rosa, usou na epígrafe de seu famoso conto A hora e a vez de Augusto Matraga. A força interior existe, mas é virtual. Não pode ser percebida a não ser quando é solicitada de verdade. E isso pode acontecer por dois motivos: por exigência do destino ou por ingerência da vontade. Ou por ambos. “Ferramenta tens, não procures em vão”, escreveu Fernando Pessoa em um de seus belos poemas que nos colocam em contato conosco mes- mos. “Tenha o coração sensível e use a força da mente”, termina seu verso. Sim, temos a ferramenta em nós, só precisamos usá-la.

 

Imagem 

 

 

Fonte: livro “Preciso dizer o que sinto”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

Saiba mais sobre o livro!

 

 

Anúncios

Para ter foco… TODOS OS DIAS! (Dulce Magalhães)

março 11, 2013

            Para desenvolver o foco precisamos aprimorar nossa percepção e capacidade de escolha. Assumir riscos calculados e ir além do que já compreendemos e assimilamos.

            Nossos sentidos não são treinados para ver o todo. Vemos a vida por etapas, partes, sequências, episódios. Nossa memória é a fragmentação da experiência. Nosso olhar vê tudo de certo ponto de vista, pois não consegue abarcar toda a realidade. Só podemos guardar a maciez daquilo que tocamos, pois o intocado não pode ser percebido. Ouvimos e falamos limitados pela linguagem e pelos conceitos que somos capazes de decodificar.

            Para ampliar nossos horizontes, rompendo as fronteiras internas que nos impusemos, precisamos percorrer de novo os caminhos conhecidos a partir de uma trajetória arquetípica, ou seja, temos de ir além do analítico racional e exercitar nossa percepção dentro da esfera do simbólico intuitivo.

          Toda a sabedoria se expressa em um espaço além das palavras, além das ideias objetivas, e da experiência tangível. O sutil, o subjetivo e o intuído são algumas das facetas da consciência. Se não há um fundo de contraste, não é possível compreender as letras da superfície. Ler a vida e ver o que está escrito, feito, experimentado, mas também perceber o todo que faz isso possível.

 

          Se prestarmos atenção, cada dia representa um movimento especial de ciclos de vida, apresenta um foco em si mesmo. Se seguíssemos o fluxo da sabedoria dos dias, levaríamos nossa existência bem mais alertas, desfrutando cada passo, reconhecendo cada encontro, permitindo que o melhor de nós aflorasse nas trilhas iluminadas de cada santo dia.

 

Imagem 

 

Fonte: livro “O foco define a Sorte – A forma como enxergamos o mundo faz o mundo que enxergamos”, de Dulce Magalhães – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

 

 


Por uma vida bem vivida!

março 8, 2013

Faz muito, muito tempo que li a entrevista de Marcello Mastroianni que tanto me marcou. O belo ator italiano, já em idade avançada, dizia que ao olhar o próprio rosto marcado de rugas apreciava a expressão que estava como que congelada na face. Os vincos lhe faziam constatar que tivera uma vida em que o sorriso foi mais frequente que a angústia e que a preocupação era um pálido rascunho na face marcada pelos traços do riso.

            Jamais me esqueci disso. De lá para cá, observo atentamente a história que meu rosto escreve à medida que o tempo passa e procuro ler em meus contemporâneos os traços que podem dizer tanto sobre eles. A força e a fragilidade, a leveza e a dureza, a rigidez e a flexibilidade, o bom e o mau caráter – tudo isso fica impresso na pele, na bochecha, no cenho. E, claro, no olhar, janela devassável da nossa alma.

            Entretanto, as cirurgias plásticas, o Botox, os preenchimentos não vieram justamente para apagar todos esses vestígios de vida vivida? Não servem exatamente para confeccionar a máscara com que mostramos aos outros uma imagem ideal, opaca de todas as experiências, muda em seu relato de vivências, dores, decepções e frustrações?

            Depende. É preciso só um pouquinho de imaginação para decifrar esses rostos plastificados, de pele esticada além da conta e expressão enrijecida. O que eles nos dizem de seus donos? Refletem autoestima em harmonia com a vida ou uma busca angustiada pela juventude perdida? O que os olhos buscam no espelho? Uma imagem que conserte os desacertos da vida, que lhes devolva a impressão de que tiveram uma história que poderia ter sido e não foi?

            Nosso rosto não esconde coisa alguma. Ele fala de nós o tempo todo, não importa a qualidade da pele ou do médico. E é por isso mesmo que todo aconselhamento de beleza não pode prescindir da receita fundamental: nada é mais belo do que uma vida bem vivida; nada faz tão bem ao rosto e aos olhos do que digerir bem as coisas boas e ruins que nos acontecem, sabendo prolongar o prazo de duração das primeiras e reduzir o efeito das segundas.

            Por isso, se você procura apenas as últimas novidades para tartar da pele e da saúde no livro, saiba que a Dra. Carla Goés vai dizer que não bastam os tubos de cremes de alta tecnologia, os alimentos saudáveis e as atividades físicas. Que os tratamentos, na verdade, são coadjuvantes importantes na busca da alegria, do relaxamento e da longevidade; que uns não andam sem os outros e que beleza está ao alcance de todos, sim. Mas não são tudo.

            A era das celebridades nos faz perder tempo com muita bobagem, mas um ensinamento do nosso tempo é proveitoso. As belas que tanto admiramos nem por isso são felizes. Lembram de Nicole Kidman, magérrima, lindíssima, talentosíssima, lamentando ser abandonada por Tom Cruise? Que homem, meu Deus, largaria a fabulosa Nicole?

            No entanto, quem não conhece pessoas acima do peso, de olhos pequenos, nariz grande e cabelos opacos que exalam alegria de viver e em torno de quem gravitam pessoas de todas as idades, que permitem que sua própria história seja trançada com a de outros em convivência divertida e solidária, abertas para as novidades e as surpresas de cada dia?

            Tudo isso aprendi com o livro. Podemos sair dos consultórios de dermatologistas e cirurgiões plásticos com prescrições exatas e complexas, sofrer alguma dor, ter disciplina no tratamento e, ainda assim, o bom resultado vai depender de leveza e da disposição favorável do espírito.

            A boa notícia é que a experiência num consultório médico pode ser uma dessas experiências agradáveis da vida. É bom saber que adiar os efeitos do tempo está ao alcance da mão, que os princípios ativos de tantos produtos estão cada vez mais acessíveis em formulas manipuladas na farmácia do bairro e não são mais privilégio das atrizes de cinema e de televisão.

            Para mim, a lição de Marcello Mastroianni sobre seu próprio rosto intacto é complementar à autoindulgência sem culpa que os métodos de tratamento de beleza nos permitem. Ambas são faces da mesma moeda com que pagamos o tributo à vida que nos foi dada para viver. Mesmo porque, até onde se sabe, o tempo não para e não volta. E é bom que seja assim. É bom e bonito.

 

Mônica Waldvogel

 

Imagem

 

Fonte: livro “Beleza Sustentável – Como pensar, agir e permanecer Jovem”, de Dra. Carla Góes. Integrare Ed.

 

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

Saiba mais sobre o livro!


O desafio de educar! Por Içami Tiba

março 6, 2013

Educar não é deixar a criança fazer só o que quer (ou seja, buscar a saciedade). Educar dá mais trabalho do que simplesmente cuidar dela porque é prepará-la para a vida. A vida da criança é regida pela vontade de brincar, de fazer algo. A cada movimento, está descobrindo a vida e os valores, num processo natural de aprendizagem.

            Construir uma casa é muito mais fácil do que reformá-la. Reformar, no caso de um filho, seria o mesmo que sempre dizer “não” para algo que ele já fez muitas vezes. O melhor é ensinar aos poucos.

            Quando quer fazer alguma coisa, a criança observa a reação dos pais; se ouvir um “não”, insiste. Quer testar se o que dizem é mesmo para valer – até incorporar aregra. Leva algum tempo, mas ela aprende. Então aquele critério de valor passa a fazer parte dela.

 

Imagem

 

Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

Saiba mais sobre o livro!

 


Transformando obstáculos em caminhos!

março 4, 2013

Precisamos das raízes dos vínculos, da relação de troca, de cuidar e ser cuidada. Mas também precisamos, como diz a expressão popular, “dar asas à imaginação”, acalentar os sonhos e, assim que possível, fazer planos para transformá-los em reali­dade. É isso que dá cor à vida.

          À medida que caminhamos pela estrada da vida, encontra­mos várias encruzilhadas. Elas marcam a passagem de uma situação para outra, e aí encontramos riscos, oportunidades e um misto de perdas e ganhos.

          Com a disposição de transformar obs­táculos em caminhos, surge a força interior de construir metas, renovando a confiança na própria capacidade, e então, mais uma vez, a autoestima se fortalece.

            A decisão interior de tomar nas mãos as próprias rédeas é um poderoso impulso gerador de mudanças.

            Há pessoas que, apesar das experiências difíceis e dos rela­cionamentos afetivos em que se sentiram atacadas ou mal-ama­das, conseguem se reerguer e ir à luta. A essa força de superar adversidades sem se deixar abater se dá o nome de “resiliência”. A fé, o cultivo do otimismo e da alegria, a capacidade de desco­brir coisas boas mesmo em situações difíceis são seus ingredientes básicos.

 

Imagem 

Fonte: livro “Palavra de Mulher – Histórias de amor e de sexo”, de Maria Tereza Maldonado e Mariana Maldonado – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

 


Eu sei qual a opção que prefiro! E você?

março 1, 2013

O novo mundo colaborativo reflete uma mudança na sociedade, na qual o poder é distribuído e compartilhado. E onde, de fato, as pessoas mais influents são aquelas que mais compartilham, e não as que tentam manter o controle e restringir o fluxo de informações.

            Para as empresas, as oportunidades comerciais de alavancar o poder da colaboração estão apenas começando a ser exploradas, e os que estão à frente vão colher os frutos.

            Embora não entremos em um mundo de consumo perfeito, no qual a criação satisfaz a fabricação, que por sua vez satisfaz o consumo, sem gerar nenhum desperdício, há uma grande oportunidade para todas as empresas e líderes.

            No final das contas, nós temos uma escolha – aceitar o emocionante mundo novo e sermos empresas e líderes abertos, transparentes e colaborativos e, com isso, mais bem-sucedidos. Ou observar as pessoas usarem o poder das mídias digitais e sociais para nos forçar a ser.

            Eu sei qual a opção que prefiro! E você?

 

Imagem

 

Fonte: livro “Empresas que cuidam prosperam – Por que negócios que praticam o bem são os melhores negócios”, de David Jone. Integrare Ed.

 

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

Saiba mais sobre o livro!

 


%d blogueiros gostam disto: