A conta do AMOR

Outra ilusão importante no amor é a de que ele resolve nossas mágoas do passado.

 

            O amor de deficiência funciona assim como um amor de caderneta. A pessoa vai anotando ao longo da vida o quanto lhe faltou de amor, até que um dia, quando aparece alguém que a ama, ela apresenta a conta toda.

 

            Acontece que uma pessoa, mesmo dando muito amor, não consegue apagar as dores do passado de outra pessoa, pelo menos não na maioria dos casos. Estas marcas amorosas não costumam se apagar pela compensação, e sim, pela via da elaboração, da superação. Este é um caminho individual que pode até ser facilitado por uma companhia carinhosa e cuidadosa, mas não pode ser percorrido por ela.

            É claro que, se gostamos de uma pessoa, tomamos cuidado para não feri-la, e em especial não feri-la nos mesmos lugares já machucados, mas isto não quer dizer que somos responsáveis pelo seu passado, embora no amor romântico, acabamos prometendo exatamente isto.

            Se uma pessoa foi traída em um relacionamento anterior, isso não significa que o parceiro atual tenha de arcar com as consequências disso e suportar toda a insegurança que vem daí, mas na prática é o que acaba acontecendo.

            Este é o nó que vem do passado.

 

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Fonte: livro “O nó e o Laço – Desafios de um relacionamento amoroso”, de Alfredo Simonetti – Integrare Editora

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