Ceia de Natal é o jantar das famílias (religiosas ou nem tanto)

Nem para ganhar presentes as crianças  largam seus joguinhos eletrônicos…

 

Natal é festa da família. Reveillon fica por conta de cada um dos independentes. Assim tem sido nestas últimas décadas.

A noite de Natal é na véspera, quando Papai Noel entra em frenética atividade de presentear. Esta alegria de presentear e receber presentes está sofrendo uma grande modificação.  Os presentes são distribuídos conforme sorteio do “amigo secreto”. É o “parente secreto” que escolhe num sorteio sigiloso entre os nomes de todos os que estarão presentes um que será a quem presenteará. Crianças acabam ganhando sempre mais que um pois já é clássico ganhar presentes dos pais, avós, padrinhos e outros que queiram presentear. O horário do Papai Noel chegar era à meia-noite, depois passou a ser após a ceia de Natal e agora a ceia é feita logo no começo da noite para as crianças ganharem seus presentes e poderem brincar com eles já na véspera do Natal. Estas são mudanças logísticas no ato de presentear.

A grande mudança real está no relacionamento familiar. Agora o Papai Noel é geralmente a mãe que cuida tanto da festa quanto dos presentes, ajudada pelo seu marido que pode não ser pai de um dos filhos, e este marido tem outro filho a presentear morando com a sua ex-esposa.  Ainda é a mãe que quer reunir todos os filhos. Esta questão fica amenizada se as crianças têm avós confortáveis e afetivos. Pois é a grande mãe, avó das crianças, que gostaria de reunir todos os netos em sua casa.

Família toda conseguiu se reunir, que alegria! Entretanto as crianças já têm telefones celulares próprios e estão aprendendo a se isolar do ambiente para “ficar no celular” com outros ausentes, ou mesmo com outras crianças presentes na própria sala… Quem está no celular está onde o outro está, portanto, deixa de ser presencial e passa a ser virtual isto é presencialmente ausente, fora das conversas e acontecimentos familiares.

Isto já acontece com crianças maiores em fast-foods e escolas quando cada uma delas está no seu celular. Às vezes até com a criança que está ao seu lado… Elas não mais conversam entre si. Cada uma está com outra no celular…

Que tal fazermos um pacto com todos no qual ninguém fala ao celular nesta noite? Pelo menos uma noite no ano, a família toda poderia comemorar presencialmente junta a alegria da Ceia de Natal e do prazer de curtir os presentes entre os presenteados e os Parentes-Noel.

 

Içami Tiba

 

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