Seguindo a meritocracia: do ignorante ao virtuoso

Se essa pessoa se empenhar e praticar dez mil horas de violino, como comprovou Malcolm Gladwell no seu livro Fora de Série (Outliers), criará inteligência para a tarefa, tornando‑se expert. Em dez mil horas, ela vai desbravar uma área do cérebro desconhecida, conquistá‑la aos poucos e criar expertise. Uma vez dominada a técnica, bastará aperfeiçoá‑la – muito diferente de tecer dez mil horas a mesma teia de aranha.

Assim, a estrutura biológica e o funcionamento da mente são tão sofisticados que, quanto mais se usam, mais aprimorados eles se tornam. Tanto que o envelhecimento mental nada mais é do que o desuso do que se desenvolveu. A mente é uma energia viva que se expande com o uso ou se retrai com o desuso. Tal como um músculo que se atrofia quando é imobilizado para que se processe uma recuperação de uma fratura óssea.

Quando falamos em sucesso, não nos referimos a uma conquista estanque – um prêmio para o resto da vida. Depois que se domina o que atraiu o sucesso, é preciso ir atrás de novos desafios, aprimorando‑se e buscar novas vitórias que revertam em novos sucessos.

Um dos grandes sofrimentos do ser humano é não suportar viver longe do sucesso, uma vez tendo experimentado o seu sabor. Algumas pessoas são frágeis e não desenvolveram a personalidade, mas sim uma certa função. Essa função é resultado de um trabalho; porém, é preciso aperfeiçoar o trabalhador para que tenha outras funções de sucesso. Tais pessoas ganham popularidade instantânea, tornando‑se conhecidas, reconhecidas por estranhas, com sua autoestima elevada às alturas pela atenção alheia. Se não tiver ou puder desenvolver novas competências, toda essa movimentação festiva em torno delas se esvai e perdem a notoriedade.

Mas viver no anonimato como viviam antes se torna insuportável. Passam a correr atrás do sucesso e essa é uma premissa errada: entram em depressão, desvalia, baixa autoestima, abuso de drogas e até podem cometer suicídio. Em resumo, o sucesso pode atrapalhar uma pessoa se ela não estiver preparada para tê‑lo.

Por outro lado, nem todas as pessoas que merecem têm sucesso. Quando o sucesso gera um legado para a humanidade, contribuindo para o avanço da civilização, a pessoa torna‑se célebre e merece ser homenageada, com feitos comemorados mesmo após a sua morte.

Pais que estão preocupados com o sucesso de seus filhos não podem embriagá‑los com a falta de mérito para obtê‑lo. Quando um jovem sai para desbravar o mundo, ele é apenas mais um. Pode acabar se frustrando se tiver uma autoimagem distorcida.

Portanto, ao educarem seus filhos, os pais não podem simplesmente achar que qualquer ação do filho merece aplausos. Isso é amor gratuito, dadivoso, que existe dentro de casa. Na rotina da vida, não será no emprego e muito menos no âmbito social que o querido e protegido filho irá conseguir atrair o sucesso se não o merecer.

 

Fonte: livro “Pais e Educadores de Alta Performance” de Içami Tiba – Integrare Editora

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