A sabedoria é o auge do desenvolvimento humano. Mas o que é, exatamente, a sabedoria?

A sabedoria é o auge do desenvolvimento humano. Mas o que é, exatamente, a sabedoria? Não é fácil defini-la. Na verdade, não há uma opinião consensual sobre isso, apesar de muitos concordarem que é de suma importância. Talvez nunca consigamos uma definição concisa, o que não significa que seja algo raso ou idealizado. Como tento demonstrar, a sabedoria tem uma natureza prática e implicações na vida cotidiana.

Todos têm uma compreensão intuitiva sobre o significado da sabedoria. O desafio, contudo, é transformar em ação o conhecimento que se tem sobre ela. Não é uma tarefa fácil. Ninguém nasce sábio. A sabedoria é desenvolvida a partir da experiência e da prática. Assim, quanto mais idosa a pessoa, maior será a probabilidade de ela ser sábia. Por outro lado, a sabedoria não pode ser medida pela quantidade de cabelos brancos. Não é um prêmio que nos é concedido ao ficar velhos. Assim como inúmeras outras qualidades humanas, ela deve ser conquistada por meio da dedicação e da disposição de mudar.

À medida que envelhecemos, a sabedoria nos prepara para enfrentar a deterioração física e, por fim, a morte. Mas por que esperar até o momento de entrar no asilo para começar a buscá-la? A maioria das pessoas passa a juventude inteira tentando adquirir conhecimentos. Isso porque todos querem ter a melhor vida possível. E o conhecimento pode nos ajudar nessa busca. Porém, deixamos de compreender o seguinte: para ter domínio sobre o mundo exterior, precisamos do conhecimento; mas é a sabedoria que nos permitirá ter domínio sobre o mundo interior. Em suma: se há turbulência em nosso interior, o conhecimento intelectual será de pouca valia.

É verdade que as informações nos ajudam a tomar decisões mais sensatas para melhorar a vida interior. Contudo, o que mais importa, no fundo, é a capacidade de assimilar esse conhecimento, de unificar suas partes e de visualizar o quadro como um todo. As pessoas sábias têm noção de perspectiva. Elas coletam informações para poder enxergar de vários ângulos. Sabem o que importa e o que devem ignorar. Vão diretamente ao ponto central da questão. E compreendem que a aquisição de conhecimento é um aspecto importante da sabedoria. Porém, acima de tudo, entendem que as pessoas inteligentes nem sempre são sábias.

Um último comentário a respeito do “conhecimento”. Os sábios estão cientes de que todo tipo de conhecimento está sujeito a questionamentos. Assim, eles renunciam à crença no conhecimento absoluto. Hábeis, têm a percepção equilibrada de que só encontramos o fundo se cairmos num poço sem fundo. Ou seja, sabem que existem infinitos modos de olhar para uma determinada questão. Assim, hesitam em tirar conclusões precipitadas ou em difundir seu conhecimento como se ele correspondesse à verdade. Admitem a própria ignorância em relação a muitas coisas. Porém, são capazes de usar sua compreensão do momento atual para viver da melhor forma possível.

 

 

Fonte: livro “Pura Sabedoria – Coisas simples que transformam o dia a dia”, de Dean Cunningham – Integrare Editora

 

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