Sem meritocracia não há educação

Os pais não podem ter pruridos para colocar em prática a meritocracia – é essa a porção de amor que ficou faltando para esses jovens. Quando eles nasceram, ganharam um amor dadivoso, gratuito.

Não tinham mérito nenhum para recebê-lo, mas ganharam simplesmente porque são filhos. Quando tiveram idade para aprender, passaram a necessitar de outro tipo de afeto – o amor que ensina. Porém, toda vez que não colocaram em prática os ensinamentos que estavam recebendo, foram poupados do amor que exige – ou seja, os pais optaram por ensinar outra vez o que já haviam ensinado quando deveriam ter exigido que fizessem o que lhes for a ensinado.

Na época, os pais nem percebiam que estavam errando, talvez até pensassem que estivessem fazendo o melhor possível repetindo o ensinamento. A atitude de ensinar outra vez sem que o filho tente fazer o que aprendeu é negar a primeira lição, é não passar da primeira fase do aprendizado. Isso porque, ao ser exigida, a criança descobre na ação a sua responsabilidade. Quem nada faz, por nada responde.

 

            Promessas podem ser lançadas ao vento e palavras não supõem responsabilidade. O que realmente possui mérito é a ação prática, são os resultados.

 

Fonte: livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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