Persistência: até que ponto devemos insistir?

A persistência é a capacidade de insistir numa tarefa quando a maré não está favorável. Todos nós conhecemos pessoas que iniciam uma atividade e a interrompem diante do primeiro obstáculo que lhes aparece à frente.

 

          A maioria das pessoas renuncia a atividades e projetos. Não têm a perseverança necessária para atingir suas metas. O que as atrapalha talvez seja o desejo de obter resultados rápidos. Hoje em dia, as pessoas querem resultados instantâneos. O verdadeiro progresso, contudo, só acontece por meio da repetição incessante e de um esforço concentrado visando o aperfeiçoamento. São necessários tempo e trabalho duro para dominar uma habilidade. Não existem atalhos. Portanto, se você não dispõe de tempo, não espere obter resultados.

          A paciência e a persistência caminham de mãos dadas. Elas são como o yin e o yang do comprometimento. A paciência é uma qualidade passiva; a persistência é mais ativa. Se você deseja se destacar em meio ao grupo, mantenha-se firme em seu propósito até o fim. Essa é a parte ativa do comprometimento. Não desanime caso os resultados não apareçam imediatamente. Esse é o elemento passivo. O fato de a melhora estar acontecendo de maneira lenta não é relevante, o que importa é continuar. Siga praticando, mesmo quando tiver a sensação de que não está chegando a parte nenhuma. Esse é o caminho para atingir o melhor desempenho.

          O resultado virá, provavelmente, quando você menos esperar. Portanto, continue com suas atividades. Dito isso, é importante não se deixar perturbar com esse conceito. Às vezes, é necessário saber o momento de parar. Se, apesar de seus esforços, você tiver a sensação de estar regredindo ou de não sair do mesmo ponto, é sinal de que deve descansar.

Se o descanso não lhe permitir alguma recuperação, talvez você esteja no caminho errado. Considere a hipótese de iniciar outra atividade mais adequada aos seus talentos naturais. Certamente, se você for uma pessoa ambiciosa e determinada, não será fácil saber o momento de parar. Porém, não se deixe levar pelo orgulho ou pela obstinação.

Pergunte-se, com sinceridade, se está desistindo pelas razões certas. Então, terá a resposta. É claro que as pessoas não gostam de desistir das atividades. Mas não há nenhum sentido em continuar uma atividade inapropriada para você.

 

 

Fonte: livro “Viva com Sabedoria – Coisas simples que transformam o dia a dia”, de Dean Cunningham – Integrare Editora

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