SOMENTE humano?

Um pesquisa que tenho realizado durante os últimos trinta e cinco anos e, em cinquenta países diferentes, pede que as pessoas se imaginem na seguinte situação:

Eles “terminaram” uma atribuição no trabalho e os resultados foram total e incontestavelmente desastrosos. Tentam se esquivar da responsabilidade dando algumas desculpas tradicionais para a falha: “Eles não me mandaram um e-mail a tempo”, “Precisei ir ao médico exatamente no momento mais crucial do projeto”,

“Foi culpa deles. Se os sistemas de informação desta companhia tivessem sido bem gerenciados, tudo teria corrido bem”, “Meu chefe não deixou fazer a tarefa da maneira como sugeri”, e assim por diante.

Depois, é pedido que imaginem que, apesar de todas as desculpas brilhantes, eles acabam ficando acuados e precisam admitir que toda a catástrofe é, na verdade, responsabilidade deles.

Finalmente, pedimos que completem a frase de “admissão de culpa” que as pessoas normalmente usam: “Tudo bem, tudo bem, foi minha culpa. Mas o que você esperava? Eu sou…!”.

Em todos os grupos pesquisados, em todos os países, em todas as línguas, a frase unânime usada para completar a sentença acima foi “… somente humano!”.

Por mais engraçado que isso possa parecer, é um reflexo do mito mundial e seriamente errado de que nós humanos somos, de alguma forma, fundamentalmente inadequados e defeituosos, e é por isso que somos responsáveis por uma enorme lista de “enganos” e “falhas”.

Em outra perspectiva do cenário descrito acima, considere estes opostos: você fez um trabalho maravilhoso. As pessoas estão começando a lhe chamar de “extraordinário, maravilhoso, incrível, um gênio, brilhante” e a descrever seu trabalho como “notável, o melhor que eles já viram, incrível e sem paralelos em sua excelência”. Por algum tempo, você segue as rotinas tradicionais da negação, mas, no final, acaba admitindo sua excelência.

Quantas vezes você viu ou viveu situações de orgulho, seguidas da seguinte frase: “Sim! Eu sou brilhante, eu sou um gênio e o trabalho que eu fiz é realmente incrível – tão incrível que surpreendeu até a mim! E a razão para isso é que eu sou humano!”. Provavelmente nunca.

Porém, é esse segundo cenário que é o mais natural e apropriado dos dois.

Os seres humanos são, na verdade, uma criação extraordinária e, muitos diriam, milagrosa. Longe de ser uma admissão de falha, ser “somente humano” é uma frase incrível! Precisamos entender como nossos cérebros operam, com o intuito de aproveitar ao máximo nossas extraordinárias capacidades.

Fonte: trecho do livro “Use Sua Mente – Como desenvolver o poder do seu Cérebro”, Tony Buzan  – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

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