Contraceptivos – Qual o melhor?

Os principais parâmetros para determinar a escolha de um anticoncepcional na adolescência são: eficácia, reversibilidade, ausência de efeitos colaterais, facilidade de uso e preço acessível. Aplicando esses critérios aos principais métodos disponíveis, vamos perceber quais se adequam melhor às necessidades da jovem mulher:

 

• Pílulas anticoncepcionais (comprimidos compostos de hormônios sintéticos que impedem a ovulação). São os mais recomendados pela facilidade de uso. Elas funcionam imitando a gravidez em um processo que consiste em bloquear a produção de estrógeno e progesterona. Ao introduzir na corrente sanguínea “substitutos sintéticos” para esses hormônios, as pílulas enganam o cérebro, que deixa de enviar estímulos aos ovários para produzi-los de forma natural. As de última geração apresentam dosagens hormonais extremamente baixas. Em comparação com as pioneiras, não oferecem riscos à saúde e ainda trazem benefícios: reduzem a tensão pré-menstrual e as cólicas, protegem contra endometriose, câncer de útero e dos ovários, favorecem a regularidade menstrual e ainda melhoram a acne.

 • DIU (dispositivo intrauterino que impossibilita a fertilização e a implantação do ovo). Há 3 décadas acompanho o uso desse método. A sua melhor indicação seria em pacientes acima de 30 anos que já engravidaram. Em jovens contraindicaria, pelo fato de aumentar o fluxo sanguíneo durante a menstruação, podendo facilitar com o decorrer dos ciclos a endometriose e comprometendo a fertilidade futura.

 • Métodos de barreira (o condom, preservativo ou camisinha). Este método tem a vantagem de prevenir doenças sexualmente transmissíveis e não oferece complicações, mas nem sempre é aceito pelos parceiros; além disso, é preciso orientação adequada quanto à forma de utilizá-lo. Quando a adolescente recusa outros métodos por julgá-los pouco naturais e não sente pudor de manipular os genitais, a alternativa recomendada é o diafragma, uma cúpula de borracha que cobre a entrada do útero.

 • Métodos de abstinência periódica (tabelinha, observação do muco ou da temperatura basal). Não são recomendados porque fazem parte do “museu da contracepção”. E, como se não bastasse, esses métodos requerem disciplina e motivação, qualidades nem sempre encontradas nas adolescentes, que tendem a considerá-los pouco românticos.

 • Coito interrompido (retirada do pênis da vagina antes da ejaculação). Embora muito utilizado, nunca é indicado, devido ao alto índice de falhas e também por dificultar o relaxamento e o orgasmo.

 • Pílula do dia seguinte. Composta de alta dose de estrógenos, é recomendada em casos de estupro ou sexo sem proteção. Para ser eficaz, deve começar a ser tomada nas primeiras 48 horas após a relação sexual. Não deve ser usada no cotidiano.

 

Fonte: trecho do livro “Mulher – Um projeto sem data de validade”, de Malcolm Montgomery – Integrare Editora 

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