Estratégias para ser feliz?

maio 20, 2011

A maioria das pessoas se coloca à espera de uma boa razão para ser feliz; só então elas optam por ficar contentes. Na verdade, é possível criar um estado de felicidade a qualquer momento que desejar.

No entanto, ser feliz pelo simples prazer da felicidade requer algumas estratégias. Esta seção tem o intuito de apresentar alguns passos iniciais. Não fique analisando estas perguntas. Apenas responda sim ou não.

Imagino que tenha respondido sim à maioria das questões. Essas perguntas simples têm a mera intenção de fazê-lo começar a pensar que você tem, de fato, a possibilidade de escolher. Tal escolha torna-se ainda mais clara no momento em que você dispõe das ferramentas adequadas.

Fonte: Trecho do livro “Mude – Como ajustar seu ponto de vista e tirar o melhor de todas as situações, de Michael Heppell – Integrare Editora”

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A raiz da prisão de ventre…

maio 19, 2011

Eis um exemplo bem típico de diferenças na educação entre os sexos que acabam gerando problemas para a mulher. É importante não só valorizar o corpo, mas tudo o que ele fabrica. As fezes, a urina, as secreções do nariz ou dos ouvidos não podem ser encaradas como coisas horrorosas.

Para a criança pequena, tudo o que sai do seu corpo é parte dela. Seu cocô é muito importante. Se aprender que aquilo causa nojo aos pais, ela poderá ter dificuldade em aceitar os produtos corporais e, mais tarde, desvalorizar até mesmo o leite que sai dos seus seios para alimentar seu bebê. Qualquer secreção vaginal será vista com temor. Evacuar passará a ser um grave problema.

O ato de eliminar as fezes é muito natural para a criança pequena. Trata-se de um reflexo simples: um estímulo avisa que o intestino está cheio e, então, ela o esvazia, onde estiver. À medida que vai crescendo, e o cérebro e os centros informativos da medula se desenvolvem, a criança aprende a inibir o reflexo. Seus pais ensinam que ela não pode fazer cocô em qualquer lugar, só no banheiro. Então, ela se senta no vaso sanitário, relaxa, facilita o reflexo e as fezes são expelidas. Passa a ser um reflexo condicionado. Esse processo também tinha tudo para ser natural.

Depois dos 3 ou 4 anos, com maior domínio dos centros nervosos superiores, fatores de ordem psicológica (como a censura, localizada no cérebro superior) começam a inibir ou a facilitar o reflexo (que está no cérebro mais primitivo). E, assim, aos 5 anos, a menina faz uma viagem com a amiguinha e, por vergonha, prende o intestino. Não quer deixar o banheiro cheirando mal. Alguém pode usar em seguida e isso é desagradável.

Os meninos não têm esse tipo de escrúpulo. O cocô pode ser fedido, grande ou pequeno. Nada disso os intimida. Pelo contrário. Adoram soltar gases para chamar a atenção. Quanto pior o cheiro, melhor!

As meninas têm de fazer cocô cor-de-rosa e com um cheirinho agradável. Só que as fezes sempre são feias e cheiram mal.

Outro drama diz respeito ao vaso sanitário. Todos, menos o de sua casa, parecem esconder um monstro capaz de infeccioná-la com perigosíssimas bactérias que podem complicar a sua vida sexual e arruinar suas possibilidades de ser mãe.

Assim, o reflexo vem, a menina o inibe; depois de duas horas ele retorna, ela o inibe outra vez e passa aquele fim de semana sem usar o banheiro. Só faz cocô ao voltar para casa. Se a viagem durar uma semana, serão sete dias sem defecar!

Banheiro público ela não usa de jeito algum, pois tem medo de contrair doenças. “Afinal, mamãe me falou que quando eu crescer posso até engravidar em um banheiro público.”

Com o tempo, o reflexo é abolido e deixa de ser pressentido. Em outras palavras, seu corpo sensorial é negado e ela passa a ter constipação intestinal. Só laxante, mamão e ameixas — e às vezes nem isso — conseguem estimular, de forma anormal, seu intestino, que já não funciona mais por si só.

O mesmo pode suceder com o orgasmo, outro reflexo simples. A respiração acelerada, a vagina intumescida, está tudo pronto para o desfecho, mas um comando de origem psicogênica (a censura) inibe o prazer. O processo educacional iniciado na infância para diferenciar o homem da mulher pode fazer com que o “organismo” guarde coisas para o futuro.

A deseducação do corpo sensorial pode ser revertida, com o tempo e as vivências, mas, em um grande número de mulheres, causa sequelas que às vezes permanecem até a velhice. Uma psicoterapia pode ser necessária para aprender a lidar com essas cicatrizes.

Fonte: trecho do livro “Mulher – Um projeto sem data de validade”, de Malcolm Montgomery – Integrare Editora


Quando meu bebê vai dormir a noite inteira?

maio 18, 2011

O sono ou a falta de sono é uma das maiores preocupações dos pais. Depois da pergunta: “Meu bebê é saudável?”, a segunda questão mais comum é: “Quando meu bebê vai dormir a noite inteira ininterruptamente?”. A resposta é… Nunca.

O sono não é um processo contínuo. Tente lembrar como você dormiu a noite passada. No fim de todos os seus ciclos noturnos, você acordou (pelo menos cinco ou seis vezes por noite), aconchegou-se, virou do outro lado e pegou no sono novamente. A mesma coisa acontece com seu bebê, só que, para ele, aconchegar-se significa sugar. Isso começa logo após o nascimento. Se for um bebê recém-nascido, todas as vezes que ele acorda do sono leve, você dá de mamar ou o embala, o que o faz dormir novamente. Depois das primeiras dez vezes, ele já espera que você o reconforte todas as vezes que ele acordar no final do ciclo do sono dele. Quando as pessoas deixam a etapa em que são reconfortadas pela mãe para dormir de novo e passam para a etapa em que são capazes de se aconchegarem sozinhas? Essa é a pergunta que vale 10 mil reais. Porém, quando isso acontecer, seu filho vai “dormir a noite inteira”.

Fonte: Trecho do livro “The New Basics – O que você precisa saber para cuidar bem de seu filho, de A a Z”, de  Michel Cohen – Integrare Editora


Negócios x Valor

maio 17, 2011

Na ânsia de oferecer mais aos seus clientes, vendedores tentam antever as suas necessidades e desejos, esquecendo de lhes  perguntar sobre o quê efetivamente, constitui-se valor para eles. E o resultado, não raras vezes, são percepções insatisfeitas, atendimentos inadequados e rejeições futuras à marca, produto ou serviço.

Construir e comunicar valor para o cliente é tão fundamental quanto saber o que realmente significa valor para ele. Emergir necessidade e desejos e, sobre elas, estruturar uma oferta que atendam a essas demandas faz-se lição primeira para quem pretenda conquistar e, sobretudo, encantar seu cliente.

Fonte: Trecho de texto de Carlos Alberto Carvalho Filho publicado pela revista “Tomorrow” – Abril de 2011


Ai, que preguiça!

maio 16, 2011

Caro leitor, você tem três alternativas para dizer de quem é a frase acima: (a) de Macunaíma, o herói sem caráter do Mário de Andrade, que se nega a levantar da rede; (b) do seu sobrinho adolescente, quando recebe uma ordem expressa para arrumar o quarto; (c) de qualquer ser humano diante de uma tarefa que não lhe dá prazer ou que ele considera inútil.

Se você respondeu (d) todas as anteriores, parabéns! Você acertou. A preguiça é companheira de todos nós, e não apenas dos adolescentes e dos macunaímas da vida. Ela é comum, constante e diária. Ela é uma espécie de defesa contra a realização de trabalhos ou atividades, e ocorre porque temos um comando central que insiste em economizar energia. Esse mecanismo é uma herança de nossos ancestrais — na época deles, era muito difícil abastecer a despensa.

Quanto menos energia gastarmos, menos necessidade teremos de ir à luta, caçar ou saquear. E, como essas coisas têm lá seus perigos, é prudente evitá-las. É melhor ficar descansando, economizando energia para as necessidades vitais. Daí surge a tal da preguiça, sussurrando em nosso ouvido para que fiquemos quietinhos, fazendo, de preferência, absolutamente nada.

Atualmente não precisamos mais mobilizar grandes esforços físicos para obter alimento. Basta ir à geladeira ou, no máximo, ao supermercado. Desenvolvemos uma organização social que tem como virtude e objetivo facilitar a vida do ser humano. Temos ao alcance de nossas mãos — e de nosso dinheiro — as benesses da ciência, a tecnologia, os serviços prestados por profissionais que ganham para isso, a organização e os métodos que reduzem esforços, e assim por diante. É assombrosamente mais simples viver hoje do que na época de nossos avós, por exemplo (o que, para a História, não significa nada — é apenas um instante transcorrido).

Imagine a trabalheira que se tinha para, por exemplo, simplesmente viver, quando o Brasil foi descoberto. Como não havia refrigeração, os alimentos não podiam ser armazenados a não ser com a adição de especiarias, e por um período muito mais curto do que é possível hoje. A tecnologia de comunicação era o mensageiro, a de transporte era o lombo do animal, a de aquecimento era a lenha. Isso sem tentar explicar o que era viver sem água encanada e sem esgoto.

Certa vez, em Portugal, visitei o castelo em que vivia Dom João VI antes de mudar-se com a corte para o Brasil, fugindo de Napoleão. Foi quando conheci o verdadeiro trono, que lhe fazia uma imensa falta no Rio de Janeiro de 1808. É uma cadeira ornada, com os braços almofadados, as armas imperiais ostentadas no espaldar e — imagine só — um buraco no assento. É isso mesmo que você está pensando: trata-se de um “trono sanitário”, cujo recipiente inferior, após o uso real, devia ser esvaziado por um servo especializado. Sinceramente… ai, que preguiça!

Fonte: trecho do livro “Caminhos da Mudança – Reflexões sobre um mundo impermanente e sobre as mudanças “de dentro para fora”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora


Fiquei profundamente ofendido com o que você disse

maio 13, 2011

Fonte: trecho do livro “Viva com Sabedoria – Uma viagem que parte da raiva com destino à paz e ao perdão”, de Mike George – Integrare Editora


Gravidez: Cuidado com as drogas!

maio 12, 2011

Embora a placenta funcione como filtro, impedindo que algumas substâncias nocivas presentes no sangue materno atinjam a circulação do feto, várias substâncias conseguem atravessar a barreira placentária, prejudicando o bem-estar, a saúde e até mesmo provocando malformações. Na literatura médica, encontram- se muitas informações sobre os efeitos nocivos de quase todas as drogas sobre o feto. Em termos de medicamentos, há os que não prejudicam a formação do feto, mas há os que precisam ser evitados porque podem causar problemas sérios. Por isso, é essencial que a grávida não se automedique e, se possível, evite qualquer remédio nos dois primeiros meses de gestação; os medicamentos receitados durante a gravidez devem levar em consideração os benefícios e os riscos. Portanto, é indispensável consultar o médico antes de tomar qualquer medicação. É importante também ter noção dos efeitos nocivos que alguns tóxicos usados em nossa sociedade têm sobre o feto.

1 ) Fumo – o hábito de fumar durante a gestação está associado ao retardo do crescimento fetal e ao aumento da mortalidade tanto na vida intrauterina como logo após o parto; uma das principais razões é a maior ocorrência de placenta prévia e de descolamento prematuro da placenta, com dificuldades no transporte de oxigênio por causa da presença da nicotina. É importante parar de fumar pelo menos oito semanas antes do parto.

2 ) Álcool – o alcoolismo na gravidez prejudica a saúde da criança de várias maneiras: retardo do desenvolvimento pré e pós-natal; comprometimento do desenvolvimento intelectual; cabeça menor do que o normal; olhos de tamanho diminuído; queixo pequeno; defeitos nas articulações e no coração. A mulher que ingere cerca de 100 ml de álcool por dia tem 50% de chance de ter um filho com algumas ou todas essas anomalias.

3 ) Café – até o “inocente” cafezinho está sob suspeita. É claro que não se chega ao exagero de condenar uma pequena xícara por dia, mas as grandes bebedoras de café (acima de quatro xícaras diárias) apresentam maior incidência de parto prematuro.

4 ) Maconha – mulheres que fumam cinco ou mais cigarros por semana são consideradas usuárias. Esse grupo apresenta filhos com maior incidência de peso insuficiente, trabalho de parto mais demorado e maior índice de reanimação dos recém-nascidos, que, às vezes, apresentam tremores e contrações musculares nos primeiros dias.

5 ) LSD – há casos de bebês que nasceram com membros encurtados, sem olhos e sem cérebro. O homem usuário de LSD também pode gerar filhos malformados, mesmo quando a mãe não faz uso de drogas.

6 ) Cocaína – as mães viciadas no uso do “pó” estão sujeitas a ter filhos com o crânio pequeno, partos prematuros com bebês de baixo peso e descolamento prematuro da placenta.

7 ) Heroína – os filhos de mães dependentes dessa droga apresentam acentuados distúrbios de comportamento, são hipercinéticos e apresentam dificuldade de concentração.

8 ) Vitaminas – o uso genérico de vitaminas está na moda, mas há o perigo da hipervitaminose. O cuidado maior deve ser com a vitamina A (ácido retinóico), amplamente empregada em produtos cosméticos; quando se associa com a ingestão oral, pode provocar malformações do feto.

9 ) Tóxicos ambientais – os agrotóxicos estão relacionados com a maior incidência de abortos, morte fetal, retardo do crescimento intrauterino, baixa de imunidade e atraso do desenvolvimento das crianças.

O chumbo (poluição da gasolina) é acusado de provocar aborto espontâneo e esterilidade; o envenenamento por mercúrio (por causa de dejetos de indústrias químicas lançados nos rios contaminando peixes, mariscos e camarões) pode causar paralisia cerebral na criança, além de deformidades cranianas, abortos e aumento da mortalidade fetal e perinatal. A associação entre intoxicação por mercúrio e uso de álcool ou fumo potencializa os danos ao feto.

As pesquisas mais recentes sobre o efeito das drogas lícitas e ilícitas no desenvolvimento cerebral revelam que a presença de neurotoxinas prejudica a formação dos circuitos neuronais no feto e no bebê, interferindo no funcionamento dos genes, de algumas proteínas e outras pequenas moléculas que moldam a arquitetura do cérebro: elas estão contidas no ambiente (chumbo e mercúrio) e também na nicotina, no álcool e na cocaína.

Fonte: trecho do livro “Nós estamos grávidos”, de Maria Tereza Maldonado e Júlio Dickstein – Integrare Editora 


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