As aparências enganam

Conhece aquela moça que é a alma da festa? Pois é, é ela mesma. Certa vez, no consultório, ela me confidenciou a sua dificuldade em ter orgasmo com o namorado por falta de coragem para se comunicar.

Para ele, demonstra orgasmos cósmicos. Sozinha, no seu quarto, chora suas tristezas e, em público, ilumina-se como uma lâmpada de mil watts.

Quando era criança, ela usou um vestidinho alegre para ganhar o amor e a aprovação dos pais; hoje, aos 23 anos, ainda não se libertou desse script, ainda desempenha esse papel, ainda quer aprovação! Parece ser essa a única forma de sua sexualidade e de sua feminilidade serem aceitas por um homem.

E, assim, o velho ditado “As aparências enganam” outra vez é confirmado.

Mais vale uma gordinha feliz e orgásmica do que uma Marilyn Monroe infeliz, deprimida e suicida.

Chico Buarque e Edu Lobo ilustram as inseguranças quanto aos supostos “defeitos do corpo” na música “A Ciranda da Bailarina”:

Mas, procurando bem, até a bailarina tem!

 

Fonte: “Mulher – Um projeto sem data de validade”, de Malcolm Montgomery – Integrare Editora

 

 

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