Atenção vigilante

 

Descobrir talentos naturais, se analisarmos bem, não é um bicho de sete cabeças. É lógico que requer certo desprendimento discernir aquilo em que somos bons de outros atributos em que somos deficientes, mas não se trata de algo muito complicado. É um movimento reflexivo e analítico, e requer paciência. Contudo, plenamente, exequível a qualquer mortal. E, nisso, o autoconhecimento é essencial. Sem ele não conseguimos chegar a essas constatações.

Recentemente, li um livro escrito pela parceria entre Tenzin Gyatso, a 14ª santidade budista Dalai Lama – há cinquenta anos à frente do povo tibetano – e o consultor Laurens van den Muyzenberg, intitulado Liderança para um mundo melhor.

Os autores sugerem que tenhamos como objetivos de autoconhecimento a capacidade de desenvolver o que chamam de atenção vigilante, definida como um estado de conscientização atenta e plena dos próprios atos, pensamento e motivação, num trabalho profundo de observação de si mesmo, da realidade interna.

Carlos Alberto Carvalho Filho, em “Você é o Cara”

Ilustração de “Cria Ideias”

 

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