Como contribuir para a atuação de uma personalidade competitiva e criativa?

Em 1927, Erik Erikson, um jovem artista plástico alemão conheceu, em Viena, uma moça chamada Anna Freud. Por influência dela, fixou-se na cidade como professor de artes, mas ingressou, como paciente, no mundo fantástico da psicanálise, que havia, como sabemos, sido desenvolvido pelo pai da moça. Seu interesse pela alma humana foi tanto que sua imersão o levou a transformar-se, ele mesmo, em um psicanalista, desviando o rumo de sua vida. Anos depois, Erikson migrou para os Estados Unidos, onde veio a ser um eminente pesquisador e professor das Universidades de Harvard, Yale e Berkeley.

 O centro de interesse de Erikson era o que acabou por receber a denominação de força do ego. Ele debruçou-se sobre o estudo de qualidades humanas como autoestima, gosto pela vida, empatia, compromisso com a realidade e autodomínio. A ele devemos a ampliação dos estágios da evolução da personalidade, criado pelo pai de sua protetora. Enquanto Freud se preocupava com a formação da personalidade na criança e no jovem, o adulto maduro, chegando ao idoso, que teria como destino não a senilidade, mas a sabedoria.

 O que o psicanalista queria descobrir, em outras palavras, é o Cara que existe dentro de todas as pessoas, mas que muitas vezes está aprisionado pelas paredes invisíveis de uma autoapreciação sabotada pela terceira força, o Superego, o controle social, a educação opressora, as imposições limitadoras do ambiente. Ainda que tais controles sejam absolutamente necessários à criação de um Ego saudável, amiúde desempenham o poder maléfico de diminuir a força interior que poderia gerar uma vida produtiva, colaborativa e feliz. Erik Erikson, que morreu em 1994, teria se deliciado com este livro.

 
A leitura cuidadosa de Você é o Cara pode, sim, contribuir (comigo contribuiu) para a atuação de uma personalidade competitiva e cooperativa, tarefa a que todos nos entregamos constantemente. E, o melhor, o leitor fará isso percorrendo um texto que combina leveza com profundidade, experiência pessoal com literatura especializada e, como cereja do bolo (sem exagero), razão e emoção na medida certa.

 Eugenio Mussak – Educador e Escritor

Parte retirado do Prefácio do livro “Você é o Cara”

Clique aqui para ler o primeiro capítulo

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