Içami Tiba fala sobre os desafios de educar na nova versão de Adolescentes: Quem Ama, Educa!

dezembro 21, 2010

Atualizada e ampliada, a versão discute as dificuldades de educar filhos em uma sociedade que tenta aprender a lidar com a força das mídias sociais, com a falta de tempo e com as questões inerentes à adolescência

Link para o 1º capítulo do livro: http://www.integrareeditora.com.br/imp_download/u31g0t9v0k_capitulo1_quem_ama.pdf

A nova versão do best-seller – cuja primeira publicação acaba de completar cinco anos com mais de 500 mil exemplares vendidos, pela Integrare Editora – chega às livrarias de todo o País totalmente atualizada e ampliada. A obra apresenta aos pais e educadores meios para lidarem com seus filhos e alunos, sugestões para formar cidadãos éticos e responsáveis e propõe caminhos para interagir melhor com a Geração Y – a nova geração de adolescentes que começa a ingressar no mercado de trabalho. O autor sugere ainda como administrar conflitos considerados naturais durante esta fase. O importante, segundo o especialista, é evitar que eles se transformem em confrontos, que são justamente a imposição de uma ideia sobre a outra.

 Nesta nova edição, dr. Tiba explica que a necessidade de atualizar o livro surgiu a partir do processo da mudança evolutiva da sociedade globalizada: “nesta atualização eu deposito esperanças de que os mais belos, mesmo que ferrenhos conflitos, sejam resolvidos; as dúvidas e diferenças esclarecidas, os conhecimentos sejam multiplicados – para que todas as gerações possam voar juntas.”  O autor insiste nos objetivos de fazer do filho um cidadão ético e feliz para que os pais se tornem materialmente desnecessários, porém afetivamente importantes.

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Um pouco sobre o Conflito de Gerações, por Içami Tiba

dezembro 20, 2010

Os educadores em geral, pais e professores, estão encontrando muitas dificuldades para educar seus filhos e alunos, da mesma forma como sofre o vasto mundo corporativo para absorver tais mentes, geradoras da nova mão de obra para o século XXI. Tal dificuldade perturba os transmissores de ensinamentos, pois seus aprendizes e trainnes têm visão de conhecimentos e comportamento muito diferentes dos que eles tinham na juventude.

 São grandes e estruturais as diferenças entre a Geração dos Baby Boomers (nascidos entre 1945, pós-guerra, e 1960) e a Geração “X” (filhos da geração anterior, nascidos de 1960 a 1980) em relação aos representantes da atual geração – que estão chegando à vida produtiva, mas em convivência com as gerações anteriores, os quais ainda detêm o poder econômico, político, militar, familiar, educacional. Não raro conflitos transformam-se em confrontos. Conflitos podem levar a composições entre diferenças; porém, confrontos levam à imposição de artifícios para aniquilar ambas as partes.

Sabia Mais


Equilíbrio entre a Razão e o Sentimento. Chegou a hora?

dezembro 17, 2010

No início do século XVIII, a conexão natural entre o pensar e o sentir, própria da condição humana, foi substituída pelo imperativo da razão. Esse não era exatamente o propósito dos iluministas: o que se desejava era valorizar a razão como contraponto ao misticismo, e não ao sentimento.

Na atualidade vivemos um verdadeiro paradadoxo, em que os componentes essenciais do ser humano foram colocados um contra o outro, como se fossem inimigos. É necessário ser lógico para fazer ciência, para aprender profissões, abrir empresas, pensar estrategicamente e resolver as questões de ordem prática. Para isso é necessário o pensamento racional.

Entretanto, pelos mesmos motivos, precisamos também lançar mão da criatividade, estabelecer relações duradouras e profícuas, motivar e inspirar pessoas em direção a causas nobres, inovar em nossos ofícios e colaborar com a sociedade. E nada disso se faz sem abrir espaço para os sentimentos.

Sendo assim, já é hora de a humanidade reencontrar o equilíbrio entre a razão e o sentimento.

Eugenio Mussak


Minhas crises cotidianas

dezembro 16, 2010

Para aprender a lidar com as crises temos de perceber que nada na vida é definitivo e que o tempo será o recurso mais útil para acalmar o espírito, apagar as mágoas e limpar o arquivo do sofrimento.

Neste exato momento está havendo uma crise no mundo. Mas o que eu tenho com isso? Será que uma pessoa comum como eu, que não tem nenhum poder sobre a economia (nem brasileira, quanto mais mundial), que não pode influenciar as grandes decisões políticas, que não pode fazer nada para mudar o que está acontecendo, tem alguma coisa a ver com a crise?

Para responder essa pergunta vamos fazer uma rápida revisão do conceito de crise. Comecemos pela etimologia: a palavra crise deriva do grego krisis, que significa decisão. Só de saber a origem da palavra percebemos que ela tem a ver com todos, pois não há quem não tenha que tomar uma decisão na vida, a não ser o que não querem mandar em seu próprio destino.

Além disso, temos de entender que uma crise pode surgir por, pelo menos, três motivos diferentes: uma situação inesperada, um fato provocado ou uma condição natural.

Preciso dizer o que sinto (pg. 36), de Eugenio Mussak


Acompanhe o bate-papo com Eugenio Mussak

dezembro 15, 2010

Você acha que podemos equilibrar a razão e a emoção?

Sim, e essa é a principal qualidade das personalidades estruturadas.                                                                                                    Não é possível dispensar a emoção, assim como não é prudente desconsiderar a razão. A visão filosófica é que temos, em nossos espíritos, habitando dois deuses complementares: Apolo e Dionísio. Só o apoio de um ao outro, o respeito mútuo e o incentivo ao desenvolvimento entre ambos é que vai nos permitir construir uma vida plena. Infelizmente a sociedade moderna aprecia muito mais a razão do que a emoção, e isto estimula as pessoas a esconder seu lado emocional, em vez de desenvolver seu racional procurando o equilíbrio entre ambos. É necessário um esforço de autoconhecimento, uma imersão para o interior da alma para perceber que estamos voando mais com uma asa do que com a outra, por isso não paramos de fazer círculos e não vamos para frente. Espero que o meu novo livro, Preciso dizer o que sinto, que me deu um imenso prazer em produzir, ajude as pessoas a lidar melhor com seu emocional. Nem que isso seja uma decisão extremamente racional.

 Sim! Este mês você está lançando o seu novo livro! Como surgiu a ideia de escrevê-lo?

Eu tenho escrito muito sobre sentimentos em artigos publicados com frequência. Além disso, em meus trabalhos como professor e como consultor de algumas empresas, pude perceber a importância que as pessoas dão àquilo que sentem, apesar de, na imensa maioria das vezes, limitarem-se a dizer o que pensam. Ainda que haja uma imensa conexão entre pensamentos e sentimentos, sabemos que eles são feitos de diferentes matérias. Muitas vezes sonegamos nossas emoções com medo de parecermos ridículos, fracos ou sentimentais. Limitamo-nos a organizar nossa fala a partir de elementos da lógica, da razão pela razão. Entretanto, quando temos oportunidade ou coragem de expor nossos sentimentos, criamos uma relação elevada, sincera, muito mais produtiva com nosso interlocutor.

 E qual você considera a principal mensagem da obra?

A mensagem principal é que não é errado expor seus sentimentos, da mesma maneira como é correto explicar seus pensamentos lógicos. É justamente essa combinação que nos torna mais humanos, mais aptos à vida em sociedade, que tem suas regras, limites, controles, mas que precisa do bálsamo do sentimento, da emoção pura. Somos seres emocionais nos comunicando racionalmente. Isso não está errado, desde que a razão seja uma aliada dos sentimentos genuínos e não seu algoz. O livro trata dessa questão, em três dimensões: na relação consigo mesmo, com as outras pessoas e com os fatos da vida. Até a morte é colocada no contexto, pois com ela temos uma imensa relação de sentimento, que pode ser o medo ou a esperança. Dizer o que se sente ajuda a pessoa a se conhecer melhor, definindo seus limites e seus alcances.

 Entrevista feita por Heloizi Parra, Jornalista 


“Conheça mais sobre Eugenio Mussak”

dezembro 14, 2010

Crédito da foto: http://www.sapiensapiens.com.br/

Pense em um educador que detém o poder – e o magnetismo – de transmitir o mais profundo conhecimento do jeito mais simples possível: as palavras.

Este é Eugenio Mussak. Como define o filósofo e amigo Mario Sergio Cortella, “Eugenio é médico por formação, educador por devoção, escritor por doação e palestrante por opção”. Com pouco mais de uma década de atuação no mundo corporativo, Eugenio se tornou um dos “gurus” mais disputados do Brasil para desenvolver projetos de educação corporativa. Suas palestras e workshops repercutem em todo o País, sobretudo quando insiste na tese de que é preciso desenvolver pessoas melhores para criar empresas melhores.

Acredita que a educação é o meio para ensinar a pensar, e este é o passaporte para a liberdade, o valor essencial da vida digna.

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Preciso Dizer o que Sinto

dezembro 13, 2010

O mundo moderno valoriza o pensamento, a lógica, o racionalismo. Não há nada de errado nisso, a não ser o fato de que os sentimentos humanos – e não o pensamento – são a principal fonte da energia que move as pessoas em direção às suas realizações.

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