Acompanhe o bate-papo descontraído com Lígia Fascioni, autora do livro “DNA Empresarial”, lançamento da Integrare Editora

Qual dica você daria para quem está abrindo uma empresa?

Penso que o primeiro passo é o exercício de autoconhecimento; conhecer a identidade da empresa (seus atributos essenciais) e seus objetivos estratégicos (missão – para que a empresa existe, visão – que impacto ela quer causar, valores e princípios – quais são os seus limites). Depois disso, é importante definir o posicionamento que se vai assumir para a diferenciação no mercado. Os próximos passos dependerão desses primeiros.

Qual é a mensagem principal do seu novo livro?

Sem autoconhecimento é difícil manter a coerência das ações e comunicações dentro da empresa; saber quem se é, é fundamental para um crescimento estruturado e fundamentado em bases verdadeiras. Por isso, espero que o livro possa contribuir de alguma forma para que empreendedores, gestores, administradores, negociantes, funcionários e todas as pessoas envolvidas em algum tipo de negócio possam perceber coisas que demandei bastante tempo para ler, entender, aprender, compilar, adaptar e tentar tornar mais claras.

O que a motivou escrever um novo livro?

Após 10 anos trabalhando como engenheira eletricista na área de automação e controle industrial (ênfase em robótica) sentia-me desconfortável com a abordagem dada à questão do marketing, tanto nas empresas onde trabalhei efetivamente como naquelas com as quais tinha algum contato. Florianópolis, onde vivo, possui um pólo de tecnologia ainda incipiente, mas com um ponto decididamente valioso na disputa pelo mercado. É que Floripa tem o mais importante no negócio de tecnologia: o capital intelectual. Tem gente muito boa praticamente “pagando” para morar aqui. Há empreendedores do setor que escolheram esse lugar para se instalar e desenvolver equipamentos e softwares. Há incentivo a indústrias não poluentes e dois pólos tecnológicos com suas respectivas incubadoras. Há qualidade de vida (ainda). Mas então por que ainda não desabrochou a “Ilha da Tecnologia”?

Não quero correr o risco de simplificar uma questão tão complexa, pois os fatores são muitos e variados, com correntes defendendo um ou outro motivo definitivo e incontestável. Mas quero contribuir para essa conversa. De minha parte, penso que há problemas de comunicação empresarial e marketing. Vou ainda mais além: há problemas de gestão da identidade corporativa. Não são os únicos, é claro, mas colaboram em muito para dificultar as coisas.

Como ia dizendo, sentia-me desconfortável com esse estado de coisas, onde apenas desconfiava de que algo não se encaixava. Foi justamente por isso que busquei um curso de pós-graduação em marketing (mesmo tendo já concluído meu mestrado em automação e controle). Foi lá que as janelas se abriram para eu poder enxergar melhor: a abordagem estava toda invertida.

A fome de saber continuou mesmo após a conclusão do curso, e fui então fazer uma extensão em comunicação e propaganda. Em uma aula sobre concepção gráfica, fui apresentada aos conceitos básicos de design e então não parei mais. Estudei com afinco o tema até descobrir um doutorado em Gestão Integrada do Design na Universidade Federal de Santa Catarina. A minha tese versou sobre o estabelecimento de um índice que mede a diferença entre a imagem e a identidade corporativas nas empresas de tecnologia instaladas na região da grande Florianópolis, e durante esse trabalho descobri coisas interessantíssimas a respeito que quero compartilhar aqui.

Assim, este não é um livro sobre marketing, pois há muitos e ótimos volumes já publicados, além de excelentes profissionais disponíveis. É sobre identidade corporativa e sobre como o conhecimento dessa informação é de suma importância para a correta comunicação da empresa, além de se revelar uma excelente ferramenta de apoio à tomada de decisão.

Juntando tudo o que eu estudei com as necessidades que consegui identificar ao longo de alguns anos de trabalho, desenvolvi um método, chamado Gestão Integrada da Identidade Corporativa – GIIC – que pode ajudar as empresas a se conhecerem melhor e se apresentarem de maneira mais coerente.

Lígia Fascioni nasceu em Florianópolis, é Engenheira Eletricista, Mestre em Engenharia Elétrica na área de Automação e Controle Industrial, Especialista em Marketing e Doutora em Engenharia de Produção e Sistemas, na área de Gestão Integrada do Design. Em seu novo livro, DNA Empresarial (Integrare Editora), ela explica como a ferramenta Gestão Integrada da Identidade Corporativa (GIIC), pode ajudar as empresas a se conhecerem melhor e se apresentarem de maneira coerente.

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