Entrevista com Vitória Pamplona, co-autora do livro “Da gravidez à amamentação”, que há mais de 34 anos trabalha com grupo de gestantes

A psicóloga pernambucana Vitória Pamplona comanda há 34 anos um grupo de gestantes. No livro no qual é co-autora, Da gravidez à Amamentação, mostra a importância da presença da família e dos amigos durante a gestação e no pós-parto. Em entrevista, a especialista defende a importância de dar amor e limites ao mesmo tempo.

Por que unir especialidades distintas no mesmo livro?

Porque são assuntos profundamente interligados: a gravidez, o parto, o pós-parto e a amamentação. Durante toda gravidez a mãe é acompanhada por um obstetra que a orienta até o momento do parto. Após o parto o especialista passa a ser o pediatra que auxilia os pais nos cuidados com os bebês. A gestação é uma etapa bem difícil na vida do homem e da mulher, por isso é importante montar uma rede de apoio familiar que seja complementada por amigos e até profissionais como é o meu caso e unir profissionais que cuidem direta ou indiretamente das questões relacionadas a ela é uma proposta completa e inovadora.

Como surgiu a ideia do livro?

Há mais de 30 anos trabalho com um grupo de gestantes. Durante este período reuni um amplo material sobre o tema que está detalhado nos exemplares. O projeto inicial foi meu. Já tenho dois livros editados e esgotados – o primeiro livro é Gravidez e Parto: Dicas e Anotações, que escrevi com o obstetra Tomaz Pinheiro; e o segundo, Pós-Parto à amamentação com um pediatra Marcus Renato. Este também com edição esgotada. Após escrever essas duas obras sentamos e resolvemos atualizar e interligar todos os assuntos em um único livro que fosse da gravidez à amamentação.

E os depoimentos que compõem a obra? Como surgiu a ideia de inseri-los?


São depoimentos de familiares, amigos e pessoas próximas. Não houve critérios para selecioná-los. A ideia do livro é reunir propostas e sugestões que somem. Cada depoimento apresenta uma forma diferente que cada família encontrou para adaptar a nova vida com bebê. Mostram que os bebês são diferentes e cada família precisa encontrar a sua maneira de cuidá-los.

Qual o papel do psicólogo neste momento?

A sociedade exige que o pai e a mãe sejam perfeitos. As pessoas fazem pressão, mas ninguém para pensar que cada um deve fazer o melhor que puder. Principalmente a mulher que desempenha papéis como profissional, mulher, mãe e filha. Conciliar tantos papéis diferentes pode deixar a pessoa tensa. E até que a mulher perceba que é capaz de compreender isso precisa de muito apoio da família, dos amigos e dos profissionais que a incentivem. O importante é que a mulher entenda que pai e mãe não precisam ser perfeitos, precisam ser bons para darem amor e carinho.

Qual é o recado do livro?

Procuramos produzir um material, sem excesso de informação, mas que permitisse a interação, a troca de experiências. Além disso, é muito importante para a família saber a opinião de profissionais diferentes e entender que é preciso dar carinho, amor, e ser presente, mas, ao mesmo tempo impor limites e estar atento para não sufocar a criança.

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