“Hipnotizando Maria”, por Richard Bach

Os maiores mistérios são aqueles cujas respostas se encontram diante de nossos olhos. As melhores soluções são aquelas para as quais, de repente, nos damos conta de que sempre soubemos a resposta.
Criamos a nossa própria realidade?
Ou apenas nossas próprias aparências?
Do autor dos best-sellesrs “Fernão Capelo Gaivota” e “Ilusões”.
Uma história de descobertas, compreensão e expansão de horizontes.
 

Clique aqui e assista o vídeo elaborado para o livro: http://www.youtube.com/watch?v=x7lV80iWHVI
 

 

 

Voando com Richard Bach – Autor de “Fernão Capelo Gaivota” fala do novo livro e diz que a vida é um grande jogo de metáforas – por Kelly Souza (texto originalmente publicado no link http://www.revistadacultura.com.br:8090/revista/RC34/index2.asp?page=literatura

O americano Richard Bach pode não ser o nome mais lembrado quando o assunto envolve escritores-pilotos, posto ocupado pelo célebre Antoine de Saint-Exupéry (O pequeno príncipe). Mas sua relação com “as alturas” vai além da espiritualidade ou da autoajuda, estilo literário que o consagrou em mais de quatro décadas de literatura, com a publicação de 20 livros e vendas superiores a 60 milhões de exemplares.

Piloto de aviação da Força Área Americana durante o período de paz entre as guerras da Coréia e do Vietnã, o escritor nunca deixou os aviões de lado, mesmo após dar baixa do serviço para se dedicar à escrita. Seu best seller Fernão Capelo Gaivota, publicado em 1970, conta a história da ave que ultrapassa os próprios limites pelo simples prazer de voar. O sucesso da parábola parece ter reforçado a paixão do escritor pela aviação e voar tornou-se um dos assuntos mais frequentes em seus textos.

Fórmula que repete em Hipnotizando Maria, livro publicado em setembro de 2009 em 26 países e que acaba de ser lançado no Brasil. A obra traz um professor de aviação e piloto que ajuda uma mulher (Maria) a pousar um avião após seu marido, que pilotava a aeronave, perder a consciência. Questões metafísicas, filosóficas e espirituais são exploradas através da metáfora de pilotar.

Em entrevista exclusiva à Revista da Cultura, Bach explica que a linha que une sua literatura ao ato de voar está centrada no aprendizado. “Sou aluno lento, preciso de ajuda para entender quem eu sou. O avião coloca a teoria em prática e, para mim, a pressão do vento ao longo das asas faz-me lembrar de uma confiança que não posso ver e também que há um princípio que nos levará sempre a ousar e conhecer o nosso poder. Uma metáfora bastante simples: voando, uma verdade poderá nos guiar pela vida”, diz.

Nessa grande analogia, o escritor justifica que as pessoas não são delimitadas por espaço e tempo. “Aqueles que voam sentem como se fossem criaturas semiacabadas. Há outra parte que precisa sentir o que realmente somos: seres de espírito, não limitados à gravidade, às paredes, ao espaço e ao tempo. Para nós, a outra metade mágica é o avião, em toda sua vasta invenção. Sem o seu piloto, a máquina adormece. Sem o seu avião, o piloto também adormece. A combinação das duas partes unidas faz despertar um espírito no céu e as metades se tornam seres vivos, unificadas para superar todos os tipos de limitações.”

Em Hipnotizando Maria, Bach defende que vivemos em um mundo de aparências e de metáforas que precisam ser enxergadas para que possamos compreender a própria realidade. A grande problemática da questão é que nem sempre enxergamos o óbvio, apesar de as respostas estarem sempre diante de nossos olhos. Para isso, ele sugere o exercício do questionar: “Pode ser que aquelas não sejam as forças exteriores que me movem, mas somente sugestões para que eu aceite ou decline?”

“Quando percebemos que não vivemos em um mundo de coisas, mas de metáforas, não é tão difícil [enxergar]. Precisamos colar uma ideia no muro de nossa vida cotidiana e, de uma vez por todas, perceber que tudo é um jogo e que é divertido combinar as ideias que parecem ser difíceis. A cereja no topo do bolo é quando começamos a controlar o que aceitamos como verdade e usar essa força para nos ajudar a voar”, afirma.

Sobre as forças que o movem no mundo da literatura, Richard Bach diz que, por mais que deseje escrever seu último livro (como declarou várias vezes), há sempre alguma nova ideia puxando sua manga. “Às vezes, minhas histórias têm apelo para milhões de leitores; outras, para alguns poucos. Acho que meu trabalho é identificar e definir esses andarilhos, tão claramente quanto for possível, descobrindo todas as cores que suas asas revelam para deixá-los voar pela terra, por coincidência no ombro de alguém que anseie pelo arco-íris”, conclui.

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