A busca pelo equilíbrio: pensar precede o fazer, mas não adianta só pensar e não fazer. Por Içami Tiba

julho 21, 2014

Todo ser humano quer ser equilibrado e feliz. E a felicidade é um estado biopsicossocial bastante subjetivo. Isso significa que cada ser humano pode ter seu próprio critério de avaliação sobre o ser feliz.

 

O ser humano vive em dois mundos em constante interação: mundo interno e mundo externo.

O mundo interno é tudo o que está dentro do ser e é constituído por um tripé formado pelo que ele pensa (área mente), sente (área corpo) e percebe do ambiente ao seu redor (área percepção do ambiente).

O mundo externo é tudo o que ele percebe e com que se relaciona, mas está fora dele, formado por outro tripé, que são os relacionamentos (familiares e sociais), atividades (escola e trabalho) e seu ecossistema (território e pertences).

 

“Pensar precede o fazer, mas não adianta só pensar e não fazer. É a ação de nadar que me torna um nadador. Conhecimento é informação em ação. Para existir, preciso agir. “Penso, sinto e ajo, logo existo” é o modo como eu existo.”

 

Um pensamento pode criar uma ação, assim como uma ação pode gerar um pensamento. Toda ação busca o mundo externo. Portanto, ação e pensamento são uma interação dos mundos interno e externo.

Um pensamento, uma fantasia, um sonho, um devaneio podem gerar uma sensação física, um sentimento, uma emoção, e vice‐versa. Dessa forma, existe também uma interação entre os mundos externo e interno.

Se um filho (mundo externo) agride (ação) a mãe, seria natural ela sentir‐se mal (área corpo); mas, tão logo pensasse nos motivos da agressão (área mente), reagiria (ação para fora) respondendo a ela. Mas, se a mãe nada manifesta (não reação), a força que seria gasta para a reação acaba sendo gasta para se calar (reação que se volta para dentro). A agressividade engolida pode ser transformada em depressão.

Fica bem claro que não é o fato de ser agredida que deixa a mãe deprimida, mas a não reação dela à agressão recebida.

 

Fonte: livro “Adolescentes: Quem Ama, Educa!”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Ensine o seu filho a ter DISCIPLINA. Por Içami Tiba

julho 14, 2014

Antigamente, há 50 anos, a pessoa disciplinada era quem seguia as regras sem transgredi-las. Hoje é também a capacidade de terminar o que se compromete a fazer. A disciplina ensina a não parar no meio, não abandonar o que começou e começar nova atividade.

 

Primeiro a criança termina o que começou e depois começa qualquer outra atividade que quiser.

Naturalmente, as crianças não nascem com a disciplina comportamental, mas elas podem facilmente ser mais disciplinadas se obedecerem a seu ritmo fisiológico como âncoras da programação diária. O sono e a alimentação podem rapidamente adquirir um ritmo saudável, com horários que respeitem o ciclo da fome e do sono. Crianças bem nutridas e bem dormidas são mais tranquilas e conseguem esperar mais para realizar suas vontades, significando que não são tão impulsivas, imediatistas e egoístas quanto as crianças que querem comer a qualquer hora e não dormir (ou dormir) na hora em que quiserem (e não quando for melhor para o organismo, para elas e para todos).

 

 

Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Já não basta mais ser cidadão, precisa ser ético! Por Içami Tiba

julho 7, 2014

Qualquer que seja a família, o projeto racional de educação é de formar um cidadão ético. Já não basta mais ser cidadão, precisa ser ético. E educar, como se sustenta ao longo deste livro, não é simplesmente fazer o que já se sabe, mas atualizar, quebrando velhos modelos equivocados, dos quais cito alguns:

• Fazer pelo filho o que ele próprio pode fazer sozinho.

• Deixar de cobrar obrigações que ele tem que cumprir.

• Engolir contrariedades, respostas mal‐educadas, desrespeito aos outros.

• Permitir que o filho imponha suas inadequadas vontades a todos.

• Concordar com tudo o que o filho faz e fala só para não contrariá‐lo.

 

Os pais têm de ser coerentes entre si e não permitir que os filhos façam em casa o que não poderão fazer na sociedade; ao contrário, devem exigir que já façam em casa o que terão de fazer fora dela. Têm que ser constantes, isto é, uma vez dito um não, este não deve ser mantido, não ser transformado em sim. Pois quem quebra a disciplina dos filhos geralmente são os pais que não aguentam manter um não diante da pressão dos filhos.

Castigos não educam. O que educa são as consequências, a transformação do erro em aprendizado.

 

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Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Dividindo tarefas com os filhos! Você faz isso? Por Içami Tiba

junho 30, 2014

Mães saudáveis preparam os filhos para arcar com as suas responsabilidades. Com o passar dos anos, elas vão delegando à criança o poder de se cuidar. Essa autonomia pode dar ao filho a sensação de felicidade, aumentar sua autoestima e retroalimentar o sistema de recompensa. Felicidade ou saciedade que se ganha de mão beijada não aumenta a autoestima porque dispensa exatamente a capacidade de crescer em liberdade.

Isto, entretanto, é muito diferente de abandonar totalmente o filho para que ele se cuide sozinho. Uma criança abandonada afetivamente tem autoestima baixa e procura garantir-se por meio da exigência de saciedade em seus mínimos desejos. Torna-se intolerante diante das frustrações porque não tem dentro de si a força da autoestima saudável.

 

Geralmente, a criança pode fazer bem menos do que precisa fazer. Não importa. Nada é mais gratificante para ela do que a sensação de ser capaz de realizar algumas atividades, principalmente quando o benefício é para si mesma. Ela estampa no rosto um olhar de vitória quando consegue vestir a própria roupa, amarrar o tênis, pegar um copo de água. Como se cada realização fosse um aprendizado que vai servir de base para um outro desafio, uma nova realização!

 

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Fonte: livro “Disciplina – Limite na medida certa”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Desejar é diferente de precisar! Içami Tiba

junho 23, 2014

Os pais têm de ensinar a diferença entre precisar e desejar desde quando os filhos começam a entender o que se fala. “Você precisa comer!” é muito diferente de perguntar “Você quer comer?” A pergunta abre a possibilidade de o filho não comer. Os pais aceitam que não coma?

Se os pais ficam angustiados porque o filho não come, não devem perguntar, têm mais é que informar a necessidade de comer. Não precisa ficar bravo nem triste nem fazer agrados, carinhas e beiços. Perguntou? Tem de aguentar as respostas. “Você quer brincar?” é diferente de “Vá brincar lá fora!”. Querer algo sem arcar com responsabilidades consequentes não é sustentável. Nenhum cidadão pode curtir sua liberdade se não puder assumir as consequências dos seus atos.

 

Responsabilidade não é uma brincadeira opcional, é uma questão ética.

 

Se os pais levam tudo para a negociação, perdem a autoridade inerente à Educação Sustentável. Nesta, a primeira a ser mantida é a promessa feita. Se adormecer, tem de ser despertado. Responsabilidade não é uma brincadeira opcional, é uma questão ética. “Já que ele dormiu, ele fará amanhã!” não pode acontecer. Ele tem de despertar e fazer. Na próxima vez, fará com mais facilidade. Insustentável é a educação em que se confunde negociação com obrigação. As duas situações existem, cada uma tem seu valor, uma não vale mais que a outra, mas é questão de uso adequado ou não.

 

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Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora 

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Ensine o seu filho a cuidar de si mesmo! Por Içami Tiba

junho 17, 2014

Se um filho subisse sobre a mesa, fosse para a borda e lá ficasse em pé olhando para o chão, o que os pais fariam? Correriam em direção a ele gritando: “Não pule”; “Você vai cair!”, etc. Difícil é ensinar durante uma emergência como esta. Ao ouvir “Não pule”, o filho identifica primeiro a ação forte “pular” para depois ouvir a negação. Pela ansiedade dos pais aflitos gritando com ele, o filho compreende o “pular” e já pula antes de compreender o “não”. E se o filho escuta “Você vai cair!”, ele simplesmente cai, porque é uma ordem…

Se os pais querem que ele pare, sejam diretos e firmes, com voz de comando: “Pare!”. Ele para. E, então, os pais vão com passos firmes, sem afobação nem correria, para pegá‑lo durinho como uma pedra.

Assim que puderem, os pais devem explicar o perigo de subir na mesa e ensinar onde o filho pode subir sem riscos. Um filho aprende a lidar consigo sentindo na sua pele o que os pais fazem com ele. Se os pais o maltratam, ele aprende a se maltratar.

 

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Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Por uma Educação Sustentável! Içami Tiba

junho 9, 2014

EDUCAÇÃO SUSTENTÁVEL é um projeto racional que leva em consideração as emoções, os sentimentos, os afetos, a vontade, os desejos, os sonhos, os relacionamentos humanos e também as estratégias de ação para melhores resultados. E aí que entra a sustentabilidade, com as recentes preocupações mundiais com preservação e recuperação das condições da vida humana no planeta Terra.

Nada é mais sustentável que a educação de valores, pois uma vez aprendidos e praticados, passam a fazer parte da vida do aprendiz pelo resto de sua vida. Não há nada que custe tão pouco como o aprendizado e sua prática, que dure tanto e seja tão útil e tão sustentável do que a excelência de um valor sustentável.

 

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Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Sofrimentos existem para nos ensinar a não sofrer outra vez! Por Içami Tiba

junho 2, 2014

Os pais gostariam bastante que nada faltasse na família, que tivessem paz, alegria e que todos fossem felizes. Como a vida é dinâmica, ela tem altos e baixos. Dificilmente se consegue viver sem problemas. Felicidade não é não ter problemas. Felicidade é ter resiliência para compreender, enfrentar, superar o problema. Problemas e crises passam e a vida sempre continua.

Sofrimentos existem para nos ensinar a não sofrer outra vez. Se a gente não aprende vai continuar sofrendo do mesmo mal. Brigou na escola? Por que brigou? Você errou? Peça desculpas. Se ele desculpar, você já aprendeu que o que você fez não foi bom, portanto, não deve fazer outra vez.

Resiliência não é passividade, ser vítima sem reação, mas é recuperação. Antes de se julgar um infeliz, veja primeiro tudo o que você tem, repare nas pessoas que não têm e pense outra vez que diferença lhe faz não ter aquele brinquedo que você até brigou para ter.

 

Convivendo com uma pessoa feliz, ninguém imagina os problemas e dificuldades que ela já superou. A resiliência nos torna cada vez mais forte e preparados para enfrentar novos problemas e desafios, não somente como uma luta pela sobrevivência, mas também como um sábio experiente porque conhece o caminho das pedras parece aos outros que flutua sobre a água.

 

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Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

 

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PAIS: eduquem seus filhos para o futuro! Por Içami Tiba

maio 26, 2014

O futuro dos pais já está nas mãos dos filhos hoje. Não sabemos com qual tecnologia viveremos e como será o nosso mundo amanhã. Mas, para o amanhã, as sementes são plantadas hoje. A tecnologia vai avançar muito, e talvez também os costumes possam mudar.

Portanto, os pais têm de se esforçar em buscar sementes válidas para um futuro cujo clima é incerto por não ser tão previsível. A maioria dos pais está segura de que os estudos são necessários.

Mas alguns pais não conseguem passar essa percepção e cobrar dos filhos o compromisso com estudos. Realmente os valores tangíveis podem mudar, mas o homem que lida com as tecnologias também precisa evoluir. O que deveria estar sempre presente, mas está sendo negligenciado, são os valores intangíveis. Cabe aos pais a reintrodução desses valores.

 

Para quem já tem os valores intangíveis, ninguém poderá roubar, arrancar, tomar emprestado e não devolver, pois são pertences que estão na sua matriz identidade. Esses valores farão a grande diferença no momento de um processo de seleção em que estejam sendo comparados com outras pessoas que se igualam nas competências tangíveis. E isso vale em qualquer que seja o tempo, presente ou futuro.

 

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Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

 

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Pais temerosos de perder o amor dos filhos, e filhos indiferentes que não têm o que perder. Essa dupla tem que ser rompida e inovada para os filhos aprenderem a aprender! Por Içami Tiba

maio 19, 2014

Muitos pais sentem‑se devedores por não acompanhar os filhos como gostariam e fazem tudo para agradar. O maior receio é perder o amor dos filhos. Pronto! Aqui está a receita do relacionamento‑desgraça: pais temerosos de perder o amor dos filhos, e filhos indiferentes que não têm o que perder. Essa dupla tem que ser rompida e inovada para os filhos aprenderem a aprender.

 

Exija que o filho faça a tarefa diária da escola. A cada dia, ele terá tantas tarefas quantas aulas teve. Mesmo sem lição de casa que faça um resumo da aula. É uma responsabilidade diária. Pais têm de conferir. Se não fez a lição naquele dia, acorde‑o para fazer. Cada matéria tem seu respectivo caderno‑resumo.

 

Os pais têm de cumprir a sua parte, isto é, cobrar diariamente. O tangível é a matéria e os intangíveis são: responsabilidade, aprendizagem, aumento da integração familiar, honrar compromissos, responder pela função de aluno, aumento do pragmatismo, organização mental, aumento da autoestima, etc. Se os pais não mudarem suas atitudes em relação aos estudos do filho, não há por que ele se inovar e aprender a aprender.

 

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Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora 

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