Instrumento: BIRRA (por Içami Tiba)

dezembro 15, 2014

Basta a criança sentir-se frustrada: no shopping, no restaurante, na visita a casa daquele tio importante. A birra é uma ruptura no relacionamento; por meio dela, o birrento impõe à outra pessoa uma condição: “Se você me atender, ótimo; caso contrário, vai sofrer muito”.   Trata-se de um estado perturbado de comportamento em que se nega a razão para fazer prevalecer uma vontade. O interessante é que a meta escolhida, a grande motivação da birra, é um capricho, uma vontade desnecessária. Ninguém faz birra por não querer estudar. Mas porque o pai não deixa comer um chocolate ou não compra um brinquedo no shopping.

Se a birra ocorre em público, e a vergonha que a mãe sente é mais forte que a raiva, ela acaba atendendo ao desejo da criança antes que a gritaria tome conta do local. O filho venceu. Quando uma criança consegue atingir o seu objetivo – ganhar um brinquedo ou um doce, mesmo que a mãe lhe diga não – ela descarrega dopamina, substância que produz sensação de bem-estar e prazer. O cérebro registra esse prazer como uma recompensa ao esforço feito. É o sistema de recompensa, que vai alimentar a próxima birra. Quando a criança não consegue o que ela quer, ela pode mudar de objetivo, já que não houve a recompensa. E a mãe deixa de desrespeitar as próprias proibições e passa a ser respeitada pela criança.

“Filho fazendo birra, para a mãe passar vergonha em lugares públicos, deve ser simplesmente enfrentado através da manutenção do não que já for a dito”

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Fonte: livro “Disciplina – Limite na medida certa”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Os pilares da Educação Sustentável (por Içami Tiba)

dezembro 8, 2014

O princípio fundamental da Educação Sustentável é permitir que os pais consigam ajudar o filho a desenvolver o seu potencial na mais alta performance possível, procurando sempre ensinar o que o filho não sabe, mas cobrar o que já ensinou.

Pais que não cobram estão no mesmo nível de pais que não ensinam, pois o que confirma o saber é a prática do que se sabe, e não a simples recitação do que deveria fazer como um decoreba faz.

Vale a pena repetir aqui os pilares da Educação Sustentável:

Quem ouve esquece. Quem vê imita.

Quem justifica não faz. Quem faz aprende.

Quem aprende produz. Quem produz inova.

Quem inova sustenta… … e quem sustenta é feliz!

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Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Cigarro: um inimigo a combater (por Içami Tiba)

dezembro 1, 2014

A criança recebe um estímulo muito forte quando seus modelos pais e familiares fumam.

Mas, ao descobrir que o cigarro faz mal à saúde através dos noticiários, dos pais ou da escola, a criança começa a patrulhar os fumantes, sobretudo aqueles que são compulsivos. Sua vigilância é constante, não mede hora nem local e, às vezes, coloca os adultos em situações embaraçosas. E, por não conseguirem superar o vício, muitos pais respondem mal a tal situação, chegando a maltratar seus filhos.

Essa barreira que as crianças têm contra o cigarro – saber que ele faz mal à saúde – é, então, quebrada por esses adultos. O que os pais usarem para defender o vício é o que o adolescente usará para defender o seu.

Se os pais não conseguirem parar efetivamente de fumar, deveriam, pelo menos, não fumar na presença dos filhos.

Fumantes se esquecem de que fumar é um problema também para as pessoas próximas. Além disso, o nariz não seleciona o ar que respira; e o fumante transforma em fumante passivo quem estiver por perto.

 

Juventude e Drogas_Içami Tiba_Integrare Ed

Fonte: livro “Juventude & Drogas – Anjos caídos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Cada filho é único! (por Içami Tiba)

novembro 24, 2014

O grande sonho dos pais é que os filhos sejam felizes e unidos como unha e carne. Muitos acreditam que esse sonho se realizará caso não privem nenhum filho de nada, isto é, tudo o que dão para um filho sentem-se obrigados a dar, igualzinho, também para os outros.

Entretanto, ninguém gosta de ser exatamente igual a ninguém. Para marcar as diferenças, os irmãos vão se engalfinhar: é unha de um na carne do outro.

É também importante saber que nem tudo o que aconteceu com o primeiro acontecerá com o segundo. Logo, o que foi bom para o maior talvez não sirva para o menor.

Mesmo nascidos do mesmo pai e da mesma mãe, os filhos nunca são iguais; além das diferenças genéticas, físicas e cromossômicas, a disponibilidade do casal e a disposição da família são diferentes conforme a idade e as etapas de vida.

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Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Pai rico, filho nobre, neto pobre (por Içami Tiba)

novembro 17, 2014

Uma vez que os filhos posam como se fossem ricos, tal qual os pais, ficam muito abusados, sentem-se detentores de grande autoridade e poder, mas na verdade não passam de posseiros numa área que não lhes pertence. Os pais fazem questão de que recebam educação e refinamento. Foi o que lhes faltou quando estavam ocupados demais em trabalhar para constituir seu patrimônio. Portanto, a nobreza é o complemento da riqueza, ou seja, os pais se realizam por meio do filho nessa complementação. E o filho, que não conquistou nada, apenas recebe dos pais a seguinte mensagem: “Para você, basta ser nobre, ter do bom e do melhor”.

Porém, não adianta o jovem receber um diploma de médico, se não cursou uma faculdade. Da mesma forma, não adianta receber um título de nobreza, se não o conquistou, porque os nobres também têm despesas. Alguém vai ter de sustentar o seu luxo. Se, na educação, os pais transmitirem ao filho a noção de que lhe cabe usufruir a nobreza, ele não estará nem um pouco preparado para se sustentar. E, muito provavelmente, nem chegue a se preocupar com isso. Continuará vivendo na nobreza à custa do pai vivo, ou, caso este esteja morto, à custa da herança, até liquidar o ultimo centavo.

Não é obrigatório que o filho de rico seja sempre nobre. Basta que os pais estabeleçam com a criança uma relação custo/benefício, nos critérios do próprio filho, quer dizer, o filho vai ter de arcar com as consequências de tudo o que fizer.

Pais que venceram na vida cometem um

erro fundamental na educação dos filhos,

quando os tratam como se fossem ricos

também, fazendo deles nobres.

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Fonte: livro “Seja Feliz, Meu Filho”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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DISCIPLINA – O limite tem que ser dado (por Içami Tiba)

novembro 3, 2014

As crianças aprendem a comportar-se em sociedade ao conviver com outras pessoas, principalmente com os próprios pais. A maioria dos comportamentos infantis é aprendida por meio da imitação, da experimentação e da invenção. Se os pais permitem que os filhos, por menores que sejam, façam tudo o que desejam, não estão lhes ensinando noções de limites individuais e relacionais nem lhes passando noções do que podem ou não podem fazer. Os pais usam diversos argumentos para isso: “Eles não sabem o que estão fazendo”. “São muito pequenos para aprender.” “Sabemos que não devemos deixar…, mas é tão engraçadinho.”

É preciso lembrar que uma criança, quando faz algo pela primeira vez, sempre olha em volta para ver se agradou alguém. Se agradou, repete o comportamento, pois entende que agrado é aprovação – e ela ainda não tem condições de avaliar a adequação do seu gesto.

A força dos pais está em transmitir aos filhos a diferença entre o que é aceitável ou não, adequado ou não, entre o que é essencial e supérfluo, e assim por diante.

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Fonte: livro “Disciplina – Limite na medida certa”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Educar dá trabalho, mas os frutos são colhidos pelo resto da vida (por Içami Tiba)

outubro 27, 2014

Bebês e crianças pequenas já “dizem” o que se passa com eles. Mãe e pai precisam “ouvi-los”, para poder dialogar com eles. Se a expressão do filho mudou de repente, isso significa que algo o atingiu, mesmo que isso não fosse a intenção dos educadores.

A psique humana é como uma loja de cristais caríssimos. E mãe e pai às vezes se comportam como elefantes nessa loja. O barulho, a quebradeira, o estrago ocorrido são percebidos pela alteração súbita da expressão da criança.

Os pais, porém, podem ficar sossegados, pois não é qualquer motivo que destrói a loja inteira. E nem tudo o que foi destruído é irrecuperável.

As crianças dão muitas oportunidades para os pais errarem, mas as oportunidades para acertarem são maiores.

O medo de errar pode paralisar o elefante. Não há pais que queiram errar com os filhos, pelo contrário. Por medo de errar é que acabam errando, pois não estabelecem limites. Só um erro não traumatiza o educando. O que distorce a educação é os pais frequentemente deixarem de agir quando necessário. Mas a vida oferece muitas oportunidades de compensar o prejuízo.

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Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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