Conseguir bons resultados sem que o filho os mereça equivale a falsificar o mundo para ele. (por Içami Tiba)

outubro 20, 2014

Se, em casa, a família perdeu a chance de educar, a escola é uma excelente oportunidade, ainda que isso não seja obrigação dela, pois a escola é a única instituição em que quase todas as famílias brasileiras sempre tiveram algum tipo de contato. Pais e mães devem respeitar as regras da escola, e não tentar adaptá‑las à falta de competência do filho, seja mudando‑o para uma escola menos exigente, seja incentivando a aprovação sistemática, ou mesmo arquitetando em favor da reclassificação do aluno reprovado.

Conseguir bons resultados sem que o filho os mereça equivale a falsificar o mundo para ele. Com isso, mais tarde, ao entrar no mercado de trabalho, ele não conseguirá produzir o que se espera.

Terão os pais que pedir ao chefe do filho um salário melhor, ou promoção para ele?

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Fonte: livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Ensine o seu filho a “cuidar” (por Içami Tiba)

outubro 13, 2014

Muitos filhos estão acostumados a serem cuidados mas não foram ensinados a cuidar dos pais, de outros adultos, dos funcionários, etc. Pelo contrário, o que os filhos estão aprendendo é maltratar os pais, explorar a culpa da mãe, ofender o pai porque “nunca está em casa”, etc. Eles estão na idade de aprender tudo. Se os pais não ensinam, o que eles aprendem é o que eles mais praticam: egoísmo e egocentrismo.

Quando os filhos desenvolvem empatia, percebem que os pais estão cansados ou precisando de ajuda. Se não, nem isso os filhos percebem. Como esperar, então, que os filhos cuidem dos pais? Filhos agredindo os próprios pais estão aprendendo a agredir professors e outros adultos fora de casa. A base dessas agressões é a falta de educação, a falta de respeito ao próximo e à autoridade.

Em palestras, quando apropriado, falo que a longevidade está alcançando os pais de hoje. De fato, há muitos senis cadeirantes, que já não têm nem condições de cadeirar. Assim, um dia o filho se lembra de levar o pai para tomar sol. Leva‑o com todo o carinho, mas esquece o pai esturricando ao sol. Diante disso, eu resumo: “Se ele nunca cuidou do pai, não vai ser agora que vai cuidar, e o pai vai morrer de pneumonia da noite…”

Os pais não devem ser os super‑heróis dos filhos. Mesmo sendo humanos, afetivos, vulneráveis, os pais são líderes educadores em casa. Os líderes não só instigam o aprendizado mas também cobram resultados. Para os filhos cuidarem dos pais é preciso que os pais ensinem os filhos a ajudá‑los. Peçam auxílio para atividades simples, companhia para sair, ir ao jornaleiro, dar uma volta com o cachorro, não importa qual a atividade, pois o interesse primeiro é mostrar companheirismo.

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Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Não adianta só pensar e não fazer! (por Içami Tiba)

outubro 6, 2014

O ser humano vive em dois mundos em constante interação: mundo interno e mundo externo.

O mundo interno é tudo o que está dentro do ser e é constituído por um tripe formado pelo que ele pensa (área mente), sente (área corpo) e percebe do ambiente ao seu redor (área percepção do ambiente).

O mundo externo é tudo o que ele percebe e com que se relaciona, mas está fora dele, formado por outro tripé, que são os relacionamentos (familiares e sociais), atividades (escola e trabalho) e seu ecossistema (território e pertences).

“Penso, logo existo”, do grande filósofo francês René Descartes, soa para mim como uma afirmação incompleta, pois posso sentir, pensar, fantasiar, sonhar acordado que sou um nadador, e não saber nadar. Para ser nadador, tenho que saber nadar. O que me qualifica como nadador é saber nadar.

Pensar precede o fazer, mas não adianta só pensar e não fazer. É a ação de nadar que me torna um nadador. Portanto, para eu existir, eu preciso agir. É no agir integrado com o pensar que o ser humano existe.

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Fonte: livro “Adolescentes – Quem Ama, Educa!”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Família feliz na praia… o comportamento do homem e o da mulher: e viva as diferenças! (por Içami Tiba)

setembro 29, 2014

O sol brilha maravilhosamente nesse domingo em que o cobra e a polvo levam seus dois filhinhos à praia. Logo ao chegar, ela tem de lançar seus tentáculos para segurar as crianças afoitas, que quase já entravam na água. Ela sabe que, em primeiro lugar, é preciso protégé-los do sol. Assim, lambuza de protetor solar os inquietos corpinhos, coroando-os com um bonezinho, tal qual uma cereja sobre o sorvete… A polvo aproveita e passa protetor também no cobra. E só então, finalmente passa nela mesma, nas partes do corpo que consegue alcançar. Depois, pede a ele – que está arrumando o território onde a família vai ficar – que passe a loção em suas costas.

Os filhinhos correm para o mar. A polvo os segue com o olhar, pois sabe que criança e água não combinam: uma engole a outra, e vice‑versa, sempre. Se ela pudesse, estenderia todos os seus tentáculos para evitar os perigos que ameaçam sorrateira e ostensivamente seus amados filhinhos. Bloquearia as ondas maiores, diminuiria a intensidade do sol, afastaria as pessoas indesejáveis, aqueceria a água, impediria que um filho jogasse água no outro, provocaria a união entre os dois, faria que se dessem as mãos para proteger um ao outro – e, assim, aproveitassem o memorável passeio, registrando para sempre que tiveram uma infância feliz. Ela nunca foi à praia quando criança, o que lhe aperta o coração até hoje.

A polvo não descuida dos filhotes um segundo sequer, nem para piscar. A intensidade do sol aumenta e a brisa resseca seus olhos, que começam a reclamar, a arder e lacrimejar. Mas ela está lá, a vontade mais firme do que o corpo – que já não aguenta mais. Ela precisa fechar os olhos um segundinho… Então, lembra-se do marido.

Ele está de pé, de braços cruzados, varrendo a praia com o olhar e sentindo a brisa no corpo. É uma figura imponente: o senhor da praia. Ele ouve a esposa chamar: Benhê, você fica de olho nas crianças para que eu possa fechar os olhos um pouquinho? Ela fala em tom de súplica, para comover o marido. E ele responde: Pode deixar, meu bem! Eu olho as crianças! E, com seu olhar de cobra – entenda‑se em tubo –, fixa os olhos no alvo: as crianças.

Mesmo tombada, a polvo não abre mão do controle. Vai perguntando ao marido: Onde estão as crianças? O que elas estão fazendo? Conforme o modo como o cobra responde – tom de voz, rapidez, precisão das palavras, vacilações ou humor –, ela avalia a situação. Ao mínimo sinal de anormalidade, ela abriria imediatamente os olhos para reassumir o controle de tudo…

O cobra responde de acordo com o esperado, nem percebe que a polvo desconfia de sua capacidade de cuidar das crianças. Ele continua a olhar os filhos em tubo até que, entre seus olhos e as crianças, passa algo balouçante, um tanto quanto rebolante… Aí o olhar em tubo muda de alvo. Agora, acompanha instintivamente os movimentos do novo alvo até que ele quase desapareça de vista. Mas, de repente, ele se lembra: Xi, e as crianças? O cobra se volta rapidamente para o ponto onde estavam as crianças. Mas onde elas estão que ele não as encontra? Sumiram… As danadas sumiram!

Pânico geral. A polvo levanta‑se como se uma mola a empurrasse e corre em direção ao mar, desesperada. O mar engoliu os filhinhos dela, com certeza! Será que alguém os raptou? Seria um sequestro? Ela grita com o marido: Faça alguma coisa!

Mas eis que as crianças estão sentadinhas na areia fazendo buracos. A polvo as abraça como se elas tivessem se afogado e Deus as tivesse devolvido, tamanha a sua devoção… Passado o susto, ela não sossega: um dos seus tentáculos vai enforcar aquele pai desnaturado. Onde já se viu perder os filhos? Nem para olhar os próprios filhos ele serve, aquele folgado…

As crianças continuam felizes, brincando e vivendo a pura inocência de não saber dos grandes perigos que passaram pela mente da mãe, de cujos olhos brotam lágrimas de ternura, agora indiferentes ao sol abrasador…

A polvo jura que nunca mais vai confiar SEUS filhos àquele cobra desalmado. O cobra se queixa da mulher: Para que tanto escândalo? Encontrou as crianças? Então está bom. Para ele, não há motivo para se preocupar com o que não aconteceu. Tudo volta a ser como antes daquele sufoco, e ele é novamente o Senhor da praia.

Tudo não passou de uma chuva emocional de verão…

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Fonte: livro “Homem cobra, Mulher polvo”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Liberdade significa ter responsabilidade consequente! Por Içami Tiba

setembro 22, 2014

A maior liberdade que o ser humano tem é o poder de escolha. A qualquer momento, ele pode escolher o que fará nos próximos passos. O complemento dessa liberdade é a responsabilidade de assumir as consequências de suas escolhas. Portanto, liberdade significa ter responsabilidade consequente. Caso contrário, a liberdade geraria uma confusão tão grande, que ninguém mais teria boa qualidade de vida.

A liberdade é relativa, variando conforme as pretensões, porque não existe a liberdade absoluta. Quando se faz uma escolha entre duas situações, a que não foi escolhida ou se perde ou fica em segundo plano. Logo, o exercício da liberdade já envolve uma perda. No cotidiano, a liberdade está em fazer uma escolha bem adequada conforme as consequências pretendidas. A vida propicia tantas oportunidades que, se não houver responsabilidade, qualquer pessoa pode se desorganizar ou se perder.

A mente não possue fronteiras, e inteligente que somos, podemos realizar devaneios, desde que se transformem em sonhos com projetos de execução. Num inverno, com tempo coberto e frio, gostaríamos de estar numa praia aberta, com sol gostoso e céu azul. Mas é impossível viver as duas situações ao mesmo tempo. Podemos, entretanto, escolher entre ficar ou ir para um ou outro lugar. Uma vez na praia, a liberdade muda de figura.

Uma casa com crianças sem adultos que se responsabilizem por elas é um claro exemplo das consequências de liberdade sem responsabilidade. Os filhos desde pequenos têm de aprender a lidar com a liberdade responsável. A aquisição da responsabilidade é um aprendizado obrigatório e, quanto mais cedo os filhos aprenderem, tanto melhor viverão todos.

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Fonte: livro “Disciplina – Limite na medida certa”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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ERRO: Pais se sentem culpados por não estarem tanto tempo quanto gostariam com seus filhos; assim, preferem não chamar a atenção deles quando estão juntos! Por Içami Tiba

setembro 8, 2014

Adotei uma linha educativa que privilegia a formação de valores nos filhos e alunos que lhes sejam importantes para atingirem a Alta Performance na vida. Apesar de ser psicoterapeuta de adolescentes, dediquei-me a ajudar os pais a educar quaisquer de seus filhos, para que estes sejam preparados para o Brasil e o mundo que vamos lhes deixar. Percebo – e denuncio sempre – que, no Brasil, houve uma inversão de valores com os filhos pequenos tiranizando os pais, que se sentem culpados por não estarem tanto tempo quanto gostariam com seus filhos; assim, preferem não chamar a atenção deles quando estão juntos.

 

Minha linha de educação é de que sempre é tempo de preparar os filhos para um futuro que a eles pertence. Quando se deixa de educar, o crescimento se torna silvestre e não atende às necessidades do mercado nem da qualidade de vida que pretendem ter. O deixar passar erros e inadequações, hoje, é financiar a ignorância futura. Meu objetivo é sempre passar aos pais a competência para orquestrar a educação dos filhos, reforçando os acertos, corrigindo os erros, oferecendo os instrumentos necessários para uma boa formação ética, competente, progressiva e feliz. Os maestros podem ser os pais, mas são os músicos que tocam os instrumentos e, juntos, pais e filhos, compõem a sinfonia da vida.

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Fonte: livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Castigos não educam. O que educa são as consequências! Por Içami Tiba

setembro 1, 2014

Para a educação dos filhos, os pais têm de ser coerentes entre si e não permitir que os filhos façam em casa o que não poderão fazer na sociedade; ao contrário, devem exigir que já façam em casa o que terão de fazer fora de casa. Têm que ser constantes, isto é, uma vez dito um não, este não deve ser mantido, não ser transformado em sim. Pois quem quebra a disciplina dos filhos geralmente são os pais que não aguentam manter um não diante da pressão dos filhos.

 

Castigos não educam. O que educa são as consequências, a transformação do erro em aprendizado.

 

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Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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