Liberdade significa ter responsabilidade consequente! Por Içami Tiba

setembro 22, 2014

A maior liberdade que o ser humano tem é o poder de escolha. A qualquer momento, ele pode escolher o que fará nos próximos passos. O complemento dessa liberdade é a responsabilidade de assumir as consequências de suas escolhas. Portanto, liberdade significa ter responsabilidade consequente. Caso contrário, a liberdade geraria uma confusão tão grande, que ninguém mais teria boa qualidade de vida.

A liberdade é relativa, variando conforme as pretensões, porque não existe a liberdade absoluta. Quando se faz uma escolha entre duas situações, a que não foi escolhida ou se perde ou fica em segundo plano. Logo, o exercício da liberdade já envolve uma perda. No cotidiano, a liberdade está em fazer uma escolha bem adequada conforme as consequências pretendidas. A vida propicia tantas oportunidades que, se não houver responsabilidade, qualquer pessoa pode se desorganizar ou se perder.

A mente não possue fronteiras, e inteligente que somos, podemos realizar devaneios, desde que se transformem em sonhos com projetos de execução. Num inverno, com tempo coberto e frio, gostaríamos de estar numa praia aberta, com sol gostoso e céu azul. Mas é impossível viver as duas situações ao mesmo tempo. Podemos, entretanto, escolher entre ficar ou ir para um ou outro lugar. Uma vez na praia, a liberdade muda de figura.

Uma casa com crianças sem adultos que se responsabilizem por elas é um claro exemplo das consequências de liberdade sem responsabilidade. Os filhos desde pequenos têm de aprender a lidar com a liberdade responsável. A aquisição da responsabilidade é um aprendizado obrigatório e, quanto mais cedo os filhos aprenderem, tanto melhor viverão todos.

Disciplina_Içami Tiba_Integrare Ed

 

Fonte: livro “Disciplina – Limite na medida certa”, de Içami Tiba – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

2013_03_coleções_site_Educação_midias


ERRO: Pais se sentem culpados por não estarem tanto tempo quanto gostariam com seus filhos; assim, preferem não chamar a atenção deles quando estão juntos! Por Içami Tiba

setembro 8, 2014

Adotei uma linha educativa que privilegia a formação de valores nos filhos e alunos que lhes sejam importantes para atingirem a Alta Performance na vida. Apesar de ser psicoterapeuta de adolescentes, dediquei-me a ajudar os pais a educar quaisquer de seus filhos, para que estes sejam preparados para o Brasil e o mundo que vamos lhes deixar. Percebo – e denuncio sempre – que, no Brasil, houve uma inversão de valores com os filhos pequenos tiranizando os pais, que se sentem culpados por não estarem tanto tempo quanto gostariam com seus filhos; assim, preferem não chamar a atenção deles quando estão juntos.

 

Minha linha de educação é de que sempre é tempo de preparar os filhos para um futuro que a eles pertence. Quando se deixa de educar, o crescimento se torna silvestre e não atende às necessidades do mercado nem da qualidade de vida que pretendem ter. O deixar passar erros e inadequações, hoje, é financiar a ignorância futura. Meu objetivo é sempre passar aos pais a competência para orquestrar a educação dos filhos, reforçando os acertos, corrigindo os erros, oferecendo os instrumentos necessários para uma boa formação ética, competente, progressiva e feliz. Os maestros podem ser os pais, mas são os músicos que tocam os instrumentos e, juntos, pais e filhos, compõem a sinfonia da vida.

 Post_FB_08_09_pais_e_educadores_de_alta_performance

 

Fonte: livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

  

2013_03_coleções_site_Educação_midias


Castigos não educam. O que educa são as consequências! Por Içami Tiba

setembro 1, 2014

Para a educação dos filhos, os pais têm de ser coerentes entre si e não permitir que os filhos façam em casa o que não poderão fazer na sociedade; ao contrário, devem exigir que já façam em casa o que terão de fazer fora de casa. Têm que ser constantes, isto é, uma vez dito um não, este não deve ser mantido, não ser transformado em sim. Pois quem quebra a disciplina dos filhos geralmente são os pais que não aguentam manter um não diante da pressão dos filhos.

 

Castigos não educam. O que educa são as consequências, a transformação do erro em aprendizado.

 

Post_FB_01_09_quem_ama_educa

 

Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

2013_03_coleções_site_Educação_midias


Educar é assumir consequências! Por Içami Tiba

agosto 25, 2014

Os pais têm que ensinar o filho a assumir as consequências dos seus atos. Se um filho não sabia que não podia fazer, os pais têm que ensiná-lo e já combinar as consequências. Se o filho já sabia, e assim mesmo errou, está na hora de cobrar as consequências.

Não guardou o brinquedo com que brincou? Então, perde o brinquedo. Não escovou os dentes? Então, não pode ir dormir, nem brincar, nem ver televisão, nem jogar joguinhos eletrônicos, nem conversar com os pais – nem nada. Foi deitar escondido? Vai ter que acordar para escovar os dentes. Vai ter que ficar no banheiro com as portas abertas até escovar os dentes. Escovou? Então pode fazer o que quiser, desde que seja adequado para aquela hora.

A existência ou não das consequências depende muito mais do filho que cumpre ou não o seu compromisso. Se cumprir nada lhe acontece. Se não cumprir, é que as consequências aparecem.

As consequências a sofrer despertam a cidadania nas pessoas, isto é, deve-se fazer o que tem que ser feito mesmo que os pais não estejam presentes. Esse é o desenvolvimento do dever. Quem cumpre os seus deveres tem Alta Performance.

 

Post_FB_25_08_familia_de_alta_performance

 

Fonte: livro “Família de Alta Performance – Conceitos contemporâneos na Educação”, de Içami Tiba – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

 

2013_03_coleções_site_Educação_midias


Problemas do casal não são dos filhos! Por Içami Tiba

agosto 18, 2014

Quando os cônjuges se desentendem, separados ou não, não há motivos para envolver seus filhos. É falta de respeito aos filhos que nada tem a ver com isso. A verdade é o melhor caminho para a tranquilidade dos filhos. Se o pai não concorda com a ação da mãe, não deve expressar essa discordância na frente dos filhos. A tendência dos filhos é acharem-se culpados. Digam claramente que vocês têm de conversar entre vocês, caso os filhos se interessem em saber o que vocês devem ter demonstrado. Os pais são as referências das vidas dos filhos crianças. Tanto que para tudo o que fazem chamam a atenção dos pais e quando não, dão uma espiada para ver se os pais estão olhando. Se os pais querem que os filhos sejam felizes, não levem para eles problemas que eles não têm competência nenhuma para resolver.

O pai está com problema financeiro? A mãe está sobrecarregada no trabalho? Seja qual for a intenção, os pais não devem levar problemas pessoais aos filhos que não têm o que fazer. Mas não deixe de falar diretamente com os filhos o que percebem de problemático em cada um. Primeiro fale separadamente com o interessado. Caso não resolva, podemos todos ajudar, lembrando a ele que está fazendo outra vez o que já está combinado que não deve fazer. As crianças têm memória curta e no embalo do entusiasmo com as brincadeiras, podem fazer o que já sabem que não deveriam fazer.

 

Post_FB_18_08_Educacao_Familiar

 

Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

 

2013_03_coleções_site_Educação_midias


O pai também é responsável! Por Içami Tiba

agosto 11, 2014

Em geral, o pai tem mais condições de estabelecer autoridade para que a disciplina familiar seja mantida, porque a maioria dos homens tem a tendência de proteger mais a mãe (sua fêmea) que os filhos. Por essa razão, os filhos também se ligam mais à mãe, entrando, assim, em rivalidade com o pai, para quem os filhos passariam a ser um “estorvo”. É o complexo de Édipo. Levado a extremos, é como se o filho quisesse eliminar o pai para ficar com a mãe. Na mitologia grega, Laio mandou matar todos os seus filhos do sexo masculino, seus possíveis futuros rivais. Mas um deles sobreviveu, Édipo, e cumpriu seu destino trágico: matou o pai e casou-se com a mãe, Jocasta. Desta história arquetípica, Freud tirou o complexo de Édipo.

O jurássico macho nem sabia que era ele que engravidava a fêmea. Mas seu foco de atenção e desejo de proteção era a sua fêmea. Num conflito familiar, quando um macho briga com os filhos, estes recebem proteção da mãe. Ninguém mexe com meus filhos, nem que seja o próprio pai, pensa ela. Mas se os filhos brigam com a mãe, esta recebe a proteção do marido. ninguém mexe com minha mulher, nem que sejam meus próprios filhos, pensa ele.

Atualmente, com a perda da autoridade paterna, os filhos é que se tornam implacáveis com os pais. Quando um pai tenta impor disciplina, negando algo para o filho acostumado a ter tudo da mãe, este vê no pai um empecilho e tenta “eliminá-lo”.

 

De modo geral, quando o pai aplica um castigo, a mãe procura abrandá-lo. Desta falta de coerência entre o casal pode surgir o filho folgado que vai se aliar a quem lhe interessar. Um folgado não se rege pela disciplina, mas sim pelo que lhe convém. O folgado sempre delata o irmão naquilo que um dos pais reprova mas conta de si aquilo que um deles aprova. Os pais acabam tomando medidas injustas se levarem em conta somente o folgado.

Durante muito tempo, a psicanálise culpou apenas a mãe. E não poderia ser diferente: no tempo de Freud, quem realmente cuidava das crianças era a mulher. Mas hoje aquele furor antimaterno pode ser dividido entre as duas figuras que compõem o casal.

Na minha experiência, os casos mais complicados de delinquência ou dependência de drogas recebem uma contribuição enorme da falta de ação do pai. Em última instância, o pai ainda é o grande controlador. Quem dá a palavra final – sim ou não, paga ou não – é o pai.

No caso das drogas, acontece o mesmo: o filho não respeita o próprio limite e vai abusando até perder o controle, porque a droga tem uma ação química própria dentro do organismo, independentemente da cultura, educação, raça, cor e sexo. Quando falha o “grande controlador”, que é a família, representada pela figura do pai, os abusos começam a acontecer. E, quando um abuso é bem-sucedido, ele se estende para o âmbito social, por meio da delinquência e da compulsão pelas drogas.

 

Post_FB_11_08_DISCIPLINA_

 

Fonte: livro “Disciplina – Limite na medida certa”, de Içami Tiba – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

2013_03_coleções_site_Educação_midias

 


Videogame também ensina! Por Içami Tiba

agosto 4, 2014

As regras a serem ensinadas são equivalentes às de um videogame: em todos eles, os primeiros obstáculos das fases iniciais são sempre muito fáceis de superar, a vida é facilmente mantida. Quando a criança cumpre as metas, muda de fase. O que lhe permite mudar de fase é ter o sucesso na fase anterior.

Na fase seguinte, os obstáculos e perigos aumentam. Ela tem de se superar e tratar de se manter viva – o que, por analogia, corresponde a não perder o brinquedo. A qualidade e a quantidade de perigos aumentam de uma fase para outra, e a criança vai se tornando cada vez mais hábil para enfrentar a próxima fase.

Ela só passa de uma fase para outra quando consegue vencer as dificuldades de uma determinada unidade de tempo. Portanto, a criança é instigada o tempo todo a superar os obstáculos: ou consegue ultrapassá-los, ou morre. O que a motiva não é só mudar de fase, mas também enfrentar novos desafios e “não morrer”.

 

Post_FB_04_08_pais_e_educadores_de_alta_performance

 

Fonte: livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

 

2013_03_coleções_site_Educação_midias

 

 


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 96 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: