Educar é assumir consequências! Por Içami Tiba

agosto 25, 2014

Os pais têm que ensinar o filho a assumir as consequências dos seus atos. Se um filho não sabia que não podia fazer, os pais têm que ensiná-lo e já combinar as consequências. Se o filho já sabia, e assim mesmo errou, está na hora de cobrar as consequências.

Não guardou o brinquedo com que brincou? Então, perde o brinquedo. Não escovou os dentes? Então, não pode ir dormir, nem brincar, nem ver televisão, nem jogar joguinhos eletrônicos, nem conversar com os pais – nem nada. Foi deitar escondido? Vai ter que acordar para escovar os dentes. Vai ter que ficar no banheiro com as portas abertas até escovar os dentes. Escovou? Então pode fazer o que quiser, desde que seja adequado para aquela hora.

A existência ou não das consequências depende muito mais do filho que cumpre ou não o seu compromisso. Se cumprir nada lhe acontece. Se não cumprir, é que as consequências aparecem.

As consequências a sofrer despertam a cidadania nas pessoas, isto é, deve-se fazer o que tem que ser feito mesmo que os pais não estejam presentes. Esse é o desenvolvimento do dever. Quem cumpre os seus deveres tem Alta Performance.

 

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Fonte: livro “Família de Alta Performance – Conceitos contemporâneos na Educação”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Problemas do casal não são dos filhos! Por Içami Tiba

agosto 18, 2014

Quando os cônjuges se desentendem, separados ou não, não há motivos para envolver seus filhos. É falta de respeito aos filhos que nada tem a ver com isso. A verdade é o melhor caminho para a tranquilidade dos filhos. Se o pai não concorda com a ação da mãe, não deve expressar essa discordância na frente dos filhos. A tendência dos filhos é acharem-se culpados. Digam claramente que vocês têm de conversar entre vocês, caso os filhos se interessem em saber o que vocês devem ter demonstrado. Os pais são as referências das vidas dos filhos crianças. Tanto que para tudo o que fazem chamam a atenção dos pais e quando não, dão uma espiada para ver se os pais estão olhando. Se os pais querem que os filhos sejam felizes, não levem para eles problemas que eles não têm competência nenhuma para resolver.

O pai está com problema financeiro? A mãe está sobrecarregada no trabalho? Seja qual for a intenção, os pais não devem levar problemas pessoais aos filhos que não têm o que fazer. Mas não deixe de falar diretamente com os filhos o que percebem de problemático em cada um. Primeiro fale separadamente com o interessado. Caso não resolva, podemos todos ajudar, lembrando a ele que está fazendo outra vez o que já está combinado que não deve fazer. As crianças têm memória curta e no embalo do entusiasmo com as brincadeiras, podem fazer o que já sabem que não deveriam fazer.

 

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Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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O pai também é responsável! Por Içami Tiba

agosto 11, 2014

Em geral, o pai tem mais condições de estabelecer autoridade para que a disciplina familiar seja mantida, porque a maioria dos homens tem a tendência de proteger mais a mãe (sua fêmea) que os filhos. Por essa razão, os filhos também se ligam mais à mãe, entrando, assim, em rivalidade com o pai, para quem os filhos passariam a ser um “estorvo”. É o complexo de Édipo. Levado a extremos, é como se o filho quisesse eliminar o pai para ficar com a mãe. Na mitologia grega, Laio mandou matar todos os seus filhos do sexo masculino, seus possíveis futuros rivais. Mas um deles sobreviveu, Édipo, e cumpriu seu destino trágico: matou o pai e casou-se com a mãe, Jocasta. Desta história arquetípica, Freud tirou o complexo de Édipo.

O jurássico macho nem sabia que era ele que engravidava a fêmea. Mas seu foco de atenção e desejo de proteção era a sua fêmea. Num conflito familiar, quando um macho briga com os filhos, estes recebem proteção da mãe. Ninguém mexe com meus filhos, nem que seja o próprio pai, pensa ela. Mas se os filhos brigam com a mãe, esta recebe a proteção do marido. ninguém mexe com minha mulher, nem que sejam meus próprios filhos, pensa ele.

Atualmente, com a perda da autoridade paterna, os filhos é que se tornam implacáveis com os pais. Quando um pai tenta impor disciplina, negando algo para o filho acostumado a ter tudo da mãe, este vê no pai um empecilho e tenta “eliminá-lo”.

 

De modo geral, quando o pai aplica um castigo, a mãe procura abrandá-lo. Desta falta de coerência entre o casal pode surgir o filho folgado que vai se aliar a quem lhe interessar. Um folgado não se rege pela disciplina, mas sim pelo que lhe convém. O folgado sempre delata o irmão naquilo que um dos pais reprova mas conta de si aquilo que um deles aprova. Os pais acabam tomando medidas injustas se levarem em conta somente o folgado.

Durante muito tempo, a psicanálise culpou apenas a mãe. E não poderia ser diferente: no tempo de Freud, quem realmente cuidava das crianças era a mulher. Mas hoje aquele furor antimaterno pode ser dividido entre as duas figuras que compõem o casal.

Na minha experiência, os casos mais complicados de delinquência ou dependência de drogas recebem uma contribuição enorme da falta de ação do pai. Em última instância, o pai ainda é o grande controlador. Quem dá a palavra final – sim ou não, paga ou não – é o pai.

No caso das drogas, acontece o mesmo: o filho não respeita o próprio limite e vai abusando até perder o controle, porque a droga tem uma ação química própria dentro do organismo, independentemente da cultura, educação, raça, cor e sexo. Quando falha o “grande controlador”, que é a família, representada pela figura do pai, os abusos começam a acontecer. E, quando um abuso é bem-sucedido, ele se estende para o âmbito social, por meio da delinquência e da compulsão pelas drogas.

 

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Fonte: livro “Disciplina – Limite na medida certa”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Videogame também ensina! Por Içami Tiba

agosto 4, 2014

As regras a serem ensinadas são equivalentes às de um videogame: em todos eles, os primeiros obstáculos das fases iniciais são sempre muito fáceis de superar, a vida é facilmente mantida. Quando a criança cumpre as metas, muda de fase. O que lhe permite mudar de fase é ter o sucesso na fase anterior.

Na fase seguinte, os obstáculos e perigos aumentam. Ela tem de se superar e tratar de se manter viva – o que, por analogia, corresponde a não perder o brinquedo. A qualidade e a quantidade de perigos aumentam de uma fase para outra, e a criança vai se tornando cada vez mais hábil para enfrentar a próxima fase.

Ela só passa de uma fase para outra quando consegue vencer as dificuldades de uma determinada unidade de tempo. Portanto, a criança é instigada o tempo todo a superar os obstáculos: ou consegue ultrapassá-los, ou morre. O que a motiva não é só mudar de fase, mas também enfrentar novos desafios e “não morrer”.

 

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Fonte: livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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RESPONSABILIDADE: um dos valores intangíveis da Educação Sustentável. Por Içami Tiba

julho 28, 2014

A pessoa responsável merece confiança, portanto é sustentável. A mentira não é sustentável e só complica a vida do mentiroso por acreditar que conseguirá enganar as pessoas.
Observação: Educação Sustentável, como processo racional, não é regida a ferro e fogo, mas sim com conhecimentos, esclarecimentos, descobertas, compreensões e na busca por soluções num bem-querer mútuo para que todos melhorem.

Ninguém fica responsável ou irresponsável de repente; a pessoa vai se formando aos poucos a ponto de a irresponsabilidade ser a gota que transborda o copo.

Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro: http://www.integrareeditora.com.br/livro.asp?id=119


A busca pelo equilíbrio: pensar precede o fazer, mas não adianta só pensar e não fazer. Por Içami Tiba

julho 21, 2014

Todo ser humano quer ser equilibrado e feliz. E a felicidade é um estado biopsicossocial bastante subjetivo. Isso significa que cada ser humano pode ter seu próprio critério de avaliação sobre o ser feliz.

 

O ser humano vive em dois mundos em constante interação: mundo interno e mundo externo.

O mundo interno é tudo o que está dentro do ser e é constituído por um tripé formado pelo que ele pensa (área mente), sente (área corpo) e percebe do ambiente ao seu redor (área percepção do ambiente).

O mundo externo é tudo o que ele percebe e com que se relaciona, mas está fora dele, formado por outro tripé, que são os relacionamentos (familiares e sociais), atividades (escola e trabalho) e seu ecossistema (território e pertences).

 

“Pensar precede o fazer, mas não adianta só pensar e não fazer. É a ação de nadar que me torna um nadador. Conhecimento é informação em ação. Para existir, preciso agir. “Penso, sinto e ajo, logo existo” é o modo como eu existo.”

 

Um pensamento pode criar uma ação, assim como uma ação pode gerar um pensamento. Toda ação busca o mundo externo. Portanto, ação e pensamento são uma interação dos mundos interno e externo.

Um pensamento, uma fantasia, um sonho, um devaneio podem gerar uma sensação física, um sentimento, uma emoção, e vice‐versa. Dessa forma, existe também uma interação entre os mundos externo e interno.

Se um filho (mundo externo) agride (ação) a mãe, seria natural ela sentir‐se mal (área corpo); mas, tão logo pensasse nos motivos da agressão (área mente), reagiria (ação para fora) respondendo a ela. Mas, se a mãe nada manifesta (não reação), a força que seria gasta para a reação acaba sendo gasta para se calar (reação que se volta para dentro). A agressividade engolida pode ser transformada em depressão.

Fica bem claro que não é o fato de ser agredida que deixa a mãe deprimida, mas a não reação dela à agressão recebida.

 

Fonte: livro “Adolescentes: Quem Ama, Educa!”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Ensine o seu filho a ter DISCIPLINA. Por Içami Tiba

julho 14, 2014

Antigamente, há 50 anos, a pessoa disciplinada era quem seguia as regras sem transgredi-las. Hoje é também a capacidade de terminar o que se compromete a fazer. A disciplina ensina a não parar no meio, não abandonar o que começou e começar nova atividade.

 

Primeiro a criança termina o que começou e depois começa qualquer outra atividade que quiser.

Naturalmente, as crianças não nascem com a disciplina comportamental, mas elas podem facilmente ser mais disciplinadas se obedecerem a seu ritmo fisiológico como âncoras da programação diária. O sono e a alimentação podem rapidamente adquirir um ritmo saudável, com horários que respeitem o ciclo da fome e do sono. Crianças bem nutridas e bem dormidas são mais tranquilas e conseguem esperar mais para realizar suas vontades, significando que não são tão impulsivas, imediatistas e egoístas quanto as crianças que querem comer a qualquer hora e não dormir (ou dormir) na hora em que quiserem (e não quando for melhor para o organismo, para elas e para todos).

 

 

Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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