Cada filho é único! (por Içami Tiba)

novembro 24, 2014

O grande sonho dos pais é que os filhos sejam felizes e unidos como unha e carne. Muitos acreditam que esse sonho se realizará caso não privem nenhum filho de nada, isto é, tudo o que dão para um filho sentem-se obrigados a dar, igualzinho, também para os outros.

Entretanto, ninguém gosta de ser exatamente igual a ninguém. Para marcar as diferenças, os irmãos vão se engalfinhar: é unha de um na carne do outro.

É também importante saber que nem tudo o que aconteceu com o primeiro acontecerá com o segundo. Logo, o que foi bom para o maior talvez não sirva para o menor.

Mesmo nascidos do mesmo pai e da mesma mãe, os filhos nunca são iguais; além das diferenças genéticas, físicas e cromossômicas, a disponibilidade do casal e a disposição da família são diferentes conforme a idade e as etapas de vida.

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Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Pai rico, filho nobre, neto pobre (por Içami Tiba)

novembro 17, 2014

Uma vez que os filhos posam como se fossem ricos, tal qual os pais, ficam muito abusados, sentem-se detentores de grande autoridade e poder, mas na verdade não passam de posseiros numa área que não lhes pertence. Os pais fazem questão de que recebam educação e refinamento. Foi o que lhes faltou quando estavam ocupados demais em trabalhar para constituir seu patrimônio. Portanto, a nobreza é o complemento da riqueza, ou seja, os pais se realizam por meio do filho nessa complementação. E o filho, que não conquistou nada, apenas recebe dos pais a seguinte mensagem: “Para você, basta ser nobre, ter do bom e do melhor”.

Porém, não adianta o jovem receber um diploma de médico, se não cursou uma faculdade. Da mesma forma, não adianta receber um título de nobreza, se não o conquistou, porque os nobres também têm despesas. Alguém vai ter de sustentar o seu luxo. Se, na educação, os pais transmitirem ao filho a noção de que lhe cabe usufruir a nobreza, ele não estará nem um pouco preparado para se sustentar. E, muito provavelmente, nem chegue a se preocupar com isso. Continuará vivendo na nobreza à custa do pai vivo, ou, caso este esteja morto, à custa da herança, até liquidar o ultimo centavo.

Não é obrigatório que o filho de rico seja sempre nobre. Basta que os pais estabeleçam com a criança uma relação custo/benefício, nos critérios do próprio filho, quer dizer, o filho vai ter de arcar com as consequências de tudo o que fizer.

Pais que venceram na vida cometem um

erro fundamental na educação dos filhos,

quando os tratam como se fossem ricos

também, fazendo deles nobres.

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Fonte: livro “Seja Feliz, Meu Filho”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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DISCIPLINA – O limite tem que ser dado (por Içami Tiba)

novembro 3, 2014

As crianças aprendem a comportar-se em sociedade ao conviver com outras pessoas, principalmente com os próprios pais. A maioria dos comportamentos infantis é aprendida por meio da imitação, da experimentação e da invenção. Se os pais permitem que os filhos, por menores que sejam, façam tudo o que desejam, não estão lhes ensinando noções de limites individuais e relacionais nem lhes passando noções do que podem ou não podem fazer. Os pais usam diversos argumentos para isso: “Eles não sabem o que estão fazendo”. “São muito pequenos para aprender.” “Sabemos que não devemos deixar…, mas é tão engraçadinho.”

É preciso lembrar que uma criança, quando faz algo pela primeira vez, sempre olha em volta para ver se agradou alguém. Se agradou, repete o comportamento, pois entende que agrado é aprovação – e ela ainda não tem condições de avaliar a adequação do seu gesto.

A força dos pais está em transmitir aos filhos a diferença entre o que é aceitável ou não, adequado ou não, entre o que é essencial e supérfluo, e assim por diante.

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Fonte: livro “Disciplina – Limite na medida certa”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Educar dá trabalho, mas os frutos são colhidos pelo resto da vida (por Içami Tiba)

outubro 27, 2014

Bebês e crianças pequenas já “dizem” o que se passa com eles. Mãe e pai precisam “ouvi-los”, para poder dialogar com eles. Se a expressão do filho mudou de repente, isso significa que algo o atingiu, mesmo que isso não fosse a intenção dos educadores.

A psique humana é como uma loja de cristais caríssimos. E mãe e pai às vezes se comportam como elefantes nessa loja. O barulho, a quebradeira, o estrago ocorrido são percebidos pela alteração súbita da expressão da criança.

Os pais, porém, podem ficar sossegados, pois não é qualquer motivo que destrói a loja inteira. E nem tudo o que foi destruído é irrecuperável.

As crianças dão muitas oportunidades para os pais errarem, mas as oportunidades para acertarem são maiores.

O medo de errar pode paralisar o elefante. Não há pais que queiram errar com os filhos, pelo contrário. Por medo de errar é que acabam errando, pois não estabelecem limites. Só um erro não traumatiza o educando. O que distorce a educação é os pais frequentemente deixarem de agir quando necessário. Mas a vida oferece muitas oportunidades de compensar o prejuízo.

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Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Conseguir bons resultados sem que o filho os mereça equivale a falsificar o mundo para ele. (por Içami Tiba)

outubro 20, 2014

Se, em casa, a família perdeu a chance de educar, a escola é uma excelente oportunidade, ainda que isso não seja obrigação dela, pois a escola é a única instituição em que quase todas as famílias brasileiras sempre tiveram algum tipo de contato. Pais e mães devem respeitar as regras da escola, e não tentar adaptá‑las à falta de competência do filho, seja mudando‑o para uma escola menos exigente, seja incentivando a aprovação sistemática, ou mesmo arquitetando em favor da reclassificação do aluno reprovado.

Conseguir bons resultados sem que o filho os mereça equivale a falsificar o mundo para ele. Com isso, mais tarde, ao entrar no mercado de trabalho, ele não conseguirá produzir o que se espera.

Terão os pais que pedir ao chefe do filho um salário melhor, ou promoção para ele?

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Fonte: livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Ensine o seu filho a “cuidar” (por Içami Tiba)

outubro 13, 2014

Muitos filhos estão acostumados a serem cuidados mas não foram ensinados a cuidar dos pais, de outros adultos, dos funcionários, etc. Pelo contrário, o que os filhos estão aprendendo é maltratar os pais, explorar a culpa da mãe, ofender o pai porque “nunca está em casa”, etc. Eles estão na idade de aprender tudo. Se os pais não ensinam, o que eles aprendem é o que eles mais praticam: egoísmo e egocentrismo.

Quando os filhos desenvolvem empatia, percebem que os pais estão cansados ou precisando de ajuda. Se não, nem isso os filhos percebem. Como esperar, então, que os filhos cuidem dos pais? Filhos agredindo os próprios pais estão aprendendo a agredir professors e outros adultos fora de casa. A base dessas agressões é a falta de educação, a falta de respeito ao próximo e à autoridade.

Em palestras, quando apropriado, falo que a longevidade está alcançando os pais de hoje. De fato, há muitos senis cadeirantes, que já não têm nem condições de cadeirar. Assim, um dia o filho se lembra de levar o pai para tomar sol. Leva‑o com todo o carinho, mas esquece o pai esturricando ao sol. Diante disso, eu resumo: “Se ele nunca cuidou do pai, não vai ser agora que vai cuidar, e o pai vai morrer de pneumonia da noite…”

Os pais não devem ser os super‑heróis dos filhos. Mesmo sendo humanos, afetivos, vulneráveis, os pais são líderes educadores em casa. Os líderes não só instigam o aprendizado mas também cobram resultados. Para os filhos cuidarem dos pais é preciso que os pais ensinem os filhos a ajudá‑los. Peçam auxílio para atividades simples, companhia para sair, ir ao jornaleiro, dar uma volta com o cachorro, não importa qual a atividade, pois o interesse primeiro é mostrar companheirismo.

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Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Não adianta só pensar e não fazer! (por Içami Tiba)

outubro 6, 2014

O ser humano vive em dois mundos em constante interação: mundo interno e mundo externo.

O mundo interno é tudo o que está dentro do ser e é constituído por um tripe formado pelo que ele pensa (área mente), sente (área corpo) e percebe do ambiente ao seu redor (área percepção do ambiente).

O mundo externo é tudo o que ele percebe e com que se relaciona, mas está fora dele, formado por outro tripé, que são os relacionamentos (familiares e sociais), atividades (escola e trabalho) e seu ecossistema (território e pertences).

“Penso, logo existo”, do grande filósofo francês René Descartes, soa para mim como uma afirmação incompleta, pois posso sentir, pensar, fantasiar, sonhar acordado que sou um nadador, e não saber nadar. Para ser nadador, tenho que saber nadar. O que me qualifica como nadador é saber nadar.

Pensar precede o fazer, mas não adianta só pensar e não fazer. É a ação de nadar que me torna um nadador. Portanto, para eu existir, eu preciso agir. É no agir integrado com o pensar que o ser humano existe.

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Fonte: livro “Adolescentes – Quem Ama, Educa!”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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