RESPONSABILIDADE: um dos valores intangíveis da Educação Sustentável. Por Içami Tiba

julho 28, 2014

A pessoa responsável merece confiança, portanto é sustentável. A mentira não é sustentável e só complica a vida do mentiroso por acreditar que conseguirá enganar as pessoas.
Observação: Educação Sustentável, como processo racional, não é regida a ferro e fogo, mas sim com conhecimentos, esclarecimentos, descobertas, compreensões e na busca por soluções num bem-querer mútuo para que todos melhorem.

Ninguém fica responsável ou irresponsável de repente; a pessoa vai se formando aos poucos a ponto de a irresponsabilidade ser a gota que transborda o copo.

Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro: http://www.integrareeditora.com.br/livro.asp?id=119


A busca pelo equilíbrio: pensar precede o fazer, mas não adianta só pensar e não fazer. Por Içami Tiba

julho 21, 2014

Todo ser humano quer ser equilibrado e feliz. E a felicidade é um estado biopsicossocial bastante subjetivo. Isso significa que cada ser humano pode ter seu próprio critério de avaliação sobre o ser feliz.

 

O ser humano vive em dois mundos em constante interação: mundo interno e mundo externo.

O mundo interno é tudo o que está dentro do ser e é constituído por um tripé formado pelo que ele pensa (área mente), sente (área corpo) e percebe do ambiente ao seu redor (área percepção do ambiente).

O mundo externo é tudo o que ele percebe e com que se relaciona, mas está fora dele, formado por outro tripé, que são os relacionamentos (familiares e sociais), atividades (escola e trabalho) e seu ecossistema (território e pertences).

 

“Pensar precede o fazer, mas não adianta só pensar e não fazer. É a ação de nadar que me torna um nadador. Conhecimento é informação em ação. Para existir, preciso agir. “Penso, sinto e ajo, logo existo” é o modo como eu existo.”

 

Um pensamento pode criar uma ação, assim como uma ação pode gerar um pensamento. Toda ação busca o mundo externo. Portanto, ação e pensamento são uma interação dos mundos interno e externo.

Um pensamento, uma fantasia, um sonho, um devaneio podem gerar uma sensação física, um sentimento, uma emoção, e vice‐versa. Dessa forma, existe também uma interação entre os mundos externo e interno.

Se um filho (mundo externo) agride (ação) a mãe, seria natural ela sentir‐se mal (área corpo); mas, tão logo pensasse nos motivos da agressão (área mente), reagiria (ação para fora) respondendo a ela. Mas, se a mãe nada manifesta (não reação), a força que seria gasta para a reação acaba sendo gasta para se calar (reação que se volta para dentro). A agressividade engolida pode ser transformada em depressão.

Fica bem claro que não é o fato de ser agredida que deixa a mãe deprimida, mas a não reação dela à agressão recebida.

 

Fonte: livro “Adolescentes: Quem Ama, Educa!”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Ensine o seu filho a ter DISCIPLINA. Por Içami Tiba

julho 14, 2014

Antigamente, há 50 anos, a pessoa disciplinada era quem seguia as regras sem transgredi-las. Hoje é também a capacidade de terminar o que se compromete a fazer. A disciplina ensina a não parar no meio, não abandonar o que começou e começar nova atividade.

 

Primeiro a criança termina o que começou e depois começa qualquer outra atividade que quiser.

Naturalmente, as crianças não nascem com a disciplina comportamental, mas elas podem facilmente ser mais disciplinadas se obedecerem a seu ritmo fisiológico como âncoras da programação diária. O sono e a alimentação podem rapidamente adquirir um ritmo saudável, com horários que respeitem o ciclo da fome e do sono. Crianças bem nutridas e bem dormidas são mais tranquilas e conseguem esperar mais para realizar suas vontades, significando que não são tão impulsivas, imediatistas e egoístas quanto as crianças que querem comer a qualquer hora e não dormir (ou dormir) na hora em que quiserem (e não quando for melhor para o organismo, para elas e para todos).

 

 

Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Já não basta mais ser cidadão, precisa ser ético! Por Içami Tiba

julho 7, 2014

Qualquer que seja a família, o projeto racional de educação é de formar um cidadão ético. Já não basta mais ser cidadão, precisa ser ético. E educar, como se sustenta ao longo deste livro, não é simplesmente fazer o que já se sabe, mas atualizar, quebrando velhos modelos equivocados, dos quais cito alguns:

• Fazer pelo filho o que ele próprio pode fazer sozinho.

• Deixar de cobrar obrigações que ele tem que cumprir.

• Engolir contrariedades, respostas mal‐educadas, desrespeito aos outros.

• Permitir que o filho imponha suas inadequadas vontades a todos.

• Concordar com tudo o que o filho faz e fala só para não contrariá‐lo.

 

Os pais têm de ser coerentes entre si e não permitir que os filhos façam em casa o que não poderão fazer na sociedade; ao contrário, devem exigir que já façam em casa o que terão de fazer fora dela. Têm que ser constantes, isto é, uma vez dito um não, este não deve ser mantido, não ser transformado em sim. Pois quem quebra a disciplina dos filhos geralmente são os pais que não aguentam manter um não diante da pressão dos filhos.

Castigos não educam. O que educa são as consequências, a transformação do erro em aprendizado.

 

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Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Dividindo tarefas com os filhos! Você faz isso? Por Içami Tiba

junho 30, 2014

Mães saudáveis preparam os filhos para arcar com as suas responsabilidades. Com o passar dos anos, elas vão delegando à criança o poder de se cuidar. Essa autonomia pode dar ao filho a sensação de felicidade, aumentar sua autoestima e retroalimentar o sistema de recompensa. Felicidade ou saciedade que se ganha de mão beijada não aumenta a autoestima porque dispensa exatamente a capacidade de crescer em liberdade.

Isto, entretanto, é muito diferente de abandonar totalmente o filho para que ele se cuide sozinho. Uma criança abandonada afetivamente tem autoestima baixa e procura garantir-se por meio da exigência de saciedade em seus mínimos desejos. Torna-se intolerante diante das frustrações porque não tem dentro de si a força da autoestima saudável.

 

Geralmente, a criança pode fazer bem menos do que precisa fazer. Não importa. Nada é mais gratificante para ela do que a sensação de ser capaz de realizar algumas atividades, principalmente quando o benefício é para si mesma. Ela estampa no rosto um olhar de vitória quando consegue vestir a própria roupa, amarrar o tênis, pegar um copo de água. Como se cada realização fosse um aprendizado que vai servir de base para um outro desafio, uma nova realização!

 

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Fonte: livro “Disciplina – Limite na medida certa”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Desejar é diferente de precisar! Içami Tiba

junho 23, 2014

Os pais têm de ensinar a diferença entre precisar e desejar desde quando os filhos começam a entender o que se fala. “Você precisa comer!” é muito diferente de perguntar “Você quer comer?” A pergunta abre a possibilidade de o filho não comer. Os pais aceitam que não coma?

Se os pais ficam angustiados porque o filho não come, não devem perguntar, têm mais é que informar a necessidade de comer. Não precisa ficar bravo nem triste nem fazer agrados, carinhas e beiços. Perguntou? Tem de aguentar as respostas. “Você quer brincar?” é diferente de “Vá brincar lá fora!”. Querer algo sem arcar com responsabilidades consequentes não é sustentável. Nenhum cidadão pode curtir sua liberdade se não puder assumir as consequências dos seus atos.

 

Responsabilidade não é uma brincadeira opcional, é uma questão ética.

 

Se os pais levam tudo para a negociação, perdem a autoridade inerente à Educação Sustentável. Nesta, a primeira a ser mantida é a promessa feita. Se adormecer, tem de ser despertado. Responsabilidade não é uma brincadeira opcional, é uma questão ética. “Já que ele dormiu, ele fará amanhã!” não pode acontecer. Ele tem de despertar e fazer. Na próxima vez, fará com mais facilidade. Insustentável é a educação em que se confunde negociação com obrigação. As duas situações existem, cada uma tem seu valor, uma não vale mais que a outra, mas é questão de uso adequado ou não.

 

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Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora 

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Ensine o seu filho a cuidar de si mesmo! Por Içami Tiba

junho 17, 2014

Se um filho subisse sobre a mesa, fosse para a borda e lá ficasse em pé olhando para o chão, o que os pais fariam? Correriam em direção a ele gritando: “Não pule”; “Você vai cair!”, etc. Difícil é ensinar durante uma emergência como esta. Ao ouvir “Não pule”, o filho identifica primeiro a ação forte “pular” para depois ouvir a negação. Pela ansiedade dos pais aflitos gritando com ele, o filho compreende o “pular” e já pula antes de compreender o “não”. E se o filho escuta “Você vai cair!”, ele simplesmente cai, porque é uma ordem…

Se os pais querem que ele pare, sejam diretos e firmes, com voz de comando: “Pare!”. Ele para. E, então, os pais vão com passos firmes, sem afobação nem correria, para pegá‑lo durinho como uma pedra.

Assim que puderem, os pais devem explicar o perigo de subir na mesa e ensinar onde o filho pode subir sem riscos. Um filho aprende a lidar consigo sentindo na sua pele o que os pais fazem com ele. Se os pais o maltratam, ele aprende a se maltratar.

 

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Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Por uma Educação Sustentável! Içami Tiba

junho 9, 2014

EDUCAÇÃO SUSTENTÁVEL é um projeto racional que leva em consideração as emoções, os sentimentos, os afetos, a vontade, os desejos, os sonhos, os relacionamentos humanos e também as estratégias de ação para melhores resultados. E aí que entra a sustentabilidade, com as recentes preocupações mundiais com preservação e recuperação das condições da vida humana no planeta Terra.

Nada é mais sustentável que a educação de valores, pois uma vez aprendidos e praticados, passam a fazer parte da vida do aprendiz pelo resto de sua vida. Não há nada que custe tão pouco como o aprendizado e sua prática, que dure tanto e seja tão útil e tão sustentável do que a excelência de um valor sustentável.

 

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Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Sofrimentos existem para nos ensinar a não sofrer outra vez! Por Içami Tiba

junho 2, 2014

Os pais gostariam bastante que nada faltasse na família, que tivessem paz, alegria e que todos fossem felizes. Como a vida é dinâmica, ela tem altos e baixos. Dificilmente se consegue viver sem problemas. Felicidade não é não ter problemas. Felicidade é ter resiliência para compreender, enfrentar, superar o problema. Problemas e crises passam e a vida sempre continua.

Sofrimentos existem para nos ensinar a não sofrer outra vez. Se a gente não aprende vai continuar sofrendo do mesmo mal. Brigou na escola? Por que brigou? Você errou? Peça desculpas. Se ele desculpar, você já aprendeu que o que você fez não foi bom, portanto, não deve fazer outra vez.

Resiliência não é passividade, ser vítima sem reação, mas é recuperação. Antes de se julgar um infeliz, veja primeiro tudo o que você tem, repare nas pessoas que não têm e pense outra vez que diferença lhe faz não ter aquele brinquedo que você até brigou para ter.

 

Convivendo com uma pessoa feliz, ninguém imagina os problemas e dificuldades que ela já superou. A resiliência nos torna cada vez mais forte e preparados para enfrentar novos problemas e desafios, não somente como uma luta pela sobrevivência, mas também como um sábio experiente porque conhece o caminho das pedras parece aos outros que flutua sobre a água.

 

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Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

 

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PAIS: eduquem seus filhos para o futuro! Por Içami Tiba

maio 26, 2014

O futuro dos pais já está nas mãos dos filhos hoje. Não sabemos com qual tecnologia viveremos e como será o nosso mundo amanhã. Mas, para o amanhã, as sementes são plantadas hoje. A tecnologia vai avançar muito, e talvez também os costumes possam mudar.

Portanto, os pais têm de se esforçar em buscar sementes válidas para um futuro cujo clima é incerto por não ser tão previsível. A maioria dos pais está segura de que os estudos são necessários.

Mas alguns pais não conseguem passar essa percepção e cobrar dos filhos o compromisso com estudos. Realmente os valores tangíveis podem mudar, mas o homem que lida com as tecnologias também precisa evoluir. O que deveria estar sempre presente, mas está sendo negligenciado, são os valores intangíveis. Cabe aos pais a reintrodução desses valores.

 

Para quem já tem os valores intangíveis, ninguém poderá roubar, arrancar, tomar emprestado e não devolver, pois são pertences que estão na sua matriz identidade. Esses valores farão a grande diferença no momento de um processo de seleção em que estejam sendo comparados com outras pessoas que se igualam nas competências tangíveis. E isso vale em qualquer que seja o tempo, presente ou futuro.

 

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Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

 

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